Nomes dos moradores da minha rua

minha rua tem uma ladeira que sobe para a favela. na esquina, sempre tem um carro da polícia militar com vários oficiais de armas agressivamente em punho. como se dissessem: estamos aqui, na fronteira entre a civilização e a barbárie, para proteger os cá debaixo dos aí de cima. e eu, cada vez que passo por ali, morro de vergonha de ser ... 'Minha História Conta' é uma campanha do Projeto RUAS, com o objetivo de fomentar debates sobre a condição da população em situação de rua. Por meio de relatos autorais em vídeo, complementados com dados e pesquisas, e seguindo ondas temáticas como 'trabalho', 'drogas', 'aceitação' e outros. Segundo moradores, reza a lenda que o nome planejado para ela era “Rua dos Diamantes”, no entanto, o plano não se concretizou. Morador da Rua das Jades há cinco anos, Roosevelt Tristão diz que, quando se mudou, estranhou um pouco o nome da rua. Muitas ruas são batizadas sem nenhuma explicação, com nomes que não têm ligação com a localidade. Alguns até criam uma rejeição por parte dos moradores. É o caso que ocorre em Brasília Teimosa, onde o Conselho de Moradores resolveu tentar mudar o nome da Av. Brasília Formosa, criada em 2003, quando houve a retirada das palafitas da orla. “A MINHA RUA” TOPONÍMIA – define-se como um estudo histórico dos nomes próprios e dos lugares (…).É a designação das localidades, ruas, becos pelos seus nomes. 3- Dinâmica do concurso 3.1- Os trabalhos podem ser apresentados em fotografia, desenho, maqueta, entre outros. Devem estar identificados, com o nome(s), idade(s) e ... “Se minha rua tem história, depois da obra vou falar: ‘minha rua enchia, agora não enche mais.’” A oficina de grafitagem, juntamente com os números auspiciosos da gincana social “Minha rua tem história”, ajudou a mudar a opinião do simpático e extrovertido comerciante Alexandre Almeida, mais conhecido como Batata, sobre a ... A questão dos moradores de rua e a garantia da cidadania A Lei Áurea em 1888, fez com que inúmeras pessoas fossem libertadas da condição de escravos para viver a cidadania, contudo, grande maioria... Perfis dos moradores de rua. De acordo com a Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social, podemos traçar o perfil das pessoas em situação de rua, como na lista abaixo: Gênero: do total dessa população, 82% é masculina e 18% feminina. ANTIGOS MORADORES DA RUA RUI BARBOSA. ... Fernando Amorim de Oliveira, também funcionário do Banco do Brasil, entre outros nomes. ... mesmo sob protestos dos moradores, as casas desmontadas na sua maioria foram construídas com tábuas e cobertas com palhas de catolé, por isso conhecida por rua da palha.

Najiyu Ep 8 - A rainha dos gatinhos

2020.09.10 16:10 henrylore Najiyu Ep 8 - A rainha dos gatinhos

**aparece um garotinho andando por aí se equilibrando em pedaços de madeira jogados na rua, pulando de pedrinha em pedrinha pra não pular nas frestas, um garoto normal andando pelo reino de catcastle
??: *comprando um sorvete de morango (é um garoto normal, de cabelo castanho, um colar com uma pedra de pingente, um amuleto)
*tomando o sorvete enquanto...
??²: *olhando pra ele escondido atrás de um telhado, olhando fixamente pra ele através das tendas de venda
hmm.....
*da pra reconhecer q é a mesma pessoa que tava no trem, roubando todo mundo, as orelhas de pelo cinza, os olhos azuis
*se esconde
...
**voltando...
Ne: nós precisamos falar com a rainha may
Hb: iiiii calma aí
a gente precisa conhecer vocês primeiro! já chegaram querendo entrar no castelo, não funciona assim aqui...
Ne: ...
H: *olha pra Nevaska e volta o olhar pra eles dois
tá, então vamos conhecer o reino inteiro?
Li: rapaz o reino inteiro eu não sei não viu, mas grande parte a gente consegue mostrar
Hb: faz sentido, vamos nessa
vocês provavelmente vieram cedo pro festival da música, o pessoal só chega daqui a alguns dias, eles nunca chegam exatamente no dia do festival....
H: por que não tem tanta gente aqui?
Hb: eu não sei, a galera curte os festivais mas na hora de morar eles desistem
H: hmmmm...
(a postura do Hb é super tranquila perante a tudo oq tá acontecendo, parece que ele faz aquilo ali todo dia)
L: e aquele castelão ali?
eu sempre quis um castelão
Hb: o castelo é da rainha, só entra lá quem tiver coisas importantes pra falar
com os tickets
*puxa uns papeizinhos do bolso e mostra
H: e isso aí são os tickets?
Hb: é... a maioria
eu presumo que alguns aqui são umas multas ou mensagens de fãs mas não tem segredo
eu tenho que ler os tickets ainda...
Li: o hb é preguiçoso, liga não
Hb: você que é chata
P: *sussurra no ouvido do Henry
o que tá acontecendo
H: eu sei lá
L: mano isso é maneiro
isso tudo é muito maneiro
Hb: algum de vocês quer casar?
H: °°
L: que
Ne: ????
P: err
Li: nao doido não com ele, é que ele é padre
H: aaaah
L: Hmmmm. faz sentido
EI CARA EU POSSO SER PADRE?
Hb: -'
L: MANO EU SEMPRE QUIS SER PADRE NAMORAL DEVE SER MANEIRISSIMO
Ne: Lusk...?
L: o que foi é minha chance de ser padre
Hb: calma lá amigo não se emociona
H: •-• carceres luskeiros
Li: rapaz vocês são energéticos
gostei
Hb: bem, pra ter a confiança de vocês eu tenho que apresentar vocês pros outros guardas daqui
P: guardas?
Li: tem guardas moradores velhos... tinham patinhas...
P: patinhas?
Li: é como a may chama os indicados a guarda por aqui
a gente separa esse pessoal em categorias e coisas que eles merecem por ações que eles fazem
o hb por exemplo é um guarda
Hb: oi
L: QUE MANEIRO Eu gostaria de guardar.
H: *olha pro lusk com uma cara bem séria
L: opa
Ne: então é só a gente conhecer os outros caras que a gente pode falar com a rainha
Hb: calma lá eu preciso deixar eles cientes de que vocês tão aqui, porque não é nada contra, mas a gente precisa ter certeza de que vocês são confiáveis
Ne: aaaa-
H: tranquilo
Hb: vem cá
**vão em direção ao castelo, e na porta já percebem um cara do lado dela, bem alto, que olha pra eles e diz
??: Olá. bem vindos ao catcastle!
Hb: esse aqui é o gui, ele é show de bola
Gui: opa meus queridos, tudo show?
*abraça pra cumprimentar eles já que ele é muito alto mesmo
L: caraaaaca
Gui: vocês podem me chamar de gui, ou de gordo
L: GORDAOOOOO
Li: *chega perto do Henry
rapaz esse teu amigo grita que é um tanto não?
H: eh-
*puxa o lusk
Calma cara.
L: COMO QUE EU VOU ME CONTROLAR COM TANRA COISA MANEI-
Ne: *da uma cotovelada na costela dele
L: a-
Hb: Gui, eu vou levar eles até a rainha, cuida da porta aqui enquanto eu não chego ok?
Gui: pode deixar
Hb: *abre a porta
**veem um corredor enorme cheio de armaduras e quadros, com uma escada no fundo
H: corredor bonito
L: foi o que ela disse num campeonato de corrida
Hb: *guia eles até às escadas, que levam a outro corredor
ué... o gerb era pra ta aqui
Li: *olha pro hb
nao era seu turno doido?
Hb: °°
viiish é hoje que eu perco o caaargo
**vão até o final e param de frente a uma porta vermelha com detalhes de gatos de diamante, mais chique que a porta de fora, com uma tranca aberta, mas que quando fechada parece bem resistente
Hb: ó só
a partir daqui,
cuidado tabom?
H: blz
P: ok
Ne: tranquilo
L: *colocando a mão na costela de dor
tran-quilo
Li: *da dois passos pra trás
Hb: *cuidadosamente abre a porta
**se revela uma sala cheia de janelas, com um tapete roxo no centro, e um lustre enorme com bastões luminosos que soltam glitter visíveis no ar pela própria luz do sol no fundo, se encontra um trono branco e roxo, com uma pessoa sentada, e uma caneca do outro lado
**é então que a pessoa vira pra eles e diz
??: Sim?
H: *ameaça ajoelhar no chão quando...
Hb: eai may tranquilo?
Ma: oi
Hb: eu trouxe uma galera aqui *aponta pra eles
e acho que você devia dar uma olhada sei lá vai que eles são uns chineses infiltrados
Ma: oi gente pessoas novas? *bebe um gole do que ela tá tomando na caneca e coloca no braço do trono de novo deixando pingar um pouquinho pra fora *na hora todo mundo percebe q é café
*desce do trono como se fosse um penhasco
Ma: pessoas novas...!
que surpresa
prazer gente eu sou a MayGabi, rainha dos gatinhos
e dona dessa vila aqui toda!
H: prazer eu sou o henry
P: prazer eu sou a... *pensa em algo
toggi!
H: que?
L: eu sou o grande, glorioso, bonitão, Lusk.
Ne: eu sou a Nevaska
eae
*faz um paz e amor
Hb: eu vou ali pra porta
não aprontem nada viu?
Ma: hmmmm...
o que vieram fazer? normalmente não vem gente pra cá...
...não por enquanto
Ne: nós viemos fazer um trabalho e precisamos da sua ajuda
a gente tá investigando uma pessoa que.. talvez tenha vindo pra cá
e a gente precisaria dos registros de quem entrou na vila ultimamente
Ma: eu não posso sair dando nomes de pessoas aqui pra vocês assim
Ne: hmmm... sabe se viu um cara chamado shibaru por aqui?
Ma: ... Shi- o que?
eu não sei gente, não tem como eu saber dentre tantas pessoas que entraram e saíram daqui
Ne: pode verificar pra gente?
Ma: ...
Ne: *puxa o distintivo dourado do shibaru e joga pra ela
a parada é séria. o cara é da ordem
Ma: *olha atentamente pro distintivo enquanto pensa
Li: não acham que se ele for entrar aqui ele não vai entrar desse jeito assim?
H: hm?
Li: ele entraria escondido se fosse entrar aqui, já que ele é da ordem
se vocês tão procurando ele, ele não ia pra um lugar onde a rainha tem nome de todo mundo que entra e sai
Ma: eu vou verificar os registros.
vejam com os guardas da fronteira se eles encontraram alguém
H: ue mas ninguém recebeu a gente
L: ninguém perguntou nome da gente
Li: tinham dois staffs encarregados disso mas eles sumiram...
Ma: o Bessa e o Clocks tavam encarregados disso no lugar deles. eles devem ter tido algum problema
ou... sei lá
H: ja começaram os desaparecimentos aqui?
Li: ...
Ma: ja começaram?
Ne: é, tá rolando uns desaparecimentos pelo lugar todo
e a gente ta investigando isso
Ma: e o que esse menino tem a ver com isso?
Ne: ele... fez coisas erradas e a gente tá buscando ele
Ma: hmmm.... eu não sei eu não posso julgar algo se eu não sei nada sobre ele né? a gente conversa mais tarde sobre isso, ok?
Lily
Li: sim?
Ma: voce ainda tem o seu hotel né? leva eles lá pra eles passarem essa noite
daqui a uns dias vai ser o grande festival
não quero que vocês vão embora antes disso acontecer
P: pode ter certeza que não vamos, rainha música sempre foi e continua sendo minha paixão eu costumava dançar quando criança
Ma: que interessante... togginha né? hehe
então vão lá
e boa tarde ;3
P: boa tardeeee
Ne: °°
ponce?
P: ah qual foi eu realmente dançava quando criança
Ne: a parada não é essa, você concordou em ir ao festival
e as investigações?
P: seja lá o que o shibaru quer fazer, ele vai fazer em lugares com grandes concentrações de pessoas, e se ele escolheu aqui, esse é o ponto dele
Ne: ...
P: ta achando o que minha filha
Ne: *boceja e bota as mãos atrás da cabeça
mas que saco hein
vai ver tem algo interessante nisso aí
**do lado de fora do castelo
Gui: *fecha a porta
vai com deus, pessoal!
H: aqule mano ali parece ser simpático
Li: todo mundo é simpático aqui...
hummmm *olha pra cima
tá anoitecendo, querem comer alguma coisa
H: beleza
L: eu tô com fome...
P: por que nao falou de comida antes?
Ne: meh
Li: vou apresentar pra vocês algumas pessoas daqui
*abre a porta de uma loja
*bate no balcão
Xiulabi! esse aqui é o cara
Xi: hummm
eai Lily o que trás aí?
Li: rapaz esses aqui são os novos caras que acabaram de chegar aqui
**sai um cara de uma porta do lado
??: hum?
Li: ah e esse aí é o kanix, eles sempre andam juntos
H: o que é essa loja?
Li: essa loja aqui é uma oficina de coisas avançadas, eles usam outros tipos de pedras pra fazerem não só armas mas como máquinas e outras coisas
eles costumam fazer as únicas coisas elétricas daqui
L: comequié??? xilofone?
H: XIXUXI?
Li: xixuxi... aksskakskjs
*olha pro relógio
vixe gente... tá tarde é melhor eu ir
Ne: vai lá
Li: *entrega um cartãozinho pra Nevaska
se vocês quiserem ir lá no hotel vocês podem, tem uma pessoinha lá pra ajudar vocês
;)
*sai da loja
Xi: meeee kanix é melhor a gente fechar também
Ka: verdade bora lá
Ne, H, L, P: *saem da loja
Ne: hotel forestvalley hm?
**veem um vulto preto andando
Ne: *olha atentamente pra ele e percebe um rosto familiar
??: *olhando pro lado procurando algo
Ne: ...
ei!
??: *olha pra eles revelando o rosto, de uma pessoa alta, meio magra mas musculosa *percebe-se, o shibaru olha pra eles e diz
sim?
Ne: é você!
Sh: poxa vida que coincidência né? *tira o gorro do casaco
achei que vocês iam tá numa missão agora
Ne: e estamos
o que você tá fazendo aqui?
Sh: bom, como você voltou eu resolvi tirar umas férias né?
relaxar, botar os pés pra cima, curtir um festival
eu sou humano também, não?
hahaha
H: a gente sabe o que você fez
Sh: o que eu fiz? como assim o que eu fiz?
Ne: a gente viu o corpo da Winry no chão, completamente morto
você não tem nenhum senso de humanidade não?
Sh: o que? o que.. como assim? a Winry, morta?
e como tá o Arthur
L: nao de faz de preocupado, a gente sabe que foi você
P: *olha atentamente pra ele
...
°-°
*fica parada observando
Ne: foi você, a gente tem todas as provas!
Sh: e quais são?
e quem é ela? *aponta com o olhar pra ponce
P: ... foi você...
Sh: ?
P: foi você que me botou naquela pirâmide!
Sh: voce deve tá se confundindo
H: para de fingir, óbvio que foi você
*pega o distintivo do shibaru e enrola num monte de papel
*joga nele
Sh: *segura, depois de bater na barriga dele
...
H: você matou a Winry depois que ela leu isso aí
Sh: ... ela tinha que aprender a cuidar da própria vida...
Ne: COMO É??
Sh: eu particularmente não gosto de deixar outras pessoas verem minhas coisas pessoais...
Ne: ENTÃO VOCE ADMITE QUE MATOU????
Sh: pra calar a boca dela? digamos que talvez
Ne: *avança num ataque de fúria e soca com tudo a barriga dele
Sh: *vai um pouco pra trás e fica parado com as mãos na barriga
*deixa o distintivo cair
ugh
*se ergue e olha pra Nevaska
Ne: seu... MEXILHÃOZINHO
*soca a cara dele e tenta dar outro soco nele
Sh: *segura Nevaska
u-uh guarda???
algum guarda? alguém?
socorro!
Hb: *passando por ali olha e vê os dois brigando
*corre e entra no meio
opa opa opa opa
que isso gente? calma aí..
Ne: como que eu vou ter calma pra um assassino???
*empurra hb
Hb: *quase cai no chão
*levanta meio sério
moça, e vocês vocês vem comigo
H: °°
Ne: hurrrrr
:l
Hb: *segura Nevaska
Ne: EI ME SOLTA
Hb: Clocks
Cl: *surge de trás de uma das casinhas
Hb: ah perfeito, clocks ce consegue levar esses caras aqui pra prisão enquanto eu converso com o senhor aqui?
Cl: *segura a Nevaska
L: ouououou qual foi a gente não vai ser presos não tá maluco????
Cl: *olha pra trás e vê um cara bem alto e forte passando
ei, gerbidal, por favor
Ge: qual o problema?
Cl: cuida desses guris aqui pra mim
Ne: ME LARGA LOGO SEU RELÓGIO
*tenta segurar os braços do clocks mesmo estando imobilizada
Cl: eu quero ver se você vai falar isso depois...
Ge: *carregando um em cada parte de um jeito indescritível
eae pra onde a gente leva essas caçamba véia?
Cl: me segue
*vão se distanciando
Hb: humph
senhor, pode me dizer o que acontece-
*olha pra trás
...
senhor?
...
...
*não tem ninguém...
No próximo do de Najiyu:
Najiyu Ep 9 Nós somos prisioneiros! Por enquanto
🕵️‍♂️
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2020.06.25 17:13 ferfreax A quarentena rendeu desabafo (e niilismo)

Bom dia brasileiras/es/os, vocês já me conhecem aqui por meio dos apelos que faço procurando formas de conseguir dinheiro. Hoje o desabafo contempla outra esfera: o país como um todo. Frequento essa comunidade aqui por diversas razões, mas a principal é que apesar das diferenças (não só) ideológicas, não vejo ninguém aqui fazendo apologia ao governo miliciano que "instaurou-se" no Brasil. Desse modo, segue meu desabafo:
No segundo semestre de 2018, ano das eleições presidenciais, vivenciava dentro do departamento de História da UEM (Maringá), vários professores embasbacados com os rumos que o país tomaria. Lembro-me que antes mesmo de tomar consciência do poder bolsonarista (e esquemas), uma professora, em resposta a uma pergunta que fiz, disse claramente que o Bolsonaro ganharia, disse ainda: "é o momento que vamos presenciar todos os ratos saindo do bueiro". Dito e feito. Só não imaginava que o bueiro tinha capacidade de acolhimento pra tanta merda. Mas tem. E cada dia, desde então, somos obrigados a assisti-las estampadas (agora mais que nunca, visto que estamos ficando cada vez mais em casa) em todos os meios de comunicação em massa (claro que com algumas ressalvas e entendendo que essa obrigação não se estende a todos.
Esse acesso instantâneo à informação concede ao tempo histórico que estamos vivendo, desdobramentos jamais sentidos. Falo aqui, na qualidade de professor de história (não quero enfiar meu diploma no cu assim como muitos dos meus colegas o fizeram), que a coisa, meus amigos, a coisa tá feia. Sei que não é uma novidade, qualquer ser humano tangido minimamente pela noção de consciência (e não precisa necessariamente ser a de classe, sei também que ninguém é um cristal lapidado) sabe que a coisa tá cambiando do RUIM 'pro' PIOR.
Estamos inseridos em quantos momentos históricos SOMENTE em 2020? Vocês já se perguntaram isso? Não bastando as inúmeras trocas nos ministérios (e aqui e não dou enfase só ao governo atual não, eu remonto também aos anteriores, mas também fazendo o bom uso das ressalvas, afinal, não estávamos em pandemia), também tivemos desligamento de uma porção de secretários, renúncias e renúncias de cargos presenteados. Foi nesse imbricamento que aplaudimos Dória, o mesmo que anos antes lançou jatos de água fria nos moradores de rua. Foi também que nos indignamos com a saída de Mandetta, o mesmo que promovia o SUS sucateado (privatização da saúde). Foi nesse momento que aumentamos o volume da televisão já ligada na emissora de maior audiência, que desenrolou a operação lava-jato na frente dos brasileiros, apoiou Aécio, ridicularizou Dilma e, não obstante, serviu de alicerce pra ditadura militar, pra ouvir o Alckimin (eu nem sei escrever o nome desse cara) falar. Foi nesse momento que a CNN bombou no youtube, e que os debates passaram a ser o maior entretenimento do brasileiro indignado. Foi também nesse momento que o brasileiro acompanhou ansioso o depoimento de 9 horas (ou mais) do então juiz e ex-ministro da justiça, Sérgio Moro.
Eu não estou aqui nos julgando, não estou aqui julgando os que foram às ruas (como eu fui), nem os que optaram por ficar em casa (como amigos o fizeram). Não estou julgando a TV no volume alto durante um debate descabido de uma emissora gerenciada por idiotas vestidos de terno (e aqui não me refiro aos jornalistas, embora a muitos eu também atribua essa expressão), nem os comentários de apreciação ao governador de São Paulo (que fez sim o mínimo, O MÍNIMO. Salvou vidas? Salvou. Lembro-me de um post que apaguei há meses atrás em que fui ridicularizado nos comentários por apontar essa postura mínima do Dória, visto que ele, agora, salvava vidas). Repito aqui que sim, foi o mínimo. O mínimo da empatia, o mínimo da decência. O objetivo não é julgar ninguém (exceto aqueles que compactuam com as formas de opressão já muito estabelecidas e estigmatizadas nesse país), é apenas condensar esse furdúncio histórico que estamos TODOS passando. Inclusive o pai que apertou 17, a mãe que votou branco, a tia que menospreza reforma trabalhista mas ao mesmo tempo concorda com os cortes de salário das grandes empresas, mas, como não diz respeito ao salário dela, então tem que cortar mesmo. Esse momento histórico contempla também o pior pesadelo já vivenciado na história do país, alcançamos nos últimos dois meses, o maior número de mortes da HISTÓRIA DO BRASIL. E, claro, sem ministro da saúde.
Eu poderia deixar de citar outras situações, mas não deixarei. Me sinto na obrigação de condensar as indignações que estamos engolindo há mais de 90 dias. Não citarei todas, algumas fugiram da minha memória - assim como também da de vocês. O acesso a informação, aquele que já mencionei em algum momento desse desabafo, inunda nossa mente a todo maldito segundo que a memória, aos poucos, vai se esvaindo. E o brasileiro, diante das situações horríveis que o acometem, fica cada vez menos bestializado. Vamos nos bestializar lembrando da Regina Duarte, que agora foi pra cinemateca enterrar de vez o cinema brasileiro - que aos poucos também vem vivenciando seu desmonte, um claro exemplo disso são as proibições de alguns temas relatados, bem como DITADURA. Regina Duarte carregou a titulação de secretária da cultura sem ter feito absolutamente nada, a única memória que tenho dela é da entrevista dada também à CNN (já citada aqui), que foi um dos grandes marcos da vergonha. Depois dela, veio alguém pior, o galã de Malhação. Vamos nos bestializar e lembrar que desde o início da pandemia o Bolsonaro foi contra a ciência, contra os estudos, contra as universidades públicas. Vamos nos bestializar com os pronunciamentos, com indiretinha pra globo e pro Dráuzio, com rinoplastia da sogra, desligamento dos aquecedores (?) da piscina. Vamos nos bestializar com o advogado do diabo, que escondeu por meses o Queiroz (que foi preso, e lançou também sobre nós uma fagulha de esperança que em mim, pelo menos, já se dissipou). Vamos nos bestializar com a "gripezinha", com a bandeira de Israel em frente ao Planalto ou qualquer outro lugar que não me lembro mais qual era. Vamos nos bestializar e mais que isso, vamos lembrar da força bruta da polícia, que já era porca, legitimada pela fala de um conservador no poder.
Vamos nos bestializar com o racismo estrutural no Brasil, um dos últimos países a abolir a escravidão. Vamos nos bestializar com aquela pessoa que estudou com você no ensino fundamental, que fez hoje psicologia e gravou vídeo dizendo que "não vê racismo". É hora de se bestializar com o pai que fala "aquele preto é maconheiro", ou com a mãe que diz "nossa meu cabelo tá crespo, parece que tá ruim". Vamos nos bestializar com as cotas raciais fraudadas. Com projetos de leis descabidos: armamento da população, restrição do uso do nome social (grande perda na comunidade trans), PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA, liberação do corte de salários e demissões, diminuição do salário dos professores e demais funcionários públicos. Tem também aquela ideia do projeto de lei anti-terrorismo, que vez o outra aparece.
Além disso que citei, tem mais uma porção de coisas que aconteceram nesse tempo, mas eu tô cansado de botar a cabeça pra funcionar. To cansado de pensar. To cansado de sofrer. Tentei fazer o máximo, me vinculei agora, de última hora à um coletivo, onde estamos usando da nossa força interior e também de muita ajuda externa (doações de dinheiro, roupas e alimentos) pra ajudar algumas famílias que precisam muito. Tem me ajudado a continuar. Um dia de cada vez vou respirando pra não cair num buraco niilista. Confesso que apesar disso tudo, apesar de estar bestializado e tentar arrancar fôlego dos pulmões desgastados de tanto tabaco barato fumado, eu não consigo enxergar muita luz no fim do túnel. Precisou-se de um carro pra tirar o Collor, de pedaladas fiscais não comprovadas pra tirar a Dilma... e temos agora um número gritante de processos de impeachment que o Rodrigo Maia sentou a bunda e nunca mais levantou. O que precisa pra tirar o Bolsonaro? E mais ainda, será que ele saindo, o país vai ter luz no fim do túnel? Eu não acredito muito nisso.
O que vocês pensam do país nos próximos meses? Levando em conta aqui alguns fatos que não mencionei, como por exemplo a informação de ontem que trazia o Brasil como único país nessa pandemia a superar a marca de 100 dias de covid sem achatamento da curva. Ninguém sabe ao certo os números, o site do ministério da saúde ficou indisponível... os testes são mínimos. Enfim, to desmotivado. E descrente. Me falem de vocês. Podem me chamar no chat.

No mais, galera, vamos unir nossas forças.
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2020.04.09 04:03 samreachers Gambá e o Gran Cassino Palha Seca - Uma crônica bem-humorada

Todo bairro tem suas histórias, seus mitos, seu fabulário.
O bairro do Palha Seca, aqui em São Gonçalo, não foge à regra. Recentemente, ao ver uma notícia inusitada circulando na internet, lembrei-me de uma história acontecida por cá, nos estertores finais da década de oitenta.
Em frente à minha casa morava com sua família cidadão de fácil amizade, mineiro como minha mãe, dado porém a uma vida irregular, mantida à base de escambos (o famoso troca-troca de mercadorias). Era um passarinho por uma carroça, uma carroça por uma geladeira e mais um dinheirinho de volta, uma geladeira por um trezoitão capenga da Taurus... E assim esse “malandro”, na boa acepção do termo, ia sobrevivendo.
Para auxiliar nas despesas trazidas pelos quatro filhos (um rapaz, duas moças e uma menininha quase temporã), o bom vizinho abrira uma vendinha, uma birosca, uma “barraca”, como chamávamos, naqueles idos, aqueles pequenos comércios de bairro.
Ao lado disso, o nosso empreendedor palhassequense, desconhecedor ou desrespeitador da lei, esse misto de salvaguarda social e grande estraga-prazeres, resolveu iniciar, dentro de sua casa e no convívio de sua família, uma, depois duas mesas de jogo. Isso mesmo: o homem das transações resolvera instalar um “cassino” em pleno Jardim Nazaré, que é o nome verdadeiro e honrado do nosso hoje difamado Palha Seca. Um rodízio entre variados jogos de baralho (da ronda ao truco, do buraco ao vinte-e-um) e ainda dados e dominó, quando não a prosaica purrinha, que eram praticados à exaustão, indo por vezes madrugada à dentro, e sempre valendo dinheiro. Nada de à brinca, ali era à vera. Na época cheguei a ver gente entrar ali lá pelas 21 horas e, lá pelas 2h da madruga, sair literalmente pelado – isso mesmo, peladão – pois apostara a ROUPA DO CORPO e, não sendo usuário de cuecas, teve que sair pelado, correndo pela night até sua casa...
Bem, toda essa confraternização era regada à muita cachaça, o hidromel dos deuses morenos dos trópicos. Assim nosso amigo gerente de cassinos complementava a renda, e também vendendo os tarimbados tira-gostos do tempo: linguiça frita, ovo cozido, torresmo e vez por outra um caldo ou mocotó.
Numa dessas noitadas no cassino da favelinha Beira do Rio, ainda nos inícios dos trabalhos, que religiosamente se iniciavam às 21h, um dos habitués do local resolveu fazer uma “presença”, um mimo aos amigos de copo e (má) sorte, e trouxe uma grande panela de frango à passarinho para servir aos convivas da casa. A novidade foi celebrada: Era realmente muita carne, bem picadinha e odorosa. O benemérito dissera ter matado três das galinhas do quintal, patrimônio de sua velha mãe, e propusera que, já que ele estava botando o tira-gosto, que os amigos lhe pagassem cachaça, muita cachaça. Sem problemas, pois.
Cada um que chegava ia se fartando naquela riqueza, bem fritinha e espantosamente gratuita. Até a família do amigo – sim, a criança e as mocinhas eram obrigadas a conviver e interagir com aquele ambiente sinistro em sua própria sala – também se serviram a gosto.
Enquanto isso, o nosso amigo aproveitava para pedir, na conta dos demais, boas doses de cachaça e suas variantes destiladas – uma verdinha aqui, um Domecq ali, um licorzinho de coco acolá. Os jogos iam animados e os ânimos, turbados pelo álcool, explodiam em sorrisos naquele miserável lazer suburbano. Foi quando alguém, sem qualquer maldade, perguntou ao indivíduo que lhes fornira com tão saboroso e farto repasto:
- Ô Gambá, você não vai comer não?
Pego assim de surpresa, enquanto tomava um dedo de Catuaba, que era para tonificar o espírito, nosso amigo alegou:
- Ciço, já comi muito em casa, enquanto estava cozinhando. Tô legal...
- Pô, mas já são quase duas da manhã. Desde que você chegou não comeu nada, e sempre come bem...
- Que nada meu cumpadre, comi bastante em casa mermo, fica tranquilo. Hoje eu só quero beber. Ô Dudu, bota mais um dedinho de Catuaba aqui pro seu amigo.
Ao longo de todo o seu período de permanência ali no “estabelecimento”, Gambá (esse era o apelido do bruto, um sarará parrudo, baixinho, morador do Campo Novo) era o mais feliz, e isso entre felizes. Sorria como um palhaço, enquanto via os amigos fartarem-se com aquela iguaria preparada com carinho. Um coração de ouro o Gambá, quase santo, digno filho de São Gonçalo.
Após o diálogo acima, travado com o Ciço, o embriagado Gambá, que passara da conta habitual valendo-se da boa-vontade alheia em pagar pela bebida, passou a sorrir ainda mais. A cada vez que alguém pegava um daqueles últimos pedaços de frango, ele, com aquele brilho mortiço no olhar, comum aos ébrios, sorria com gosto – ou quase com cinismo, diria algum espírito de porco...
Ao ser fisgado o último pedaço de carne daquela grande e encardida panela, estando todos já afogados nos humores e vapores alcoólicos, um dos convivas reforçou o argumento de Ciço:
- Aí, acabou o frango e Gambá mesmo não comeu nem um pedaço...
Aproveitando o oportuno da ocasião, o malandrim resolveu abrir seu coração, e expor a inocente, inofensiva eu diria, brincadeira:
- Amigos, eu não comi nenhum pedaço pois essa carne que preparei para vocês não era bem das galinhas da mamãe. Era na verdade um urubu, um baita urubu que matei ali na Ponte Caída.
E antes mesmo que a surpresa, a dúvida e a descrença pudessem manifestar suas máscaras características na audiência humilde e chapada, o sarará de olhos cor de mel entregou a sordidez de alguns detalhes:
- Rapaz, o bicho é ruim de morrer! Carne dura! E na panela?!! Foram duas horas, duas horas malandro, na panela de pressão! – completou, explodindo numa gargalhada carnavalesca.
Gambá, boníssimo coração, acreditou na sorte, sorte que poucas vezes o visitara naquelas mesas de jogo. Imaginou que, dado o inusitado da situação, e o teor alcoólico imenso reinante nas veias dos presentes, todos levariam aquilo na direção do que aquilo era afinal – uma grande brincadeira.
Mas alguém antecipou-se, e passou a chave na porta, a única porta do casebre...
O que se seguiu foi uma prolongada sessão – desengonçada, hilária, ridícula, mas também cruel, medieval, horripilante – de espancamento. Os gritos do bom Gambá, Macunaíma gonçalense, sendo socado e golpeado com tudo que as trêmulas mãos dos bebuns alcançavam, acordaram meia vizinhança. O bitelo apanhou, e apanhou, e apanhou ainda um pouco mais. Sabe-se lá de onde aquele grupo de mamados encontrou forças para o linchamento; talvez do próprio Satã.
Desfeita a graça e também a consciência de Gambá, o corpo desmaiado foi jogado para fora, estabacando-se na rua de chão.
Sabe-se lá como Gambá chegou em sua casinha. O que se soube é que ele lá chegou já com um aviso: nunca mais deveria passar pela rua principal do Palha Seca – justamente o único caminho que ele tinha para ir trabalhar, pois andava dois quilômetros de sua casa para o ponto de ônibus, para pegar a viação que o deixava em Alcântara – sob a pena de ser, bem, literalmente despachado desta vida, como fora o pobre urubu, de tão dura – mas saborosa, alguns depois o confessaram – carne.
Resultado: Além das amizades desfeitas, foram anos e anos andando não dois, mas (agora na direção contrária) coisa de cinco quilômetros, de sua casa até Maria Paula, onde podia pegar outra viação para levá-lo ao batente.
Amargurado por cicatrizes de corpo e alma, ferido em seu brio e espírito fraternal, Gambá, nosso Macunaíma, nunca entendeu o motivo da brutal falta de senso de humor de seus antigos companheiros de jogatina...
Sammis Reachers
- https://marocidental.blogspot.com/
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2020.04.02 11:10 Pedro_HereIn A Universidade Arcana de Opath, O Octante e outros Arcanismos do 3:14

Antes de iniciar deixo alguns avisos.
  1. O meu universo Skyfall (3:14) tem algumas diferenças do universo do Pedrok (25:17).
  2. Na minha visão a Universidade mudou muito desde a sua fundação no 2º anel depois do Firmamento
  3. Eu me baseei em 2 fontes principais para determinar como a UAO funcionaria ( na narrativa e na ambientação). A primeira é a Universidade das Crônicas do Matador do Rei (Patrick Rothfuss). A segunda é em Hogwarts da série de livros e filmes Harry Potter (somente vi os filmes então caso tenham fatos interessantes que estejam só nos livros podem comentar)
Agora vamos ao que interessa!

As Várias Magias e suas múltiplas descobertas

A magia é tratada de muitas maneiras dependendo de com quem você conversa. Anuros produzem efeitos mágicos sem usar o Arcanum, o que para outros conjuradores seria algo impossível. Os kishins fazem uso de técnicas passadas para eles pelos povos enormes da Cordilheira de Vorax, pensando o arcano quase como uma filosofia. Elfos e gnomos por outro lado pensam a magia como um impeto da própria criação, uma força que tensiona o universo e que pode ser usado para feitos magníficos.
As ancestralidades descobriram formas diferentes de se usar a magia e em tempos também diferentes. Cada cultura aprendeu técnicas únicas. Isso sem levar em consideração as formas que cada profissional usa estas técnicas. É bem claro como que as magias feitas por um mago e as feitas por um clérigos são diferentes, mesmo que ambas no fim sejam magias, o meio e os métodos para produzir os feitiços são bem diferentes. Da mesma forma deve ser entendido que um tieferino e um tritão usam meios tão diferentes quanto o mago e o clérigo, mesmo que ambos sejam da mesma classe conjuradora.

A fundação de uma academia única

A Universidade Arcana de Opath foi fundada no dia 14 do Ciclo da Maré no 2º anel depois do Firmamento com o intuito de unir as ancestralidades ainda mais e formar uma metodologia completa sobre as formas de se fazer e usar magias.
A oeste da cidade de Alberich, fica um distrito separado da Cidade das Mil Portas. Onde a estrada cruza o rio Omêthi há uma velha ponte de pedra. É uma daquelas antigas e gigantescas obras de arquitetura espalhadas por todo o mundo, tão antiga e solidamente construída que se tornou parte da paisagem, sem que ninguém se perguntasse quem as havia edificado nem por quê. Essa é particularmente interessante, com mais de 60 metros de comprimento e larga o bastante para que duas carroças a cruzem lado a lado. Do ponto mais alto da ponte, é possível avistar algumas das construções mais importantes da Universidade.
A UAO fica no coração do Octante de Omêthi rodeada por uma cidadezinha. Embora, verdade seja dita, cidade não seria o termo apropriado. O ambiente não se assemelha em nada com Alberich e suas vielas tortuosas, seu cheiro de mercadores fresquinhos pela manhã e seu clima hiperpopuloso; mais parece um vilarejo, com ruas largas e ar puro. Gramados e jardins ocupam os espaços entre pequenas casas e lojas.
Contudo, visto que esse vilarejo tenha crescido para atender às necessidades peculiares da Universidade, o observador cuidadoso pode notar as pequenas diferenças nos serviços prestados. Por exemplo, há três boticários com um estoque completo, três metalúrgicas, dois coureiros, dois vidreiros, duas oficinas de encadernação, quatro livrarias, duas oficinas de ferragens, um alfaiate, e um número desproporcional de tabernas. Algumas com tabuletas de madeira na porta que anunciam: PROIBIDO FEITIÇOS!

O Octante e o início da Universidade Arcana.

No começo a UAO tinha somente 8 prédios. A Reitoria (espaço dos professores e reitores), a Prataria (o refeitório comum), o Paritário (os dormitórios dos estudantes), o Acervo (a grande biblioteca) e as quatro instalações para os cursos. Inicialmente a Universidade oferecia os cursos somente para artífices, clérigos, druidas e magos. Caso um aluno fosse de uma classe conjuradora diferente (digamos um bruxo) ele teria que cursar uma das quatro disciplinas (um hexblade talvez cursasse a Artificiaria, já um bruxo da arquifada talvez entrasse no curso para se tornar "druida").
Por conta de haver está disposição de oito prédios, a praça (e mais tarde toda a região) passou a ser chamada de Octante de Omêthi. Ao longo dos anos, contudo, a Universidade expandiu seus cursos passando a abraçar mais formas de usar magias e hoje conta com um total de 11 prédios principais (os 3 adicionais são para os cursos de bardos, bruxos e feiticeiros). O ambiente é bem movimentado e garante aos habitantes um dia-a-dia pouco habitual, com um toque arcano em quase tudo.

Mestres e Reitores

A Universidade é para a continuação dos estudos, não para o começo deles, por isso existe uma prova de admissão feita pelos reitores dos 7 cursos e o diretor, na prova eles testam os conhecimentos básicos do aluno. Após responder as perguntas os professores decidem a taxa pentagonal (o semestre; período de 5 ciclos) que o aluno deverá pagar. É preciso ter dinheiro ou inteligência para ingressar na Universidade. Quanto mais se tem de um, menos se precisa do outro. A taxa comum é de cerca de 70 pilares de ouro, contudo já houveram casos em que a universidade cobrou menos de 10 pilares e rumores contam que um aluno entrou sem precisar pagar. Esse é o nível intelectual dos estudantes, uma pessoa de mente tão habilidosa que a Universidade prefere pagar para formar alguém de imenso renome no futúro.
A UAO é composta por sete cursos, chamados de Métodos, cada um deles é divido em partes menores, chamadas como um todo de Disciplinas, e cada uma é dirigida por um mestre. Por exemplo o Método para magos é dividido em oito disciplinas, uma destas é o colégio da Necromancia cuja Necromante-mor é a m'bo Zarina Isínku.
Cada método possui um reitor. O reitor é um conjurador que escolheu não se espacializar em nenhuma disciplina e, ao invés disso, estudou todas, tornando-se capaz de tomar as decisões do método e direcionar os mestres. O reitor dos magos por exemplo, é Severyno Balazkova um vampiro que estudou as oito disciplina do método dos magos.
Assim temos 8 reitores, um para cada curso e um que direciona os outros. Este é o diretor (nome que significa reitor duplo, pois é reitor dos reitores, e originalmente era escrito direitor). O diretor é a palavra máxima da UAO e em alguns eventos já teve uma cadeira temporária no Senado.
Os professores e mestres usam um colar de metal com marcações e partidos (para não possibilitar portais no Anel de Fogo) na nuca para mostrar o seu cargo. As marcas dizem o método que ele faz parte.

Alunos

Antes de ingressarem, os estudantes e magia costumam aprender com graduantes da Universidade, é costume estes chamarem seus aprendizes de Risuna (que significa "aquele que ouve" em língua sodori).
Os alunos da UAO durante os 2 primeiros anéis são chamados de Shonin ("aquele que vê"), depois recebem o título de Shoji ("aquele que tem") e, ao final do curso de 9 anéis, eles viram um Riyu ("aquele que causa") buscando se tornarem Jiantáns ("aquele que fala").
A idade comum de um ingressante é de 27 anéis (18 anos) e costuma terminar o método com 36 anéis (24 anos). Os alunos podem finalizar o seu curso a partir do momento que recebem o título de Shoji, com 3 anéis de Universidade. Contudo a maioria continua cursando até chegar ao 6° anel. Nem todos conseguem se tornar Jiantáns. Para receber este último título o conjurador deve produzir um feitiço autoral, por isso muitos Riyus costumam viajar para em jornadas para os confins de Opath para tentar reunir conhecimentos que poucos conseguiriam descobrir.
O termo comum para um aluno da UAO é "estudante" (ou "universitário" em algumas cidades). O uniforme comum é um poncho, que pela costura e desenho mostram o método e a disciplina que o estudante faz parte. O resto do vestuário fica a cargo dele.

Melancolia e Ímpeto aos olhos da UAO

Por conta do tamanho e da influência da Universidade, alunos de todos as ancestralidades aparecem para versar as artes místicas, porém neste caminho para se tornarem conjuradores renomados os maiores obstáculos são aqueles que vêm carregados na origem.
Melancolias e Ímpetos atrapalharam muitos ao ponto que a Reitoria Universitária Arcana (RUA) criou protocolos específicos para tais casos. Por esta razão não existem portas dentro da UAO, no lugar delas são usadas cortinas de tecido grosso; desta forma pequeninos não tem problemas para sair de suas aulas e voltarem aos seus dormitórios. Anões têm parte de seu currículo feito em aulas não presenciais (durante a diáspora) e kias possuem preferência nas chamadas para intercâmbios e excursões. Durante a temporada de inverno as aulas são realizadas em Salas (espaços dimensionais), pois seres feéricos nesta estação não poderiam realizar feitiços, segundo o Código Sazonal de Elvo'rah. A Universidade oferece um seguro de danos para kishins que venham a entrar em fúria. Um acordo entre a Universidade, a Shankir de Kravokia e a Casa Teophrina dos Gnomos de Opath, garantiu que um dos pastos de carneiros da Casa é de livre uso dos vampiros estudantes da UAO, porém estes são limitados a no máximo 8 carneiros por ciclo, quantidade definida pela Shankir.

Os conhecimentos difundidos no meio acadêmico

As aulas dentro da UAO tocam os mais diversos temas. Desde estudos astronômicos do Arcanum, até a intrincada política feérica. Conjuradores que se formam por completo na Universidade e ganham título de Riyu, saem com perspectivas de emprego em cargos importantíssimos, como conselheiros reais e defensores da sociedade de Opath, assim sendo eles devem ser versados nos mais diversos conhecimentos.

Prédios e Disciplinas

Os sete prédios de ensino da universidade, são locais de estudo, experimentação e pesquisa. De arquiteturas completamente diversas, a única coisa que une eles é o fato de alunos estarem sempre entrando e saindo deles (e de que de vez em quando alguém sai ferido de uma sala).

Mecanicamente

Alunos ingressantes devem ter no mínimo 1 nível em uma classe conjurado. Caso o personagem não tenha níveis de conjurador-completo, ele precisa ter a característica Conjuração.
Para o caso de conjuradores incompletos a quantidade de semestres de estudo necessários para subir 1 nível de classe é igual à 3 semestres (para guardiões e paladinos) e 4 (para guerreiro: cavaleiro místico e ladino: trapaceiro arcano)
Regras para Jiantáns (provavelmente farei um post só pra isso mais pra frente)
  1. Escolha uma magia já existente
Você deve conseguir conjurar esta magia. Magias de 9º círculo não podem ser escolhidas. Caso você escolha um truque ele será considerado uma magia de nível 0 para os cálculos desta regra
  1. Escolha o alvo da magia
(as categorias são bem vagas e abrangentes, o objetivo é dar espaço para DM e jogador determinarem qual seria o alvo a partir delas)
- Você mesmo ou um aliado - Um inimigo - Todos os inimigos em uma área - Todos os aliados em uma área - Magia causa dano
Caso nenhuma das categorias encaixe (magias que concedem conhecimento sobre algo ou que invocam criaturas, por exemplo). A lista possui opções que poderiam se adaptar para encaixar estas, mas você também poderia pensar em uma categoria nova. Para casos assim a recomendação é escolher "Você mesmo ou um aliado" já que você quem provavelmente estará se beneficiando da magia.
  1. Tempo de pesquisa
O tempo necessário para manter sua pesquisa é de 8 horas por dia, 4 dias em cada ciclo. Você fazer outras coisas durante o restante do dia, mas caso este tempo não seja cumprido ou ele seja interrompido, a magia escorre da sua mente e é necessário recomeçar do último ciclo que você completou. A quantidade de ciclos de pesquisa é igual à 1 ciclo (3 luas) mais uma lua por nível da magia original.
Exemplo: Sahadeva, um draconato mago do colégio da adivinhação deseja produzir uma versão mais interessante do feitiço Ligação Telepática de Rary's. Ele gasta 8 luas, ou seja 40 dias (3 luas mais 5 do feitiço) até completar o seu feitiço Iluminar de Muitas Mentes.
  1. Encontre a Tabela, Escolha ou Role
Agora basta adicionar um extra ao novo feitiço. O objetivo disso tudo é a diversão então caso o jogador não goste do efeito permite talvez que ele troque pelo efeito acima ou abaixo, ou talvez role novamente, ou quem sabe escolha. Depois disso a magia está pronta, basta dar um nome. Ela é de 1 círculo acima da original.
Exemplo: A magia de 6º nível Iluminar de Muitas Mentes Sahadeva, tem o efeito Oracular. O feitiço portanto permite que ele crie um elo telepático com até 8 criaturas dentro do alcance durante 1 hora e além disso uma delas por 10 minutos, pode ver quais itens dentro de 60 pés são mágicos, pode ver os efeitos de feitiços que persistem, e pode fazer um teste de Inteligência (Arcanismo) CD 15 para saber exatamente que itens e feitiços são esses.
Você mesmo ou um aliado
d4 - Efeito
1 - Regenerativo: Pela duração da magia, o alvo recupera uma quantidade de pontos de vida igual ao seu modificador de conjuração no início de cada um dos turnos dele.
2 - Onisciente: Por 10 minutos, o alvo tem um terceiro olho que revela criaturas escondidas, disfarçadas, e invisíveis dentro de 60 pés. Isso não se aplica a objetos em outros planos.
3 - Invulnerável: Até o final do próximo turno, o alvo é imune a qualquer tipo de dano.
4 - Topologicamente Ambíguo: Por 10 minutos, o alvo tem uma chance de 33% de no começo do turno ele se teleportar 10 pés com uma ação bônus. Essa chance é cumulativa (33% no primeiro turno, 66% no segundo, 100% no terceiro), mas as chances voltam pra 33% toda vez que o alvo teleporta. O alvo pode escolher não se teleportar, mas chances voltam a 33% ainda assim.
Um inimigo
d4 - Efeito
1 - Dispersante: Em seu próximo turno, o alvo pode se mover OU tomar uma ação, mas não ambos.
2 - Iluminante: Até o final de seu próximo turno, o alvo brilha, garantindo vantagem em todos os ataques contra ele e iluminando qualquer aliado (dele) escondido adjacente à ele.
3 - Traidor: O alvo imediatamente ataca outro alvo à sua escolha.
4 - Elucidante: O alvo solta um segredo mantido por ele.
Todos os inimigos em uma área
d4 - Efeito
1 - Sobrecarregado: Um dos alvos fica Caído.
2 - Imobilizante: Um dos alvos é mantido no lugar Agarrado até o final de seu próximo turno.
3 - Defiling: Role 1d6. Um dos alvos recebe essa quantia em dano necrótico, e você recebe pontos de vida temporários igual à soma de dano causado em todos os alvos.
4 - Telecinético: Mova todos os alvos 10 pés na mesma direção. Se movidos para cima, os alvos recebem 1d6 de dano contundente quando caírem no chão e devem ter sucesso em um teste de Destreza (Acrobacia) CD 10 ou ficam caídos.
Todos os aliados em uma área
d4 - Efeito
1 - Acelerante: Por 10 minutos, antes de tomar uma ação, um dos alvos pode se mover uma quantidade adicional de metade do seu deslocamento.
2 - Oracular: Por 10 minutos, um dos alvos pode ver quais itens dentro de 60 pés são mágicos, pode ver os efeitos de feitiços que persistem, e pode fazer um teste de Inteligência (Arcanismo) CD 15 para saber exatamente que itens e feitiços são esses.
3 - Hábil: Por 10 minutos, o movimento de um dos alvos não provoca ataques de oportunidade.
4 - Revelador: Até o final do próximo turno, um dos alvos sempre tem resultado 20 em testes de Sabedoria (Percepção).
Magia causa dano
Tipo de dano da magia - Efeito
Gélido (Frio) - Calafrios: Alvos afetados estão Agarrados até o final do próximo turno.
Ígneo (Fogo) - Incinerante: Alvos afetados continuam a queimar, recebem 1d6 de dano adicional no começo da próxima rodada até que gastem uma ação para extinguir as chamas.
Perfurante - Apunhalante: Por 10 minutos, ataques com armas feitos contra alvos afetados alcança um acerto crítico em resultados de rolagens de ataque iguais ou superiores à 15.
Psíquico - Alucinante: No próximo turno, os alvos percebem aliados como inimigos e inimigos como aliados, agindo de acordo.
Energético (Força) - Explosivo: Alvos afetados estão caídos. No próximo turno, eles devem fazer uma salvaguarda de Sabedoria para se levantar. No turno seguinte, eles podem se levantar normalmente sem fazer a salvaguarda, caso ainda não tenham conseguido.
Venenoso - Nauseante: Alvos afetados perdem o próximo turno vomitando.
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2020.03.26 12:54 KNWRV Quando for dormir

[Então,galerinha, eu fiz esse conto tem um tempinho e eu gostaria de um feedback, grato já pela atenção]
Dormimos para acordar, mas o sonho é irmão da morte carregando-nos inconscientes para as danças catatónicas dos pesadelos até que, então, nós não acordamos mais.
Filipinas, abril de 1867. Um camponês de trinta e três anos, cansado do dia de trabalho árduo, fala para sua mulher que já iria para a cama, despede-se do filho, beija sua mulher e caminha para o reino de Morpheus. A pele amarela do homem está marcada por enormes bolhas de suor, devido aos movimentos incessantes na cama, suas unhas estão cravadas no tecido da cama, a respiração é ofegante. De repente um grito seco ressoa pela casa, a mulher e o filho correm para o quarto, o camponês está morto. Sua morte passou despercebida, somente o vilarejo perto da casa onde morava ficou sabendo; os moradores indicaram rapidamente a causa: foi o Bagungot, uma criatura que espreita os sonhos dos homens, ela aparece em múltiplas lendas ao redor do mundo: a cristandade falava de Íncubos e Súcubos; os japoneses se referiam ao Pokkuri, na Tailândia, os mitos falam de de Phi Am.
Morrer no sonho é um caldeirão da mistura dos medos humanos, morrer sem resistir, sem poder escapar, sem saber porquê. A aflição se tornou então submissa a ritmos anciões e sonetos sagrados, encontrados nas artes e literatura, marcadas por números degraus de mitologia, folclore e imaginação diante das criaturas da noite, conhecimento e superstição se misturam, mas tudo aponta para a mesma coisa: tema os seus pesadelos. Encoberto no manto do mistério e pavor, esse fenômeno ganhou muitos nomes e muitos acrônimos.
França, agosto de 1917. Era o dia mais feliz de Eveline, o casamento que tanto esperara enfim iria acontecer. A igreja está em silêncio, senão pela marcha nupcial; no topo do altar o padre pergunta: "Eveline, você aceita Pierre como seu legítimo esposo"? Eveline não responde, seu corpo cai do alta. Ela dorme. Na Suíça, nem mesmo as dores do parto fazem uma mãe acordar. O mundo se viu diante de uma epidemia de "Doença do sono", os médicos chamavam de encefalite letárgica. A ciência então sistematizou, caracterizou e dissertou sobre o caso enumerando vários fatos e razões para o acontecimento: algumas pessoas eventualmente acordaram novamente- essas pode-se dizer que tiveram mais sorte do que as cem milhões que morreram no sono- elas relatavam que viam uma imagem negra, como uma sombra, rodopiando ao redor, rindo, dançando, como se aquilo fosse a maior das alegrias. Os cientistas caracterizaram isso como mera alucinação. A ciência é um devaneio que nós construímos, justificando com a razão e observação, na realidade, ela não passa de somente mais uma forma de se enxergar o mundo, uma forma que constantemente é posta à prova para ser dita certa. Curiosamente, esse é o grande paradoxo da ciência: ela só pode estar certa, quando for possível ela estar errada. Mas do que se chama aquilo que não pode ser posto à prova? Aquilo que não é mito, nem lenda? Aquilo que somente é, acontece subitamente sem explicação, sem qualquer motivo; costumo dizer que esse absurdo se chama existência.
Estados Unidos, julho de 1959. Veteranos da Guerra da Coreia, subitamente começam a relatar casos de insônia e estresse; um homem, refugiado do Laos, de 33 anos, saudável sem doenças crônicas ou genéticas, grita durante o sono. Ele é encontrado morto no dia seguinte, o grito se espalha por todos que vivem perto, a pequena comunidade de refugiados é dizimada, ao passar de dois meses cada um desde os mais novos aos mais velhos, vão subitamente morrendo em seus sonhos. Os médicos não encontram um motivo claro, a hipótese seria de um gene que ocasionou complicações cardiológicas e a morte era súbita. Mas nenhuma das pessoas que morreu apresentava caso ou histórico de doenças cardíacas, mas isso era o melhor que a medicina podia prever no momento.
Estados Unidos, março de 1964. Randy Gardner se dispõe a participar de um experimento sobre o sono, ficando onze dias e vinte e cinco minutos acordado. Monitorado por uma equipe médica, os seus sinais vitais se mantêm estáveis nos dois primeiros dias. No terceiro dia, Randy apresenta mudanças de humor. No quarto, o garoto afirma que estava sendo vigiado por uma sombra voadora. No quinto, o médico de tratava de Randy, faz uma visita para verificar os seus sinais vitais, Randy grita em pânico, ele acha que trouxeram um coveiro para o enterrar. No sexto dia, Randy se recusa a comer, aranhas estão em sua sopa, subindo pelo seu corpo até seus olhos. No sétimo, Randy afirma que era um famoso jogador de futebol americano. No oitavo, Randy disse que caminhava por uma floresta escura com árvores sem folhas; Randy nunca saiu do quarto de teste, durante a experiência. No nono dia, a sombra que lhe perseguia volta. No décimo, apesar da sala estar em completo silencia, Randy diz que as pessoas comentam sobre ele no rádio, falando mal de sua aparência. No dia onze, Randy senta no canto da sala, completamente calado, até que solta um enorme grito e cai no sono. O jovem dorme durante quinze horas, ao acordar ele não se lembra de nada dos últimos onze dias. Desde então Randy sofre de insônia, porque toda a vez que ele dorme, ele sonha com um quarto todo branco com uma sombra flutuando no lugar vazio.
Inglaterra, dezembro de 1976. Mary têm catorze anos, ela dormia tranquila, quando subitamente acorda, ela vê uma figura de rosto branco e sorriso vermelho sobre seu corpo, com uma faca na mão. Ela tenta se mexer, mas o corpo permanece parado, a figura diante de si, ri. Mary grita desesperadamente, seus pais vão até seu quarto, só havia a garota em sua cama. Mary conta tudo que aconteceu, sua mãe a leva para uma psicóloga. Mary é diagnosticado com psicose. Mary afirma que quando dormia, ela ouvia uma voz que ria.
México, outubro de 1989. Alejandro, depois de uma festa marcada pelo uso de drogas e muito sexo, anda bêbado pelas ruas da Cidade do México. Mendigos contam para as autoridades que ele tropeçou perto de uma parede e caiu no sono. O corpo do homem se contorcia e se dobrava de formas nunca antes vistas, quando o sol nascia Alejandro se levanta e caminha até a borda da pista. Ele se joga na direção do primeiro carro que passa. As testemunhas afirmam que ele estava de olhos fechado.
Brasil, maio de 1996. Gustavo toda a vez que vai dormir, ouve um sussurro que, às vezes, diz "boa noite" e outras vezes "deixe-me dormir com você". Um dia ele acorda às três horas da manhã, ele vê uma sombra que veste um manto sentada em sua cama, ela diz: "deixe-me dormir com você". Naquele momento, a voz conseguiu o que queria. Gustavo é encontrado, às nove horas da manhã pela diarista, sua morte não tem motivo aparente. Os médicos afirmam ser possível um infarto ou algum acidente vascular na região do encéfalo, mas nenhum exame confirmou qualquer teoria, até hoje.
Rússia, setembro de 2007. Uma creepypasta se torna popular na internet. Durante a segunda guerra mundial, foram postos diversos pacientes num experimento de privação de sono. Em uma base secreta bem resguardada, um grupo de pesquisa conduziu um experimento cruel com cinco prisioneiros da Gulag, os campos de trabalho forçado. Aos participantes foi prometida liberdade caso sobrevivessem a 30 dias em uma câmara cheia de gás psicotrópico sem dormir durante todo o período. No decorrer de cinco dias, a situação saiu de controle – os sujeitos bloquearam o canal de observação e surtaram, entre gritos e gemidos, nada se via, somente se ouvia o pavor. Depois, ficaram em silêncio completo por dias e, quando os cientistas adentraram a câmara, viram o inimaginável: eles haviam arrancado a maior parte da pele de seus corpos, e sangue cobria todo o chão. De alguma forma, os prisioneiros mutilados permaneceram vivos e imploravam para que o gás estimulante fosse novamente ligado; eles gritavam que "deviam ficar acordados". Quando o grupo tentou imobilizá-los, eles demonstraram uma força surpreendente, e até mataram alguns dos soldados que estavam ajudando os cientistas. Com o tempo, as cobaias se acalmaram. Um deles, instruído a dormir, morreu imediatamente depois de fechar os olhos. O resto veio a óbito enquanto tentava fugir. Antes de filmar o último participante, um pesquisador gritou: "O que é você?!". E o corpo mutilado, coberto de sangue, respondeu com um sorriso aterrorizante: "Somos você. Somos a loucura que se esconde dentro de todos vocês, implorando para ser libertada a qualquer momento de sua mente animal mais profunda. Nós somos o que você esconde em suas camas todas as noites. Nós somos o que você esconde em silêncio e paralisia quando vai para o refúgio noturno onde nós não podemos pisar". Assim que o homem terminou a frase, o pesquisador deu um tiro em sua cabeça.
A história é obviamente mentira, apenas mais uma desses contos de terror espalhados pela internet. Mas toda história tem um fundo de verdade. Sobre esse evento a grande questão que paira no ar é: em que ponto começa a mentira?
Espanha, 7 de agosto de 2016. Eu e minha mulher vamos à escola de nosso filho, ele havia se envolvido em uma briga escolar. A diretora nos afirma que ele está tendo um comportamento violento e mudanças de humor repentinas, além de se encontrado bebendo café constantemente. Levamos o garoto para casa, onde perguntamos o que está acontecendo, ele disse que não conseguia dormir, pergunto-lhe porquê, ele respondeu que tinha medo que uma sombra lhe pegasse enquanto dormia. Minha mulher interpreta isso como apenas um pesadelo. Decidimos ficar acordados, todos os três naquela noite, sentamos no sofá enquanto vemos um filme de super-herói. Na metade do filme, meu filho, cai no sono, eu o carrego em meus braços para seu quarto e o deito na cama. Minha mulher e eu nos recolhemos. No quarto, prestes a dormir, nós ouvimos um grito vindo do quarto de nosso filho, corremos para lá: ele é encontrado morto. Morte por Pesadelo.
Espanha, hoje, 14 de agosto de 2016. Eu não durmo há sete dias, durante esse período recolhi todas as informações que podia sobre esse fenômeno conhecido como sono, selecionei os eventos mais importantes para esse relato. O corpo de minha mulher começa a feder no canto da sala, deve estar iniciando o processo de putrefação, ela não entendia a importância em não dormir para se fazer o que se deve. A sombra que eles falavam eu já vejo há três dias, ela não parece mais tão aterrorizadora, em alguns momentos ela sorri e em outros ela até me abraça.
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2020.03.25 21:01 KNWRV O que nos espreita quando dormimos

Dormimos para acordar, mas o sonho é irmão da morte carregando-nos inconscientes para as danças catatónicas dos pesadelos até que, então, nós não acordamos mais.
Filipinas, abril de 1867. Um camponês de trinta e três anos, cansado do dia de trabalho árduo, fala para sua mulher que já iria para a cama, despede-se do filho, beija sua mulher e caminha para o reino de Morpheus. A pele amarela do homem está marcada por enormes bolhas de suor, devido aos movimentos incessantes na cama, suas unhas estão cravadas no tecido da cama, a respiração é ofegante. De repente um grito seco ressoa pela casa, a mulher e o filho correm para o quarto, o camponês está morto. Sua morte passou despercebida, somente o vilarejo perto da casa onde morava ficou sabendo; os moradores indicaram rapidamente a causa: foi o Bagungot, uma criatura que espreita os sonhos dos homens, ela aparece em múltiplas lendas ao redor do mundo: a cristandade falava de Íncubos e Súcubos; os japoneses se referiam ao Pokkuri, na Tailândia, os mitos falam de de Phi Am.
Morrer no sonho é um caldeirão da mistura dos medos humanos, morrer sem resistir, sem poder escapar, sem saber porquê. A aflição se tornou então submissa a ritmos anciões e sonetos sagrados, encontrados nas artes e literatura, marcadas por números degraus de mitologia, folclore e imaginação diante das criaturas da noite, conhecimento e superstição se misturam, mas tudo aponta para a mesma coisa: tema os seus pesadelos. Encoberto no manto do mistério e pavor, esse fenômeno ganhou muitos nomes e muitos acrônimos.
França, agosto de 1917. Era o dia mais feliz de Eveline, o casamento que tanto esperara enfim iria acontecer. A igreja está em silêncio, senão pela marcha nupcial; no topo do altar o padre pergunta: “Eveline, você aceita Pierre como seu legítimo esposo”? Eveline não responde, seu corpo cai do alta. Ela dorme. Na Suíça, nem mesmo as dores do parto fazem uma mãe acordar. O mundo se viu diante de uma epidemia de “Doença do sono”, os médicos chamavam de encefalite letárgica. A ciência então sistematizou, caracterizou e dissertou sobre o caso enumerando vários fatos e razões para o acontecimento: algumas pessoas eventualmente acordaram novamente- essas pode-se dizer que tiveram mais sorte do que as cem milhões que morreram no sono- elas relatavam que viam uma imagem negra, como uma sombra, rodopiando ao redor, rindo, dançando, como se aquilo fosse a maior das alegrias. Os cientistas caracterizaram isso como mera alucinação.
A ciência é um devaneio que nós construímos, justificando com a razão e observação, na realidade, ela não passa de somente mais uma forma de se enxergar o mundo, uma forma que constantemente é posta à prova para ser dita certa. Curiosamente, esse é o grande paradoxo da ciência: ela só pode estar certa, quando for possível ela estar errada. Mas do que se chama aquilo que não pode ser posto à prova? Aquilo que não é mito, nem lenda? Aquilo que somente é, acontece subitamente sem explicação, sem qualquer motivo; costumo dizer que esse absurdo se chama existência.
Estados Unidos, julho de 1959. Veteranos da Guerra da Coreia, subitamente começam a relatar casos de insônia e estresse; um homem, refugiado do Laos, de 33 anos, saudável sem doenças crônicas ou genéticas, grita durante o sono. Ele é encontrado morto no dia seguinte, o grito se espalha por todos que vivem perto, a pequena comunidade de refugiados é dizimada, ao passar de dois meses cada um desde os mais novos aos mais velhos, vão subitamente morrendo em seus sonhos. Os médicos não encontram um motivo claro, a hipótese seria de um gene que ocasionou complicações cardiológicas e a morte era súbita. Mas nenhuma das pessoas que morreu apresentava caso ou histórico de doenças cardíacas, mas isso era o melhor que a medicina podia prever no momento.
Estados Unidos, março de 1964. Randy Gardner se dispõe a participar de um experimento sobre o sono, ficando onze dias e vinte e cinco minutos acordado. Monitorado por uma equipe médica, os seus sinais vitais se mantêm estáveis nos dois primeiros dias. No terceiro dia, Randy apresenta mudanças de humor. No quarto, o garoto afirma que estava sendo vigiado por uma sombra voadora. No quinto, o médico de tratava de Randy, faz uma visita para verificar os seus sinais vitais, Randy grita em pânico, ele acha que trouxeram um coveiro para o enterrar. No sexto dia, Randy se recusa a comer, aranhas estão em sua sopa, subindo pelo seu corpo até seus olhos. No sétimo, Randy afirma que era um famoso jogador de futebol americano. No oitavo, Randy disse que caminhava por uma floresta escura com árvores sem folhas; Randy nunca saiu do quarto de teste, durante a experiência. No nono dia, a sombra que lhe perseguia volta. No décimo, apesar da sala estar em completo silencia, Randy diz que as pessoas comentam sobre ele no rádio, falando mal de sua aparência. No dia onze, Randy senta no canto da sala, completamente calado, até que solta um enorme grito e cai no sono. O jovem dorme durante quinze horas, ao acordar ele não se lembra de nada dos últimos onze dias. Desde então Randy sofre de insônia, porque toda a vez que ele dorme, ele sonha com um quarto todo branco com uma sombra flutuando no lugar vazio.
Inglaterra, dezembro de 1976. Mary têm catorze anos, ela dormia tranquila, quando subitamente acorda, ela vê uma figura de rosto branco e sorriso vermelho sobre seu corpo, com uma faca na mão. Ela tenta se mexer, mas o corpo permanece parado, a figura diante de si, ri. Mary grita desesperadamente, seus pais vão até seu quarto, só havia a garota em sua cama. Mary conta tudo que aconteceu, sua mãe a leva para uma psicóloga. Mary é diagnosticado com psicose. Mary afirma que quando dormia, ela ouvia uma voz que ria.
México, outubro de 1989. Alejandro, depois de uma festa marcada pelo uso de drogas e muito sexo, anda bêbado pelas ruas da Cidade do México. Mendigos contam para as autoridades que ele tropeçou perto de uma parede e caiu no sono. O corpo do homem se contorcia e se dobrava de formas nunca antes vistas, quando o sol nascia Alejandro se levanta e caminha até a borda da pista. Ele se joga na direção do primeiro carro que passa. As testemunhas afirmam que ele estava de olhos fechado.
Brasil, maio de 1996. Gustavo toda a vez que vai dormir, ouve um sussurro que, às vezes, diz “boa noite” e outras vezes “deixe-me dormir com você”. Um dia ele acorda às três horas da manhã, ele vê uma sombra que veste um manto sentada em sua cama, ela diz: “deixe-me dormir com você”. Naquele momento, a voz conseguiu o que queria. Gustavo é encontrado, às nove horas da manhã pela diarista, sua morte não tem motivo aparente. Os médicos afirmam ser possível um infarto ou algum acidente vascular na região do encéfalo, mas nenhum exame confirmou qualquer teoria, até hoje.
Rússia, setembro de 2007. Uma creepypasta se torna popular na internet. Durante a segunda guerra mundial, foram postos diversos pacientes num experimento de privação de sono. Em uma base secreta bem resguardada, um grupo de pesquisa conduziu um experimento cruel com cinco prisioneiros da Gulag, os campos de trabalho forçado. Aos participantes foi prometida liberdade caso sobrevivessem a 30 dias em uma câmara cheia de gás psicotrópico sem dormir durante todo o período. No decorrer de cinco dias, a situação saiu de controle – os sujeitos bloquearam o canal de observação e surtaram, entre gritos e gemidos, nada se via, somente se ouvia o pavor. Depois, ficaram em silêncio completo por dias e, quando os cientistas adentraram a câmara, viram o inimaginável: eles haviam arrancado a maior parte da pele de seus corpos, e sangue cobria todo o chão. De alguma forma, os prisioneiros mutilados permaneceram vivos e imploravam para que o gás estimulante fosse novamente ligado; eles gritavam que “deviam ficar acordados”. Quando o grupo tentou imobilizá-los, eles demonstraram uma força surpreendente, e até mataram alguns dos soldados que estavam ajudando os cientistas. Com o tempo, as cobaias se acalmaram. Um deles, instruído a dormir, morreu imediatamente depois de fechar os olhos. O resto veio a óbito enquanto tentava fugir. Antes de filmar o último participante, um pesquisador gritou: “O que é você?!”. E o corpo mutilado, coberto de sangue, respondeu com um sorriso aterrorizante: “Somos você. Somos a loucura que se esconde dentro de todos vocês, implorando para ser libertada a qualquer momento de sua mente animal mais profunda. Nós somos o que você esconde em suas camas todas as noites. Nós somos o que você esconde em silêncio e paralisia quando vai para o refúgio noturno onde nós não podemos pisar”. Assim que o homem terminou a frase, o pesquisador deu um tiro em sua cabeça.
A história é obviamente mentira, apenas mais uma desses contos de terror espalhados pela internet. Mas toda história tem um fundo de verdade. Sobre esse evento a grande questão que paira no ar é: em que ponto começa a mentira?
Espanha, 7 de agosto de 2016. Eu e minha mulher vamos à escola de nosso filho, ele havia se envolvido em uma briga escolar. A diretora nos afirma que ele está tendo um comportamento violento e mudanças de humor repentinas, além de se encontrado bebendo café constantemente. Levamos o garoto para casa, onde perguntamos o que está acontecendo, ele disse que não conseguia dormir, pergunto-lhe porquê, ele respondeu que tinha medo que uma sombra lhe pegasse enquanto dormia. Minha mulher interpreta isso como apenas um pesadelo. Decidimos ficar acordados, todos os três naquela noite, sentamos no sofá enquanto vemos um filme de super-herói. Na metade do filme, meu filho, cai no sono, eu o carrego em meus braços para seu quarto e o deito na cama. Minha mulher e eu nos recolhemos. No quarto, prestes a dormir, nós ouvimos um grito vindo do quarto de nosso filho, corremos para lá: ele é encontrado morto. Morte por Pesadelo.
Espanha, hoje, 14 de agosto de 2016. Eu não durmo há sete dias, durante esse período recolhi todas as informações que podia sobre esse fenômeno conhecido como sono, selecionei os eventos mais importantes para esse relato. O corpo de minha mulher começa a feder no canto da sala, deve estar iniciando o processo de putrefação, ela não entendia a importância em não dormir para se fazer o que se deve. A sombra que eles falavam eu já vejo há três dias, ela não parece mais tão aterrorizadora, em alguns momentos ela sorri e em outros ela até me abraça.
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2020.03.17 19:58 hkansas Os nossos amigos das operadoras

Boa tarde Venho aqui fazer uma pequena pergunta acerca da responsabilidade, caso haja, das operadoras em relação aos contratos. Eu no dia 1 de Março mudei de casa e dei conhecimento a minha operadora (Vodafone) com o devido tempo de antecedência, depois de entregue o comprovativo de morada e de me dizerem que estava tudo certo, passei o fim de semana em mudanças e sempre a espera de um telefonema deles. Na segunda feira liguei a verificar a situação pois e triste estar em casa sem TV e sem NET, disseram que o pedido ainda não tinha sido feito internamente, pediram uma aceleração do processo e disseram me que no prazo de 24h alguém me ia ligar, ora esperei e ninguém ligou. Ligo na quarta feira e o cenário foi tirado a papel químico, não tinha sido tratado internamente, pediram para acelerar as coisas e que alguém me ia ligar dentro de 24h. Sexta feira chega e ninguém me liga. Quando ligo novamente, levemente exaltado por já ter gasto mais de metade do plafond de internet do telemóvel, a senhora que me atendeu teve a decência de ver de verdade o que se passava....a minha morada não tinha cobertura. Estranhei o caso pois a rua em questão TEM fibra, visto que os meus sogros moram na mesma rua têm tal como um dos moradores do apartamento.
Depois ela procede a dizer que pede desculpa em nome da Vodafone e que no prazo de 72h alguém me ia ligar para tentar negociar algum produto para, supostamente, eu não ficar a "perder".
Segunda-feira lá chega o telefonema, e dizem me do outro lado com uma calma do caraças: " as opções que temos para o seu caso são: 1- arranjar alguém que tenha o contrato prestes a acabar e usamos o seu para renovar 2- um serviço RED com 5mil minutos e 1gb de internet, com fidelização de 24 meses por 22€ mês (eu tenho Yorn x 5gb por 16€ mês, estavam a querer que eu "coma" um serviço inferior e mais caro) 3- em caso de rescisão de contrato de minha parte, pagar 300€
No meio disto nem sequer se dignaram a tentar manter o serviço ao qual eu tinha na morada antiga, não me deram opções de serviços semelhantes, a única coisa que disseram foi que não é culpa da Vodafone não haver cobertura na morada e que aquelas são as minhas opções...
Já fiz queixa na deco e no livro de reclamações online, neste momento ainda estou sem serviço e com uma fidelização de 14 meses pela frente em que dizem não ser obrigados a manter....
Viva Portugal.....
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2019.12.10 19:19 JairBolsogato Como a China está retornando à decadência do comunismo hard core

A China é um país que polariza a opinião das pessoas, incluindo a minha. Eu serei o primeiro a corrigir algo que seja injustamente criticado no país e o primeiro a apontar visões excessivamente otimistas do futuro da China que estão completamente erradas.
Os anos dourados acabaram e eu vejo um país em que as políticas mais pesadas estão começando a romper o tecido social.
A primeira coisa que a China fez corretamente foi o crescimento e desenvolvimento. Tenho que admitir quando deixava a China para visitar minha cidade natal uma vez a cada dois anos, entre 2008 e 2012, era vergonhoso ver que não apenas nada mudou em minha cidade natal, mas as poucas empresas e atrações que estavam conseguindo se manter à tona estavam fechando.
O centro da cidade, que antes era aceitável, estava agora com um comércio reduzido. Pessoas destituídas estavam saindo em massa em busca de melhores empregos e realmente parece que a administração e as políticas econômicas falharam totalmente.
Isso se deu não apenas em pequenas cidades mas também na capital. Senti como se aquele lugar estivesse preso em algum ponto dos anos 70 em termos de tecnologia e situação dos trabalhadores. Não era nem a sujeira, mas tudo parecia velho.
Ao voar de volta à China, olhava pela janela do avião e via os magníficos edifícios brotando do chão como brotos de bambu após uma boa tempestade de chuva. Saía do avião e pegava um ônibus direto que custa apenas US $ 7 para minha pequena cidade de três milhões de pessoas em questão de minutos. O ônibus sai a cada 15 minutos, mas se eu quisesse ir mais rápido ainda, poderia pegar o trem de alta velocidade.
Sim, mesmo minha pequena cidade sem nome tinha uma linha ferroviária de alta velocidade, uma das cidades menos importantes da província!
Além disso, já em 2013 eu conseguia pagar por tudo usando o meu celular. A qualquer momento da madrugada, eu podia encomendar comida e bebida e recebia a encomenda na porta.
Podia descer as escadas a qualquer hora da noite e sentar na calçada e comer e beber à vontade, fazer amizade com os habitantes mais curiosos e gastando pouco ou nada. Por volta de $5 comprava algumas cervejas e churrascos. As conveniências na China são enormes.
Na China me sentia relaxado: as regras eram mais uma sugestão do que qualquer outra coisa. Eu obtinha minha renda em dinheiro ou era pago pelo WeChat dando aulas de inglês. Com 20 e poucos anos de idade, a propaganda boca-a-boca bastava para eu ter uma renda boa e muito tempo livre pra curtir, conhecer gente e seguir hobbies, como o motociclismo.
Isso tudo eu comparava à perspectiva de crescimento profissional lento como administrador de rede na minha terra natal e achava horrível.
Eu consegui subir financeira e socialmente e eu realmente senti que aquilo lá era meu lugar.
Casei-me. Tive meu primeiro filho e, embora as responsabilidades como pai tenham assumido o controle, eu ainda podia ir pro meu terraço à noite com meus amigos tomar uma cerveja e ver a cidade ao meu redor crescer. O desenvolvimento parecia que nunca ia parar.
Eu até me expandi e comecei a fazer vídeos em tempo integral, com a liberdade de sair em expedições de um mês e filmar documentários na TV com pouco ou nenhum regulamento para onde eu poderia ir ou o que eu podia fazer. Eu falo chinês fluentemente e finalmente consegui seguir meus sonhos, andando de moto e filmando conteúdo incrível com meus melhores amigos.
Mas as coisas mudaram.
Foi bastante drástico: as passagens de trem e ônibus que eu mencionei agora precisam de uma identificação chinesa para comprá-las - algo que eu nunca teria, pois estrangeiro não pode se tornar cidadão da China. Nem mesmo receber um green card, e isso significa depender da ajuda da minha esposa comprando qualquer coisa relacionada ao transporte.
Agora é ilegal colocar uma bandeira americana ao lado da chinesa na entrada do meu centro de treinamento de inglês, mesmo que isso simbolize cooperação.
As visitas da polícia se tornaram algo regular na minha vida e de meus amigos e familiares. O governo agora diz que estamos sendo monitorados e seguidos constantemente e que eu devo ter cuidado ao postar qualquer coisa online ou ter cuidado com quem eu estou associado. Todo o meu conteúdo online sempre foi bastante positivo mas agora sites não chineses estão bloqueados. Minha pequena janela para o mundo exterior foi fechada.
Meu negócio de motocicletas com meu melhor amigo foi fechado quando o governo decidiu que queria usar o terreno para construir mais prédios fantasmas para investidores imobiliários insaciáveis. Ninguém foi consultado para saber se isso era bom.
Houve um grande aumento de sequestros no parquinho do bairro. Tendo uma criança em casa, a idéia de que eu poderia perder minha filha para traficantes de seres humanos me faz perder o sono à noite.
Um quebra-quebra perto de um hospital levou ao assassinato de inúmeras enfermeiras. Agora é difícil frequentar os churrascos devido à violência nas ruas, geralmente por causa dos bêbados.
Agora, a polícia me ameaçou arbitrariamente com prisão por eu ter pilotado um drone por cima do prédio onde moro. Eles disseram que havia uma base militar que era visível nas filmagens, só que outras filmagens do mesmo local foram postadas nos sites de vídeo chineses por chineses sem nenhuma aplicação arbitrária da lei.
Quando líderes aleatórios do governo chegam à cidade, vendedores de rua são enxotados e todos os seus os bens confiscados. Todas as opções que tenho para restaurantes em minha rua fecharam e reabriram com alimentos de qualidade cada vez pior.
Tenho ficado mais doente do que antes com a crescente prevalência de óleo de procedência duvidosa sendo usado na culinária e na cozinha. Álcool falso é vendido até em grandes redes de supermercados. Não dá mais para comer ou beber qualquer coisa fora.
Os prédios que gostava de ver começaram a mostrar sinais de abandono e aqueles "brotos de bambu" brotando em volta de mim a um ritmo alucinante acabaram se transformando em estruturas ocas e apartamentos vazios, alguns deles quase desabando após três anos.
Devido aos conselhos de minha família e amigos chineses, comprei meu próprio apartamento para minha família, mas o elevador desabou duas vezes neste edifício novinho - tinha literalmente acabado de ser construído. Rachaduras maciças se formaram nos pisos e nas paredes.
A China também decidiu banir aleatoriamente as motocicletas. Todos os dias eu planejava uma rota calculada para evitar barricadas policiais, onde eles pegavam suas chaves e tomavam sua motocleta indiscriminadamente. Isso causou uma explosão insana no tráfego de carros e tornou frustrante dirigir para qualquer lugar.
Quando fiz um documentário no norte da China, focado em mostrar as aventuras positivas que a China tinha para oferecer, fomos revistados e detidos pela equipe da SWAT deles e pelo Exército Popular de Libertação, aparentemente porque eles não queriam que mostrássemos imagens de camelos.
Nós fomos assediados e intimidados em algumas cidades e nem pudemos nos hospedar em alguns hotéis. Percebemos rapidamente que a atmosfera em relação aos estrangeiros havia mudado pela primeira vez.
Eu fui abordado quase semanalmente por moradores que estavam lendo muitas notícias sobre como os problemas da China são agora culpa dos estrangeiros: "vocês estão roubando nossas mulheres chinesas", "vai para casa estrangeiro", "eu não gosto de americanos". Membros da família que antes gostavam de mim começaram a me culpar por decisões políticas no exterior que consideravam má influência ocidental. A minha fluência em chinês passou de um trunfo importante para uma triste constatação de que as opiniões das pessoas sobre o mundo exterior estavam azedando.
Os estrangeiros estão agora encurralados em um sistema de classe A, B ou C determinado por padrões arbitrários e que ditam o que podemos ou não fazer pelo crédito social. Está sendo implementado um sistema que monitora sua atividade, o que você faz ou diz sobre o governo e praticamente todas as suas ações.
Faixas elogiando a liderança atual assim como toneladas de insígnias comunistas começaram a aparecer em todos os cantos do país. Agora podem ser encontradas câmeras em todos os semáforos e esquinas.
Com todos esses novos regulamentos, o cerco apertando, o aumento da xenofobia - até o crescimento parece estar mudando - transformaram-se de um inconveniente tolerável para um pesadelo burocrático confuso.
Você vê que a China sempre prosperou quando grandes áreas da vida não eram controladas. O capitalismo cobrou seu preço de muitas maneiras, mas a vida estava melhorando e eu até me sentia mais livre do que no Ocidente em muitos aspectos (embora não no político ou na liberdade de expressão).
Agora as igrejas estão sendo desmanteladas. Milhões de minorias étnicas estão sendo colocadas em campos de concentração e informadas de que precisam ser reeducadas. Famílias sendo separadas e destruídas.Opiniões estrangeiras de entretenimento foram bloqueadas. e/ou esmagadas. Oprimem até sociedades livres como você vê em Hong Kong, com militarismo ostensivo, ameaças de prisão e muita propaganda governamental enganosa.
Os projetos governamentais como a iniciativa "Belt and Road" criaram uma população que não se atreve a falar e desiste da pouca liberdade de dizer o que queriam e que eles tinham no início.
A China se tornou efetivamente um estado policial distópico. As pessoas que eu conheci e que estavam ascendendo socialmente foram profundamente afetadas quando regime de partido único se apegou ao status quo quando o castelo de cartas começou a ruir com a desaceleração econômica e outras mudanças no mundo ao redor.
A abertura para o diálogo com outras pessoas de outros países foi efetivamente encerrada. Eles criaram um exército de trolls na Internet para exercer influência e tentar provar ao mundo que não apenas somos nós contra eles, mas que sistema deles é o melhor.
Também sinto um pouco de culpa porque nos últimos 10 anos eu mudei, e talvez agora tenha me tornado mais amargo. Mas quando olho para a minha experiência, as pessoas que eu conheci e amei, as coisas ao redor, o lugar em que comprei uma casa e fundei uma família e vendo que tudo ao redor está mudando para pior, tudo ao redor está sendo cercado e apertado, e a liberdade de expressão e idéias das pessoas que uma vez floresceram nos primeiros anos em que me mudei para a China agora têm sido esmagados, percebo que nos últimos 10 anos eu comecei a entender realmente como as coisas estão funcionando e não apenas como as coisas estão potencialmente indo.
Hoje a idéia de eu voltar para casa na minha pequena cidade natal é o que mais faz sentido e me faz sentir muito bem.
http://www.youtube.com/laowhy86
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2019.12.08 05:44 JairBolsogato Como a China está retornando à decadência do comunismo hard core

A China é um país que polariza a opinião das pessoas, incluindo a minha. Eu serei o primeiro a corrigir algo que seja injustamente criticado no país e o primeiro a apontar visões excessivamente otimistas do futuro da China que estão completamente erradas.
Os anos dourados acabaram e eu vejo um país em que as políticas mais pesadas estão começando a romper o tecido social.
A primeira coisa que a China fez corretamente foi o crescimento e desenvolvimento. Tenho que admitir quando deixava a China para visitar minha cidade natal uma vez a cada dois anos, entre 2008 e 2012, era vergonhoso ver que não apenas nada mudou em minha cidade natal, mas as poucas empresas e atrações que estavam conseguindo se manter à tona estavam fechando.
O centro da cidade, que antes era aceitável, estava agora com um comércio reduzido. Pessoas destituídas estavam saindo em massa em busca de melhores empregos e realmente parece que a administração e as políticas econômicas falharam totalmente.
Isso se deu não apenas em pequenas cidades mas também na capital. Senti como se aquele lugar estivesse preso em algum ponto dos anos 70 em termos de tecnologia e situação dos trabalhadores. Não era nem a sujeira, mas tudo parecia velho.
Ao voar de volta à China, olhava pela janela do avião e via os magníficos edifícios brotando do chão como brotos de bambu após uma boa tempestade de chuva. Saía do avião e pegava um ônibus direto que custa apenas US $ 7 para minha pequena cidade de três milhões de pessoas em questão de minutos. O ônibus sai a cada 15 minutos, mas se eu quisesse ir mais rápido ainda, poderia pegar o trem de alta velocidade.
Sim, mesmo minha pequena cidade sem nome tinha uma linha ferroviária de alta velocidade, uma das cidades menos importantes da província!
Além disso, já em 2013 eu conseguia pagar por tudo usando o meu celular. A qualquer momento da madrugada, eu podia encomendar comida e bebida e recebia a encomenda na porta.
Podia descer as escadas a qualquer hora da noite e sentar na calçada e comer e beber à vontade, fazer amizade com os habitantes mais curiosos e gastando pouco ou nada. Por volta de $5 comprava algumas cervejas e churrascos. As conveniências na China são enormes.
Na China me sentia relaxado: as regras eram mais uma sugestão do que qualquer outra coisa. Eu obtinha minha renda em dinheiro ou era pago pelo WeChat dando aulas de inglês. Com 20 e poucos anos de idade, a propaganda boca-a-boca bastava para eu ter uma renda boa e muito tempo livre pra curtir, conhecer gente e seguir hobbies, como o motociclismo.
Isso tudo eu comparava à perspectiva de crescimento profissional lento como administrador de rede na minha terra natal e achava horrível.
Eu consegui subir financeira e socialmente e eu realmente senti que aquilo lá era meu lugar.
Casei-me. Tive meu primeiro filho e, embora as responsabilidades como pai tenham assumido o controle, eu ainda podia ir pro meu terraço à noite com meus amigos tomar uma cerveja e ver a cidade ao meu redor crescer. O desenvolvimento parecia que nunca ia parar.
Eu até me expandi e comecei a fazer vídeos em tempo integral, com a liberdade de sair em expedições de um mês e filmar documentários na TV com pouco ou nenhum regulamento para onde eu poderia ir ou o que eu podia fazer. Eu falo chinês fluentemente e finalmente consegui seguir meus sonhos, andando de moto e filmando conteúdo incrível com meus melhores amigos.
Mas as coisas mudaram.
Foi bastante drástico: as passagens de trem e ônibus que eu mencionei agora precisam de uma identificação chinesa para comprá-las - algo que eu nunca teria, pois estrangeiro não pode se tornar cidadão da China. Nem mesmo receber um green card, e isso significa depender da ajuda da minha esposa comprando qualquer coisa relacionada ao transporte.
Agora é ilegal colocar uma bandeira americana ao lado da chinesa na entrada do meu centro de treinamento de inglês, mesmo que isso simbolize cooperação.
As visitas da polícia se tornaram algo regular na minha vida e de meus amigos e familiares. O governo agora diz que estamos sendo monitorados e seguidos constantemente e que eu devo ter cuidado ao postar qualquer coisa online ou ter cuidado com quem eu estou associado. Todo o meu conteúdo online sempre foi bastante positivo mas agora sites não chineses estão bloqueados. Minha pequena janela para o mundo exterior foi fechada.
Meu negócio de motocicletas com meu melhor amigo foi fechado quando o governo decidiu que queria usar o terreno para construir mais prédios fantasmas para investidores imobiliários insaciáveis. Ninguém foi consultado para saber se isso era bom.
Houve um grande aumento de sequestros no parquinho do bairro. Tendo uma criança em casa, a idéia de que eu poderia perder minha filha para traficantes de seres humanos me faz perder o sono à noite.
Um quebra-quebra perto de um hospital levou ao assassinato de inúmeras enfermeiras. Agora é difícil frequentar os churrascos devido à violência nas ruas, geralmente por causa dos bêbados.
Agora, a polícia me ameaçou arbitrariamente com prisão por eu ter pilotado um drone por cima do prédio onde moro. Eles disseram que havia uma base militar que era visível nas filmagens, só que outras filmagens do mesmo local foram postadas nos sites de vídeo chineses por chineses sem nenhuma aplicação arbitrária da lei.
Quando líderes aleatórios do governo chegam à cidade, vendedores de rua são enxotados e todos os seus os bens confiscados. Todas as opções que tenho para restaurantes em minha rua fecharam e reabriram com alimentos de qualidade cada vez pior.
Tenho ficado mais doente do que antes com a crescente prevalência de óleo de procedência duvidosa sendo usado na culinária e na cozinha. Álcool falso é vendido até em grandes redes de supermercados. Não dá mais para comer ou beber qualquer coisa fora.
Os prédios que gostava de ver começaram a mostrar sinais de abandono e aqueles "brotos de bambu" brotando em volta de mim a um ritmo alucinante acabaram se transformando em estruturas ocas e apartamentos vazios, alguns deles quase desabando após três anos.
Devido aos conselhos de minha família e amigos chineses, comprei meu próprio apartamento para minha família, mas o elevador desabou duas vezes neste edifício novinho - tinha literalmente acabado de ser construído. Rachaduras maciças se formaram nos pisos e nas paredes.
A China também decidiu banir aleatoriamente as motocicletas. Todos os dias eu planejava uma rota calculada para evitar barricadas policiais, onde eles pegavam suas chaves e tomavam sua motocleta indiscriminadamente. Isso causou uma explosão insana no tráfego de carros e tornou frustrante dirigir para qualquer lugar.
Quando fiz um documentário no norte da China, focado em mostrar as aventuras positivas que a China tinha para oferecer, fomos revistados e detidos pela equipe da SWAT deles e pelo Exército Popular de Libertação, aparentemente porque eles não queriam que mostrássemos imagens de camelos.
Nós fomos assediados e intimidados em algumas cidades e nem pudemos nos hospedar em alguns hotéis. Percebemos rapidamente que a atmosfera em relação aos estrangeiros havia mudado pela primeira vez.
Eu fui abordado quase semanalmente por moradores que estavam lendo muitas notícias sobre como os problemas da China são agora culpa dos estrangeiros: "vocês estão roubando nossas mulheres chinesas", "vai para casa estrangeiro", "eu não gosto de americanos". Membros da família que antes gostavam de mim começaram a me culpar por decisões políticas no exterior que consideravam má influência ocidental. A minha fluência em chinês passou de um trunfo importante para uma triste constatação de que as opiniões das pessoas sobre o mundo exterior estavam azedando.
Os estrangeiros estão agora encurralados em um sistema de classe A, B ou C determinado por padrões arbitrários e que ditam o que podemos ou não fazer pelo crédito social. Está sendo implementado um sistema que monitora sua atividade, o que você faz ou diz sobre o governo e praticamente todas as suas ações.
Faixas elogiando a liderança atual assim como toneladas de insígnias comunistas começaram a aparecer em todos os cantos do país. Agora podem ser encontradas câmeras em todos os semáforos e esquinas.
Com todos esses novos regulamentos, o cerco apertando, o aumento da xenofobia - até o crescimento parece estar mudando - transformaram-se de um inconveniente tolerável para um pesadelo burocrático confuso.
Você vê que a China sempre prosperou quando grandes áreas da vida não eram controladas. O capitalismo cobrou seu preço de muitas maneiras, mas a vida estava melhorando e eu até me sentia mais livre do que no Ocidente em muitos aspectos (embora não no político ou na liberdade de expressão).
Agora as igrejas estão sendo desmanteladas. Milhões de minorias étnicas estão sendo colocadas em campos de concentração e informadas de que precisam ser reeducadas. Famílias sendo separadas e destruídas. Opiniões estrangeiras de entretenimento foram bloqueadas. e/ou esmagadas. Oprimem até sociedades livres como você vê em Hong Kong, com militarismo ostensivo, ameaças de prisão e muita propaganda governamental enganosa.
Os projetos governamentais como a iniciativa "Belt and Road" criaram uma população que não se atreve a falar e desiste da pouca liberdade de dizer o que queriam e que eles tinham no início.
A China se tornou efetivamente um estado policial distópico. As pessoas que eu conheci e que estavam ascendendo socialmente foram profundamente afetadas quando regime de partido único se apegou ao status quo quando o castelo de cartas começou a ruir com a desaceleração econômica e outras mudanças no mundo ao redor.
A abertura para o diálogo com outras pessoas de outros países foi efetivamente encerrada. Eles criaram um exército de trolls na Internet para exercer influência e tentar provar ao mundo que não apenas somos nós contra eles, mas que sistema deles é o melhor.
Também sinto um pouco de culpa porque nos últimos 10 anos eu mudei, e talvez agora tenha me tornado mais amargo. Mas quando olho para a minha experiência, as pessoas que eu conheci e amei, as coisas ao redor, o lugar em que comprei uma casa e fundei uma família e vendo que tudo ao redor está mudando para pior, tudo ao redor está sendo cercado e apertado, e a liberdade de expressão e idéias das pessoas que uma vez floresceram nos primeiros anos em que me mudei para a China agora têm sido esmagados, percebo que nos últimos 10 anos eu comecei a entender realmente como as coisas estão funcionando e não apenas como as coisas estão potencialmente indo.
Hoje a idéia de eu voltar para casa na minha pequena cidade natal é o que mais faz sentido e me faz sentir muito bem.
http://www.youtube.com/laowhy86
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2019.12.03 00:34 Grilo_aidetico Achei no zap

Minha meta de vida pra 2020: Eu só queria uma gótica rabuda pra quicar com violência no meu pau até eu desmaiar, aí ela roubaria minhas coisas e me largaria pelado na sargeta, onde eu seria encontrado pela polícia e levado até a delegacia e ficaria na cela de indigente. Ao fazer a minha ligação, ligaria pra casa pq é o único número que eu lembro de cor, ninguém atenderia pq ninguém atende aquela merda em casa e eu ficaria largado e pelado na cela ao lado de 3 noias em abstinencia e um mendigo que foi preso por gozar nas pessoas na rua. Lá faria amizade com os habitantes do submundo e entraria no mundo das drogas, usaria crack até o dia que não lembrasse nem mais quem sou. Seria encontrado pelo meu pai por coincidência enquanto vago pela avenida tucuruvi atrás de restos de comida com meu fiel cachorro vira-lata, cor âmbar porém muito sujo, porque dormimos em baixo do viaduto junto com outros 7 moradores de rua. Ele me levaria pra casa e tentaria me reabilitar, me enviando para clínica após clínica, onde eu sempre fugiria e voltaria ao meu consumo incansável de crack e outras drogas pesadas. Por fim, morreria por abusar de uma mistura de corote com gasolina, e seria enterrado em uma cova de indigente, sem nome e sem foto. Seria então esquecido pela história, e minha única memória para o além-túmulo seria daquele dia onde uma gótica peituda quicou em mim com tanta violência que eu até desmaiei.
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2019.11.19 03:28 Arqium 19 de novembro é dia internacional do Homem

Dados do Brasil em uma pesquisa rápida:
->80% Dos moradores de rua são HOMENS.
-> Câncer de próstata atinge 1 em cada 6 homens, e é a segunda doença mais letal. Mais homens morrem de câncer de próstata do que mulheres de câncer de mama (não que isso seja uma competição).
-> Homens representam 76% de todos os casos de SUICÍDIO no Brasil. É a segunda maior causa de morte entre jovens.
-> Homens são 83% do total de mortos em acidentes e homicídios no país.
-> 93% das vítimas de acidente de trabalho fatais no Brasil são Homens.
-> No Brasil, não há estatísticas oficiais de violência doméstica contra homens, mas homens também sofrem violência doméstica, abusos físicos, emocionais e sexuais. Abuso começa cedo e é completamente aceito como normal, quando um menino apanha para ser corrigido, ou é repreendido na escola.
-> A expectativa de vida para o homem é de 7 anos a menos que para a mulher, enquanto o homem precisa trabalhar 5 anos a mais que a mulher para poder aposentar.
-> No Brasil, a justiça favorece as mães em 87% dos casos no caso das guardas dos filhos diante de divórcios, os pais só ganham em 5% dos casos.
................................
Você homem, que lida com essas dificuldades diariamente, e ainda sentem a pressão de por o pão na mesa, saibam, EU VEJO vocês, e não estamos sozinhos nessa.

19 de novembro é dia internacional do Homem.
Lembre desta data, e seja lembrado.
Lembre de seus amigos, seus colegas, seus pais e seus irmãos.
Este é nosso fardo, e nossa força.
-----

Este caso aconteceu comigo:
Quando eu tinha 10 anos, as meninas da minha sala de aula resolveram fazer uma gangue e diariamente escolher um menino e espanca-lo. Eram 7-8 meninas contra 1 menino por vez. Isso durou semanas. Quando chegou minha vez eu chamei a professora, mas nada aconteceu e as meninas me ameaçaram em dobro. Eu então juntei os meninos que tinham apanhado e outros da sala para dar o troco. Nem aconteceu nada, simplesmente fomos todos para a sala do diretor, pois as meninas falaram pra professora que nós iriamos bater nelas. Eu e mais 4 meninos tomamos suspensão e tivemos nosso nome manchado.
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2019.09.16 15:40 exsoldierakechi [Sério]Minha noiva enfermeira do UPA pediu pra sair.

Vim compartilhar com vocês por muitos não conhecerem a realidade da saúde do Brasil, vendo de dentro. Ela finalmente pediu pra sair após 4 anos e muita insistência minha e da família dela. Que não aguentavamos mais ver sofrer.
O país tem muito dinheiro, mas muito é desperdiçado... e de formas que a maioria nem imagina, vim aqui listar algumas das coisas que ela me contou ao longo dos anos que trabalhou lá, e entre os motivos da saída dela. Ela trabalha em uma cidade grande do Sudeste, perto de um grande centro.
Sobre os Pacientes:
-Maioria dos "pacientes que vem do SAMU" são bebados caídos nas ruas. As pessoas veem eles caídos de manhã, chamam o SAMU, levam eles pro upa. Esses bebados vomitam nas enfermeiras, as vezes falam merda e causam baderna. É normal você receber o mesmo cara 4~5x. As vezes a esposa/parente vem buscar, as vezes eles só aparecem pra xingar mesmo. -Tem mãe que tem 5~7 filhos, e quando um ta doente, leva os 7 pro UPA. e as vezes o que ta doente nem tá mesmo, mas ela quer um atestado pra não ir pro trabalho.
-Os dias mais cheios são sexta e domingo, pelos motivos acima. Alguns ficam até 4 horas pra ser atendidos e ela já me disse que aproximadamente metade nem devia estar ali. -MUITO dinheiro é desperdiçado com pessoas que "agendam exame na fila de 3 meses pra ser atendido do SUS" e simplesmente não vão, ela não deu números mas acha que mais de 2/3 dos casos. Isso só piora as filas do sistema. -muitos pacientes xingam as enfermeiras pela demora, ou por elas passarem pacientes em mais urgência na frente. Muitas delas vão embora chorando por serem ameaçadas de morte quase todo dia. Um dia atenderam um traficante e a gangue dele disse que se o cara morresse. eles iam "derrubar" o lugar.
-Existem pacientes que vão, ficam esperando pra ser atendido, o médico passa medicação e quando eles veem que vão tomar injeção, vão embora com medo da agulha. -Crianças chutam enfermeiras quase sempre, e as mães brigam com as enfermeiras por gritar com os pestinhas. e não segura o filho quando vai ser furado. Logicamente essas mães depois surtam quando o filho tira o acesso bagunçando e tem que ser furado novamente porque "TADINHO". -Um morador de rua já cospiu na cara dela porque a sopa não tava quente o suficiente. -Ela atende em um UPA perto da rodovia local, e a QUANTIDADE de acidentes com pessoas que tavam zig-zagueando no transito é grande. A maioria deles quando chegam vivos, chegam pistolados porque "os lerdões não sairam do meio". -Maioria dos idosos não são fofinhos ou educados. Maioria deles exigem as coisas, e cobram demais o tempo todo. -já teve paciente fingindo que estava piorando e se jogando no chão pra ser atendido. Não funcionou. -Já teve paciente que chegou "morrendo" e foi buscado no carro de cadeira de rodas de tão mal que estava. a pessoa tinha quebrado 1 dedo da mão.
-Pacientes já chegaram depois de serem espancados por populares após cometer um crime. A maioria é muito educado mas não sente nenhum remorço do que fizeram pra apanhar. -Quase toda semana, ao menos uma mãe adolescente grávida chega alcoolizada/drogada, e a mãe que a traz está desesperada. -Tem gente boa que vem da roça de burro mesmo andando a mais de 2 horas pra ser atendido toda semana(tratar ferimentos e necrose), e ainda leva frutas pras enfermeiras. Elas adoram. -Eu já disse de outra forma, mas deve ser confirmado: Maioria das pessoas atrasam quem precisa porque fica mentindo sobre o que tem, ou querem atestado, ou vergonha do que fizeram pra estar ali. -Um homem já fez cocô de proposito no leito da observação porque "você tem que me limpar. É sua obrigação." Ele foi limpado, caso a enfermeira negue atendimento, ela pode ser demitida.
Sobre as enfermeiras/auxiliares/Socorristas e afins
-A quantidade de infidelidade é gritante. principalmente com os médicos. Muitos desses casos devido ao stress. -A maioria das enfermeiras amam a profissão e entraram nela pra ajudar, não ganhar dinheiro. Muitas saem em menos de um ano. Em depressão e revoltadas, nunca se recuperam totalmente a abandonam a área.
-A jornada de trabalho é de 12 horas por 36 de descanso, ou seja, dia sim dia não de 12 horas, com 3 folgas semanais. -Existem enfermeiras ruins, péssimas até. Que não ligam mesmo e que gostam de abusar de quem não pode reagir, causando dor de propósito. -Diariamente ao menos uma delas está chorando em algum lugar do UPA por algo que aconteceu no dia. Com minha noiva já foram 2 vezes só esse mês.
-Faltam medicamentos as vezes, mas não é tão frequente assim. -Todo mês, o setor onde a enfermeira fica muda. Se sua chefe não gosta de você, ela pode te mandar pro que você menos gosta sempre, pra te forçar a sair.
-As enfermeiras concursadas são as piores de longe. Tem regalias, faltam frequentemente e fazem corpo mole pra tudo. além de quase sempre escolherem onde vão ficar no proximo. mês. As terceirizadas são as que mais sofrem,pois tem medo de serem despedidas e constantemente tem que baixar a cabeça pra evitar "confusão". -Cada setor do upa devia ter ao menos 2 enfermeiras. Minha noiva Já chegou a ficar em sutura, eletro, remoção(Ambulância) e coleta em um só mês devido a falta de funcionários. -Uma gosta de se achar mais esperta que a outra, mesmo que as vezes custe a vida de um paciente. Apenas por não admitir que errou em algo, e faz errado assim mesmo. -Se você for mal educado, elas usam a agulha mais grossa pra doer mais :). -Se você for educado, elas guardam seu nome e te tratam com amor e carinho. E sim, elas até falam bem de você quando chegam em casa. -Mais de uma vez por mês, uma delas é assaltada ou tem que correr de alguém. Pelo horário previsivel e a região ser mais carente.
-O tempo médio que uma enfermeira trabalha lá antes de desistir é 6 meses. Quem já está a muitos anos são exceções.
-A maioria trabalha lá por necessidade ou por experiência, o salário não chega a 2500 por mês. muitas trabalham em dois empregos.
-As enfermeiras chefes nem sempre ficam presente, escolhem favoritos e costumam cobrar coisas sem sentido.
-Colegas ensinam errado pra te ferrar mesmo se não for com sua cara. -Quando gostam de você, são pra vida toda. -Algumas choram quando acordam pra ir trabalhar de madrugada. Não pelo esforço, mas por saber o que vão passar durante o dia. Eu já vi isso ao vivo multiplas vezes, e vi diferentes colegas de trabalho dela.
-Socorristas e etc do SAMU costumam ser legais de trabalhar junto, mas um ou outro é MUITO chato. -As vezes eles levam alguém quase morrendo e jogam no upa o mais rapido possível pra não ter que lidar com a burocracia do falecimento. -Dirigem de forma espetacular no geral. Um ou outro é estressado no trânsito.
-Faltam equipamentos e pessoal constantemente, a unidade do UPA dela está com menos de 50% do pessoal recomendado. -O salário atrasa TODO MÊS de 10 a 20 dias pros terceirizados. A empresa que terceiriza recebe o pagamento na data certa da prefeitura
-Enfermeiras as vezes apanham de pacientes que não gostaram de uma notícia ruim, ou por demorar pra ser atendidos. Minha noiva finalmente vai sair do trabalho após uma mãe reclamar que não ia receber atestado pelo filho fingir que estava doente, e a mãe dar um tapa na cara dela por negar.
-

Sobre os médicos: -A maioria realmente não olha na cara dos pacientes.
-Boa parte não dá a minima e está ali por dinheiro
-Os bons médicos são FACILMENTE identificados, e você vai perceber na hora. -O "mito" de tudo ser virose é real. E muitos dizem isso porque o paciente não tem nada mas não para de enxer o saco pra pegar atestado.
-Não se acham deuses, tem certeza. -Não fazem nem 10% do trabalho, mas devido a regras da secretaria de saúde. Quase nada por ser feito sem eles. seja entubar uma pessoa que esteja em situação crítica, seja usar um medicamento especifico mais forte, ou mesmo dar pontos em algum corte. Mesmo que você tenha 10 enfermeiras capacitadas até MAIS que o médico, só ele pode fazer isso. -Quando você leva pontos, você ficar ou não com cicatriz vai depender da pressa do médico em dar ponto.
- Maioria adora dar em cima de enfermeiras. Só minha noiva foi assediada 3 vezes. Uma até apalpada. -Nada acontece com relação ao item anterior, a administração não investiga ou faz nada, pois médicos "estão em falta".
-Você pode morrer porque um deles tava no horário de almoço, no refeitório dentro do UPA, e ele não quis "voltar antes" pra uma emergência. -Os cubanos costumam ser os mais atenciosos, mas os de pior habilidade prática e conhecimento, de longe. -Muitos dos mais velhos usam nomes de remédios que não existem a 20 anos pra se referir a outro medicamento. Eles brigam com as enfermeiras quando elas não sabem. -A letra horrível é pura falta de vergonha na cara. maioria sabe escrever muito bem.
Bom, acho que isso resume boa parte do que eu ouvi esse tempo todo. Caso tenha interesse talvez até peça pra ela fazer um AMA.
O objetivo é só vocês que as vezes precisam de um atendimento refletir um pouco. É dificil manter a calma com dor, ou precisando de ajuda, mas você está ali um dia só. Elas estão ali todos os dias e muitas já nem são mais as mesmas de quando entraram.
E tem outras que são FDP mesmo.
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2019.09.16 15:38 exsoldierakechi [Sério]Minha noiva enfermeira de um UPA pediu pra sair.

Vim compartilhar com vocês por muitos não conhecerem a realidade da saúde do Brasil, vendo de dentro. Ela finalmente pediu pra sair após 4 anos e muita insistência minha e da família dela. Que não aguentavamos mais ver sofrer.
O país tem muito dinheiro, mas muito é desperdiçado... e de formas que a maioria nem imagina, vim aqui listar algumas das coisas que ela me contou ao longo dos anos que trabalhou lá, e entre os motivos da saída dela. Ela trabalha em uma cidade grande do Sudeste, perto de um grande centro.
Sobre os Pacientes:
-Maioria dos "pacientes que vem do SAMU" são bebados caídos nas ruas. As pessoas veem eles caídos de manhã, chamam o SAMU, levam eles pro upa. Esses bebados vomitam nas enfermeiras, as vezes falam merda e causam baderna. É normal você receber o mesmo cara 4~5x. As vezes a esposa/parente vem buscar, as vezes eles só aparecem pra xingar mesmo. -Tem mãe que tem 5~7 filhos, e quando um ta doente, leva os 7 pro UPA. e as vezes o que ta doente nem tá mesmo, mas ela quer um atestado pra não ir pro trabalho.
-Os dias mais cheios são sexta e domingo, pelos motivos acima. Alguns ficam até 4 horas pra ser atendidos e ela já me disse que aproximadamente metade nem devia estar ali. -MUITO dinheiro é desperdiçado com pessoas que "agendam exame na fila de 3 meses pra ser atendido do SUS" e simplesmente não vão, ela não deu números mas acha que mais de 2/3 dos casos. Isso só piora as filas do sistema. -muitos pacientes xingam as enfermeiras pela demora, ou por elas passarem pacientes em mais urgência na frente. Muitas delas vão embora chorando por serem ameaçadas de morte quase todo dia. Um dia atenderam um traficante e a gangue dele disse que se o cara morresse. eles iam "derrubar" o lugar.
-Existem pacientes que vão, ficam esperando pra ser atendido, o médico passa medicação e quando eles veem que vão tomar injeção, vão embora com medo da agulha. -Crianças chutam enfermeiras quase sempre, e as mães brigam com as enfermeiras por gritar com os pestinhas. e não segura o filho quando vai ser furado. Logicamente essas mães depois surtam quando o filho tira o acesso bagunçando e tem que ser furado novamente porque "TADINHO". -Um morador de rua já cospiu na cara dela porque a sopa não tava quente o suficiente. -Ela atende em um UPA perto da rodovia local, e a QUANTIDADE de acidentes com pessoas que tavam zig-zagueando no transito é grande. A maioria deles quando chegam vivos, chegam pistolados porque "os lerdões não sairam do meio". -Maioria dos idosos não são fofinhos ou educados. Maioria deles exigem as coisas, e cobram demais o tempo todo. -já teve paciente fingindo que estava piorando e se jogando no chão pra ser atendido. Não funcionou. -Já teve paciente que chegou "morrendo" e foi buscado no carro de cadeira de rodas de tão mal que estava. a pessoa tinha quebrado 1 dedo da mão.
-Pacientes já chegaram depois de serem espancados por populares após cometer um crime. A maioria é muito educado mas não sente nenhum remorço do que fizeram pra apanhar. -Quase toda semana, ao menos uma mãe adolescente grávida chega alcoolizada/drogada, e a mãe que a traz está desesperada. -Tem gente boa que vem da roça de burro mesmo andando a mais de 2 horas pra ser atendido toda semana(tratar ferimentos e necrose), e ainda leva frutas pras enfermeiras. Elas adoram. -Eu já disse de outra forma, mas deve ser confirmado: Maioria das pessoas atrasam quem precisa porque fica mentindo sobre o que tem, ou querem atestado, ou vergonha do que fizeram pra estar ali. -Um homem já fez cocô de proposito no leito da observação porque "você tem que me limpar. É sua obrigação." Ele foi limpado, caso a enfermeira negue atendimento, ela pode ser demitida.
Sobre as enfermeiras/auxiliares/Socorristas e afins
-A quantidade de infidelidade é gritante. principalmente com os médicos. Muitos desses casos devido ao stress. -A maioria das enfermeiras amam a profissão e entraram nela pra ajudar, não ganhar dinheiro. Muitas saem em menos de um ano. Em depressão e revoltadas, nunca se recuperam totalmente a abandonam a área.
-A jornada de trabalho é de 12 horas por 36 de descanso, ou seja, dia sim dia não de 12 horas, com 3 folgas semanais. -Existem enfermeiras ruins, péssimas até. Que não ligam mesmo e que gostam de abusar de quem não pode reagir, causando dor de propósito. -Diariamente ao menos uma delas está chorando em algum lugar do UPA por algo que aconteceu no dia. Com minha noiva já foram 2 vezes só esse mês.
-Faltam medicamentos as vezes, mas não é tão frequente assim. -Todo mês, o setor onde a enfermeira fica muda. Se sua chefe não gosta de você, ela pode te mandar pro que você menos gosta sempre, pra te forçar a sair.
-As enfermeiras concursadas são as piores de longe. Tem regalias, faltam frequentemente e fazem corpo mole pra tudo. além de quase sempre escolherem onde vão ficar no proximo. mês. As terceirizadas são as que mais sofrem,pois tem medo de serem despedidas e constantemente tem que baixar a cabeça pra evitar "confusão". -Cada setor do upa devia ter ao menos 2 enfermeiras. Minha noiva Já chegou a ficar em sutura, eletro, remoção(Ambulância) e coleta em um só mês devido a falta de funcionários. -Uma gosta de se achar mais esperta que a outra, mesmo que as vezes custe a vida de um paciente. Apenas por não admitir que errou em algo, e faz errado assim mesmo. -Se você for mal educado, elas usam a agulha mais grossa pra doer mais :). -Se você for educado, elas guardam seu nome e te tratam com amor e carinho. E sim, elas até falam bem de você quando chegam em casa. -Mais de uma vez por mês, uma delas é assaltada ou tem que correr de alguém. Pelo horário previsivel e a região ser mais carente.
-O tempo médio que uma enfermeira trabalha lá antes de desistir é 6 meses. Quem já está a muitos anos são exceções.
-A maioria trabalha lá por necessidade ou por experiência, o salário não chega a 2500 por mês. muitas trabalham em dois empregos.
-As enfermeiras chefes nem sempre ficam presente, escolhem favoritos e costumam cobrar coisas sem sentido.
-Colegas ensinam errado pra te ferrar mesmo se não for com sua cara. -Quando gostam de você, são pra vida toda. -Algumas choram quando acordam pra ir trabalhar de madrugada. Não pelo esforço, mas por saber o que vão passar durante o dia. Eu já vi isso ao vivo multiplas vezes, e vi diferentes colegas de trabalho dela.
-Socorristas e etc do SAMU costumam ser legais de trabalhar junto, mas um ou outro é MUITO chato. -As vezes eles levam alguém quase morrendo e jogam no upa o mais rapido possível pra não ter que lidar com a burocracia do falecimento. -Dirigem de forma espetacular no geral. Um ou outro é estressado no trânsito.
-Faltam equipamentos e pessoal constantemente, a unidade do UPA dela está com menos de 50% do pessoal recomendado. -O salário atrasa TODO MÊS de 10 a 20 dias pros terceirizados. A empresa que terceiriza recebe o pagamento na data certa da prefeitura
-Enfermeiras as vezes apanham de pacientes que não gostaram de uma notícia ruim, ou por demorar pra ser atendidos. Minha noiva finalmente vai sair do trabalho após uma mãe reclamar que não ia receber atestado pelo filho fingir que estava doente, e a mãe dar um tapa na cara dela por negar.
-

Sobre os médicos: -A maioria realmente não olha na cara dos pacientes.
-Boa parte não dá a minima e está ali por dinheiro
-Os bons médicos são FACILMENTE identificados, e você vai perceber na hora. -O "mito" de tudo ser virose é real. E muitos dizem isso porque o paciente não tem nada mas não para de enxer o saco pra pegar atestado.
-Não se acham deuses, tem certeza. -Não fazem nem 10% do trabalho, mas devido a regras da secretaria de saúde. Quase nada por ser feito sem eles. seja entubar uma pessoa que esteja em situação crítica, seja usar um medicamento especifico mais forte, ou mesmo dar pontos em algum corte. Mesmo que você tenha 10 enfermeiras capacitadas até MAIS que o médico, só ele pode fazer isso. -Quando você leva pontos, você ficar ou não com cicatriz vai depender da pressa do médico em dar ponto.
- Maioria adora dar em cima de enfermeiras. Só minha noiva foi assediada 3 vezes. Uma até apalpada. -Nada acontece com relação ao item anterior, a administração não investiga ou faz nada, pois médicos "estão em falta".
-Você pode morrer porque um deles tava no horário de almoço, no refeitório dentro do UPA, e ele não quis "voltar antes" pra uma emergência. -Os cubanos costumam ser os mais atenciosos, mas os de pior habilidade prática e conhecimento, de longe. -Muitos dos mais velhos usam nomes de remédios que não existem a 20 anos pra se referir a outro medicamento. Eles brigam com as enfermeiras quando elas não sabem. -A letra horrível é pura falta de vergonha na cara. maioria sabe escrever muito bem.
Bom, acho que isso resume boa parte do que eu ouvi esse tempo todo. Caso tenha interesse talvez até peça pra ela fazer um AMA.
O objetivo é só vocês que as vezes precisam de um atendimento refletir um pouco. É dificil manter a calma com dor, ou precisando de ajuda, mas você está ali um dia só. Elas estão ali todos os dias e muitas já nem são mais as mesmas de quando entraram.
E tem outras que são FDP mesmo.
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2019.05.17 05:56 lucius1309 INTELECTUALIZAÇÃO E MILITÂNCIA


ATENÇÃO: O texto abaixo fala um pouquinho sobre assuntos que não gosto de falar, todos os personagens são fictícios e nunca existiram, qualquer semelhança com qualquer evento real é mera coincidência ou fato do acaso.

E claro, coloque a trilha sonora que foi usada pra bater o texto.
THE DOORS - STRANGE DAYS (1967)
https://www.youtube.com/watch?v=eykjDrGFbc8

Sendo assim, podemos começar.

Deus e o Diabo discutindo e falando do passado mórbido contra um presente tão leve e cristalino. Quando as coisas estão bem demais, com certeza deve ter um problema. Talvez por isso esse apego forte ao passado. Lá não haviam dias fáceis, somente lutas e mais desafios. Batalhas quase sempre perdidas. Falta de talento e garrafas cheias. Mulheres vazias e telefonemas rejeitados.
Viver em volta do caos era o que me mantinha de pé.
Era o que mantinha Carlos Reis de pé.
Festas, cocaína, vodka barata ou corote. Qualquer experiência de fuga da realidade me divertia em todos esses anos. Nunca fui muito criterioso.
Estar entre pessoas me assustava um pouco. Muito. Problemas de timidez, ou excesso de sobriedade talvez. As pessoas só serviam de material para meus contos, na época boa em que conseguia escrever 30 páginas em menos de quatro horas. Uma verdadeira máquina.
Certa ocasião eu fui parar num barzinho, não lembro exatamente com quem, nem exatamente o motivo, tudo o que sei é que era no centro da cidade, e eu cheguei bêbado o bastante pra suportar tudo aquilo. Pessoas altamente polarizadas, brigando por política e idealizando cada um o seu personagem messiânico, como se fossem seitas que nos levam para o mesmo lugar. Idealizando coisas que nunca vão acontecer, elevando ao patamar de perfeição pessoas tão ou mais imperfeitas do que elas, achando que a resposta está em escolher o menos pior ao invés de pensar coletivamente.
Quanto a mim, evito me meter com política, evito até mesmo falar do assunto, preferi sempre o copo e as drogas, sempre achei uma maneira mais fácil de lidar com a vida, e assim nunca tive problemas com pessoas que pensavam das mais variadas formas: esquerdistas, direitistas, feministas, machistas, anarquistas, liberais, conservadoras, religiosas, ateias, admiradoras de arte, admiradoras de caos, bonitas, feias, gordas, magras, altas, baixas, com roupas da moda, usando trapos velhos, ricas ou pobres, fãs do verão ou do inverno, caseiras, baladeiras, velhas, novas, etc. Sempre vi o ser humano sendo muito superior a todas as questões fúteis que ele insiste em se agarrar.
Nesse dia, nesse bar, várias pessoas intelectualizadas estavam conversando sobre assuntos intelectuais, eu prosseguia bebendo e observando a toda a discussão calado.
"Você tem que entender, Fabrício, que tirar a presidenta só vai piorar as coisas. O Temer vai terminar de quebrar o país!"
"Negativo, essa puta não pode ficar no poder de maneira alguma, ela é uma péssima gestora!"
Levantei pra ir mijar, mijei, fechei a porta, montei duas linhas de cocaína na minha carteira, enrolei uma nota de dois, cheirei as duas e voltei pra mesa. Claro que antes olhei as narinas, estavam limpas e ninguém ia desconfiar.
Me servi de uma dose e já pedi outra.
"E você, Carlos? Não abre a boca pra nada, porra. De que lado você está?"
"Ah, eu?" respondi dando uma de sonso.
"Sim, claro. Tem outro Carlos aqui?"
"Acredito que não."
Fiquei quieto por uns instantes. Olhos arregalados e completamente travado. O efeito da cocaína é veloz.
"Beleza cara, vamos começar do zero. Eu sou o Fabrício, sou analista de suporte. Bem vindo à Terra."
"Meu nome é Carlos, eu sou bebedor."
"Alcoólatra, cê quer dizer."
"Não não, bebedor mesmo. Alcoólatra não consegue parar de beber, eu consigo. Só não parei ainda porque preciso disso pra suportar o mundo."
Meu nariz coçava muito, pedi desculpas pra essa coçação toda e disse que estava com uma gripe... colombiana.
"Mas porque você só fica quieto aí, porra?" uma Fulana qualquer perguntou.
"Não gosto de me meter em assuntos que não sou especialista. Se for pra falar merda, eu prefiro ficar calado. Além do mais, discutir política em boteco é o fim da picada, a gente tá aqui pra falar de putaria, discos e de rolês que fizemos, bebemos demais e acabou dando merda."
Nunca gostei dos intelectuais, sempre preferi os inteligentes. Enquanto os primeiros estão perdendo tempo tentando mostrar superioridade, os segundos estão ocupados demais apenas ouvindo e vivendo. Da maneira simples como a gente deve viver.
Todos na mesa falavam sem parar, pedi licença pro amigo que havia me convidado, disse que precisava urgentemente ir embora, que não me sentia bem com a minha burrice alojada no meio de tanta gente inteligente, e que não estava muito pra papo mesmo, que seria melhor ficar sozinho naquela noite, que era basicamente o que eu fazia. Isso quando eu não saia desses bares para ficar sentado nas calçadas com os moradores de rua. Sempre fui um grande fã dos caras, e eu mesmo já tirei meus dias na sarjeta, que é um espaço onde não se discute política, todos estão ocupados demais ficando muito chapados para esquecer a sua existência miserável, o que eu não diria ser a atitude mais louvável, talvez nem a mais recomendada, mas que é exatamente o que eu queria fazer.
Não me entendam mal, eu mesmo já li mais de 200 livros na minha vida, principalmente os filósofos, dos mais antigos até os mais recentes, passando pelos sociólogos, antropólogos, psicólogos, religiosos, pensadores universais, entre outros imbecis, e tudo o que conquistei com isso foi amargura e tristeza. Já defendi direita e esquerda, e hoje prefiro ter minha opinião política nas urnas, que é o espaço que tenho para exercer minha cidadania. Votei nulo por muitos anos, mas no ano passado votei em candidatos reais após pesquisar a fundo. Me senti orgulhoso.
Eu não quero cortar o barato da militância de nenhum dos lados, acho que se você acredita em alguma coisa você deve lutar por isso, só que eu, particularmente, acho um tremendo porre isso tudo. Inclusive não me envolvo com a maioria dos outros imbecis que escrevem porque eles insistem em colocar teor politico nos seus textos, enquanto eu tenho uma visão que a literatura tem que ser leve, divertida, engraçada, reflexiva de uma maneira apolítica, tem que ser principalmente gostosa de ler, prender o leitor pra que ele chore e peça mais linhas quando tudo acabar (assim como quando a gente fica triste quando as linhas de cocaína acabam). Os melhores que conheci na arte de bater nas teclas eram aqueles que simplesmente colocavam o coração no bloco de notas do windows, sem pensar necessariamente em mudar opinião política de ninguém.
Afinal, como eu disse acima, eu não sou especialista.
Tem três coisas que acho que faço bem: escrever, beber e chupar buceta. Como atualmente não posso mais beber e a escrita tá cada vez mais rara, eu tô me dedicando a chupar buceta. Acho que essa é uma maneira muito mais nobre de melhorar a vida de alguém.
E bom, antes que eu me esqueça.
Me afastei de todas essas pessoas intelectualizadas, antes elas insistiam pra beber comigo, muitas batiam na minha porta e ficavam horas sugando meu tempo falando coisas que eu não queria ouvir, gastando minhas horas que poderiam estar sendo usadas para beber e ouvir Pink Floyd. Mas agora não, agora eu parei de beber e se elas me procuram e já falo que não posso nem as ver porque senão eu posso ter uma recaída, o que foderia tudo. Ninguém quer ver o papai Natasha botando pra foder com tudo enquanto cheira cocaína e bebe vodka barata.
Minha timidez, meu desejo de isolamento, minha vontade de me auto conhecer me trouxe exatamente pra onde eu queria: pro meu próprio mundo, onde eu mando e desmando, onde eu posso finalmente passar o tempo que eu quiser comigo mesmo, e posso afirmar, estar consigo mesmo é melhor do que estar com qualquer pessoa. Porque, apesar das dificuldades, ninguém te conhece melhor do que você mesmo.
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2019.03.18 20:48 raelgs Dúvidas sobre 190

Amigos e amigas, boa tarde.
A concessionária de energia elétrica responsável por boa parte da distribuição de energia do meu estado enviou um carro pra minha rua hoje na tentativa de acabar com as ligações clandestinas (vulgo "gato") da região. Ficaram 2h limpando uma porrada de fios dos postes e, ao encerrar, foram embora. Em menos de 5 minutos um dos vizinhos já estava separando os fios para refazer a ligação.
O grande problema é que esse já é um problema antigo e sei que mais de uma pessoa já fez denúncias, mas a concessionária joga pra polícia e a polícia joga pra concessionária. Inclusive já fizeram tantos gatos simultâneos no meu ramal que ele EXPLODIU e eu fui o único fodido que ficou sem luz na rua INTEIRA DURANTE 4 DIAS. E já que não era uma falta de luz generalizada, pouco se foderam pra mandar alguém pra resolver o problema.
Fiquei puto dessa vez com a astúcia dos moradores de não esperar nem o caminhão virar a esquina pra refazerem o crime. Liguei pra polícia, 190, e fiz a denuncia descrevendo o elemento e ao final da descrição, perguntaram meu nome. De raiva, acabei dando e minha família ficou horrorizada, falando que eu cometi um erro absurdo, que vão me currar, me matar, e depois currar o meu cadáver. Literalmente encheram meu saco falando que eu não deveria me identificar, mesmo solicitando que a denuncia fosse feita de forma anônima.
As perguntas são:
  1. O atendente vai passar meu nome pra patrulha?
  2. A patrulha vai vir me procurar pra assinar ou declarar o atendimento?
  3. Existe alguma forma do meu nome ir pra rolo?
Moro com pessoas idosos e crianças e ficaria muito puto caso alguém ameaçasse os moradores da casa pelo simples fato de eu não querer pagar ar condicionado de vagabundo. Eu sou barbudo e sei me virar, mas também sei que a população suburbana é chegada numa violência, ainda mais quando "a vitória é certa".
Agradeço aos envolvidos e confesso estar curioso pra saber se algum telefonista/atendente do 190 frequenta o sub. Abraço, rapaziada!
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2018.08.23 02:18 LarienDumbert Desabafo de uma roraimense diante das acusações de xenofobia

Como me enoja ver gente de outros estados cobrando de nós roraimenses a caridade que por três anos jorramos em cima dos venezuelanos que fugiram do Socialismo.
Quando alguém de fora de Roraima nos chamar de xenofóbos, vamos lembrar que semana passada venezuelanos mataram um homem à pauladas para roubar os tênis dele e também venezuelanos montaram uma emboscada para matar um senhor, roubar seu carro e vender as peças na Guyana.
Quando disserem que somos cruéis vamos lembrar que três semanas atrás venezuelanos agrediram as ÚNICAS médicas plantonistas da única maternidade de Boa Vista, fazendo assim com que elas saíssem assustadas para fazer um B.O e resultando em bebês mortos no ventre de suas mães.
Quando disserem que somos desumanos vamos lembrar das vezes que as marmitas entregues em TODOS os abrigos, muitas vezes, foram parar no lixo porque os venezuelanos diziam que frango e peixe eram comida pra cachorro, eles queriam carne vermelha. Cavalo dado não se olha os dentes? Esse ditado só existe pra gente.
Quando nos chamarem de covardes vamos lembrar que no HGR nós não temos preferência e que se eu estiver grávida e chegar num posto da prefeitura só vou conseguir uma consulta pra dali uns dois meses, ao passo que a venezuelana que atravessou a fronteira com um filho doente em cada braço e mais um na barriga consegue uma consulta pro outro dia. Ainda falando em grávidas venezuelanas, vamos lembrar que 40% dos partos na maternidade são de bebês filhos de imigrantes.
Quando disserem que somos bárbaros vamos nos recordar do casal de idosos que foi morto à pauladas (impressionante como eles adoram matar roraimense à paulada) por um casal de venezuelanos que tinham conseguido emprego de caseiros no sítio do casal, lembremos do senhor de Mucajaí, seu Japão, que numa festa da cidade foi também foi morto à pauladas por um venezuelano, o que foi a gota d'água para os moradores de lá, que fizeram a mesma coisa que os moradores de Pacaraima.
Quando nos chamarem de egoístas vamos lembrar que há duas semanas atrás um moleque venezuelano de 17 anos matriculado em escola estadual, tendo moradia, família e recebendo auxílio do governo, resolveu entrar em uma facção criminosa que atua no país todo e foi morto e decapitado por uma facção rival que também atua no país todo. Vamos lembrar dos venezuelanos que bateram num militar do EB porque este disse que eles não poderiam entrar bêbados no abrigo e o que fizeram? Tiraram o militar de lá, colocaram outro e deixaram os venezuelanos bêbados entrarem.
Quando falarem que somos insensíveis vamos lembrar dos moradores do bairro Caimbé que vendem suas casas à preço de banana, pois o bairro inteiro virou ponto de prostituição das "oitchenta", venda de drogas e está entregue aos arrombamentos. Meninas de 15/16 anos saem para comprar pão e são assediadas por quem passa por lá e acha que elas são prostitutas ou que entregam drogas. Já pensou você sequer poder pintar seu muro, pois de noite ele já vai tá pichado com o preço dos programas, que aliás, subiu, não é mais 80; é 100.
Quando falarem que somos irracionais vamos lembrar da dona do restaurante da Ataúde Teive que oferecendo água e comida para dois venezuelanos que apareceram chorando na porta dela quase foi morta à pauladas por eles (adoram bater na gente usando pau, impressionante).
Eu mudo de nome se aparecer alguma mulher que já foi assediada por um haitiano ou por um guyanense, e também mudo de nome se não aparecer uma roraimense que já não ouviu "gostôsssa" "delíssia" "chupa mi verga mi amor" de algum venezuelano na rua. Aliás, quem é de fora não tem a pífia noção do respeito que temos pelos haitianos e eles por nós.
Nós nem sabíamos mais o que era sarampo e, nossos muros passaram a ser adesivados com "esta casa está imunizada" para que agentes de endemias que passassem soubessem que todos ali já foram vacinados. Sem mencionar as vezes que os agentes de saúde do bairro pediam 'por favor' para nós vacinarmos. Eu me senti no Antigo Egito com o sangue do cordeiro no batente da minha porta para espantar o Anjo da Morte na hora que vi aquele adesivo no muro da casa da minha mãe. Mas eu não estava no Antigo Egito, estava num estado com 500 mil habitantes que por conta da imigração desenfreada viu em 2018 sua população atingir o número de habitantes esperado para 2040. Eu estava num estado onde vi o número de furtos, roubos, assassinatos e estupros subir de um jeito a ponto de eu deixar de amar um pouco a terra onde nasceram meus ancestrais maternos. Eu tenho medo de morar em Roraima, eu tenho medo de sair de casa depois das 21:00 ainda que seja pra ir a duas esquinas de casa comprar espetinho com farofa.
Não nos importemos com a opinião de quem não sabe nada de nós ou dos males da imigração sem freios, deixem que os grandes jornais com jornalistas safados redigindo matérias mentirosas digam que somos ímpios, enquanto eles não têm coragem de dizer que é o Socialismo de Chavez e Maduro apoiado pelo preso que eles querem como presidente que trouxe isso aos venezuelanos, e agora, os males disso aterrorizam até a nós.
Nós sabemos o que é ter um terreno invadido enquanto um socialista membro de ONG ensina os venezuelanos a dizerem ao dono do terreno que só sairão de lá com mandado. Nós sabemos o que é passar a noite inteira com dor e não ir ao HGR por medo da meningite bacteriana que isolou áreas inteiras. Nós conhecemos a impotência em vermos venezuelanos criando associação para lutar pelos seus direitos no Brasil (?) enquanto a nós, aparentemente, nos resta o medo. Nós sabemos que o número de venezuelanos é tão grande, mas tão grande que, se eles pudessem votar e algum candidato fizesse campanha SÓ para eles, ele seria eleito e entre os primeiros.
Roraima foi povoado por gente que viu no nosso pedaço de chão uma esperança para um futuro que não existia mais em sua terra natal. Roraima SEMPRE abrigou quem veio TRABALHAR ainda que não tivesse onde dormir no fim do dia. Nunca iríamos negar aos venezuelanos as oportunidades que demos aos haitianos e os brasileiros de outros estados. Meu pai saiu de São Paulo e em 1981 chegou em Roraima, casou com uma Makuxi e foi pai de duas índias. Roraima tem mais gente de fora que do próprio estado, com que direito esses apedeutas dizem que somos xenófobos se somos filhos de imigrantes que desbravaram essa terra quando tudo era só mato? Sempre acolhemos todo mundo. E por TRÊS ANOS, TRÊS LONGOS ANOS ajudamos do jeito que podíamos. Há um ditado que diz que toda caridade deve ser anônima, do contrário, é vaidade. E nada do que fizemos por eles foi por vaidade, sempre fomos um povo generoso, sempre acolhemos quem veio sem nada, sozinho, assustado. A nobreza em se pôr no lugar do venezuelano, que tanto nos cobram, nós já tivemos antes mesmo das pessoas que nos xingam conseguirem apontar Roraima no mapa do Brasil.
Não se preocupem em explicar porque não ajudamos, quando nós sabemos que ajudamos até demais, além das nossas forças. Eu lembro de matéria da TV Roraima de uma senhora no Paraviana que abrigou venezuelanos dentro de casa e o marido a chamou de louca. Também lembro que Pacaraima não tinha um homicídio há três anos e numa tarde teve dois assassinatos em plena luz do dia no meio do comércio. Quem nos julga não sabe que venezuelanos em massa já conhecem audiência de custódia, já falam que somos nós que temos que aprender espanhol e não eles o Português, e não é que estavam certos? Afinal, no edital PCRR estão pedindo espanhol para os candidatos que querem ser policiais.
Todo roraimense já sustentou a frase "mas nem todos" e todo roraimense sabe que isso não se aplica mais ao que vivemos. Já se foi o tempo que podíamos separar o ruim, doente e ilegal daqueles poucos que vieram trabalhar. E que diga-se de passagem nem estão mais em Roraima. São Paulo, Mato Grosso e Rio de Janeiro já receberam venezuelanos com nível superior, solteiros, sem filhos, sem passagens pela polícia, com cartão de vacina em dia e passaporte em mãos. O que sobrou para nós? Os doentes, os que furtam, roubam, assediam, entram no crime e, ainda há os que defendem Chavez. Eu não vi brasileiros xenofóbos em Pacaraima, eu vi pessoas cansadas, com medo, abandonadas pelo Governo Federal enquanto assistem a construção de mais um abrigo no estado ao passo que comerciantes de lá tem que dormir nos seus mercados para impedir que estes sejam arrombados.
Não demos explicações a ninguém. Ninguém sabe quantos roraimenses estão neste momento com medo, ou mutilados, ou internados depois de espancamento, ou quantos estão de LUTO por causa da imigração.
Quem é de fora e nós critica não têm envergadura moral para falar nada, nem a mais rasa e respeitosa crítica, pois nenhuma dessas pessoas teve culhão ou grelo duro (como dizem as feministas apoiadores do Lula) para apontar o nome do sistema que levou os venezuelanos à ruína ou se fez de cego e surdo quando começamos a dizer que vivíamos à beira de uma tragédia anunciada.
Nós não devemos explicações a quem fechou os olhos para os nossos males e só os abriu agora que estamos cansados. A essa gente que nos critica, mas não tece(u) nenhum comentário sobre Chavez, Maduro ou o Socialismo covarde que destruiu o país vizinho nos limitemos a dizer "vão à merda".
Daniele Custódio, 19 de agosto 20:21
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2017.10.09 05:46 pedrothegrey Magnum Opus

I. Nigredo
"Considere o instante inicial, o instante no qual toda ciência atual falha em compreender, em que toda matéria, espaço e tempo, estavam comprimidos em um tamanho infinitesimalmente pequeno e de repente... Bang. É assim que se cria um universo. Considere as famílias destruídas no oriente, os pais e mães que já não sentem a perda de um filho pois já perderam tantos, e os pais e mães que se unem para assassinar os de seu sangue. O sorriso escondido de um padre para uma criança, as guerras e as lágrimas derramadas. As discussões inflamadas de duas partes erradas, o casal que já não se ama e o que não pode se amar. Jackson Pollock entendia a forma do mundo, e o ele é caos. Formado pela causa primeira, antes mesmo de Deus existir já existia o acaso, e é dele que somos filhos. Mas ao menos nós, desde o século XX, temos lidado com esse problema de forma direta, diferente das eras anteriores, onde nos escondíamos em cobertores metafísicos por toda a vida, utilizando a mesma bengala invisível que data de Aristóteles. Mas não se engane com meu tom, não sou uma personagem melancólica, tampouco acho esperança no vazio, respondo apatia com apati..."
Eu paro de digitar subitamente. Meu chefe se aproxima do meu cubículo e me lembro que estou com um relatório atrasado. É o segundo esse mês, droga. Não entro em pânico, deixo que ele venha e abro rapidamente o Microsoft Word. Quando ele chega, se depara com uma tela vazia. Ele para atrás de mim, é um homem não muito alto, com cabelos brancos e um pouco gordo. Veste-se sempre com calças e sapatos marrons e camisas listradas verticalmente de variadas cores. Tinha um inconfundível cheiro de cigarros e suor seco e um olhar quase morto.
– Acho que eu nem precisava dizer isso - Disse ele -, mas o relatório da semana está atrasado. Alberto, essa já é a segunda vez, teremos que fazer disso um aviso formal.
– Chefe, eu peço desculpas, de verdade. Estou tendo alguns problemas e...
– Não quero ouvir mais nada, Alberto. - Disse, me interrompendo - Trate só de não atrasar mais nada. E quero o relatório ainda hoje na minha mesa.
Ele sai do meu cubículo assim que termina de falar. Eu espero ele entrar no escritório e saio para beber água. Puxo um copo de um daqueles saquinhos e entorno água gelada nele. Bebo toda a água em um gole e quando deixo o copo abaixar, Beatriz está olhando para mim. Ela é uma mulher baixa, já tem filhos, se veste com inconstância e não tem um cheiro característico. E além disso, ela é a supervisora do meu setor.
– Outra vez essa semana? - Ela perguntou com uma voz áspera - Você não se importa com esse trabalho? Está ansioso para perdê-lo? Você sabe que só não foi demitido ainda porquê eu conversei com o chefe. Tem muita gente querendo a sua vaga, sabia?
– Olha, Beatriz, eu estou com problemas pessoais. - Respondi, gentilmente - Eu trabalho aqui há 5 anos e nunca faltei sem motivo, nem atrasei nenhum relatório antes. Esse é um caso isolado, garanto que não vai acontecer mais.
– É muito difícil construir uma reputação, mas é muito fácil acabar com ela, Alberto.
Ela continua babando enfurecida, e eu desvio minha atenção. Olho para o relógio e já são 18 horas, finalmente. Desço para o estacionamento, entro no carro e vou pra casa. Um pouco antes do meu bairro, beirando o asfalto, se ergue um pântano denso. Com pequenas canaletas que seguem correndo por baixo das raízes altas, as folhas e a grama que caem podres quase derretem quando nadam gentilmente na superfície dos pequenos rios que correm ali. Aquele lugar tem um aspecto quente, úmido e isolado. Em uma parte da rua, andando pelos arredores do pântano, pelo asfalto, se abre um pequeno caminho, uma trilha, que segue para dentro do pântano. É praticamente invisível, só depois de alguns anos olhando, todos os dias, para ali, que eu pude notar a tal trilha.
Chego em casa, ligo o computador e assisto alguns filmes e vídeos. Me distraio por duas horas, esquento uma comida velha e vou me deitar. Costumo sempre me deitar virado para a janela. Neste dia, um pouco antes de me ajeitar de baixo do cobertor, vi, parado na janela, um corvo. Ele bicava a janela, como que pedindo para entrar e virava seu rosto para o lado, tentando me encontrar com seus olhos sem brilho. A lua foi logo encoberta por nuvens e os ventos ficaram mais e mais fortes. Eu precisava dormir, no dia seguinte eu ia ter trabalho em dobro. Do lado do móvel da cama tinha um livro velho, que eu usava para apoiar os pés da mesa da sala, e o jogo na janela. O corvo se assuta e voa para longe, mas a tempestade continua a se formar.
Eu acordo às 6. Pego meu café amargo e sento na cama, e me ponho a olhar para a janela. Uma espécie de agonia cresce em mim, inominável, mas de presença inquestionável. Olho para o jardim suspenso que fica no muro da casa, bem atrás da janela. Minhas flores morreram, maldita tempestade. Me arrumo, entro no carro e saio. Passo pelo pântano, austero, tento não dar muita atenção para ele. No meio do asfalto, um cachorro morto, atropelado. Seu intestino se estica até a calçada, mas não por mero acaso, um corvo o puxa, mais e mais e mais. Ele olha para mim novamente, virando o rosto para o meu, sinto uma risada no ar e o corvo voa.
Estaciono o carro e dou meu primeiro passo no escritório. Logo ouço a voz de Beatriz.
– Já são três erros graves essa semana, Alberto. TRÊS! Eu estou indo conversar agora com o chefe.
Eu me lembro nesse instante, tínhamos uma conferência mais cedo hoje. E eu já tenho dois avisos formais. Droga, é hoje. Bebo água, cansado. Tenho uma longa, jurídica e tediosa conversa com o chefe. Despedido. Dizem que piadas não precisam ser boas, elas só precisam do timing certo. Mas estragar o timing da piada pode ser, por si só, uma piada. Quando comparam a vida com uma piada, não é à toa.
II. Albedo
Passam-se duas ou três semanas, e minha vida consiste em caminhadas da cozinha até a sala e da sala até o banheiro. Já não leio mais como antes, nem ouço músicas, nem vejo filmes. Eu somente deixo uma tela ligada saindo qualquer tipo de som e imagem. Estou alheio. O dinheiro está acabando, minuto a minuto. Eu deveria estar procurando outra vaga em outro escritório, mas eu não estou. Eu me deito no sofá divagando, pensando em todas as oportunidades que tenho agora, tantos escritórios que poderiam me contratar. Sonho que entrego o curriculum e ele é lido seguido de um longo sorriso e um aperto de mãos. Imagino meu primeiro dia, a bela secretária me oferece café, eu aceito cordialmente. Os primeiros apertos de mão e os primeiros sorrisos dos novos e revigorados colegas de trabalho. O trabalho de memorizar os novos nomes e rostos.
Mas tudo não passa de sonhos de sofá. Meu celular começa a convulsar.
– Alô?
– E aí, Alberto? Há quanto tempo! - Disse a voz.
– Desculpa, quem é mesmo?
– É o Carlos. Você está sumido, está tudo bem por aí?
– Sim, sim. - Uma breve pausa - E por aí?
– Tudo normal. Vem cá, nesse sábado quer tomar um Chopp?
– Ah, bom, eu não sei. Que dia é hoje?
– Quinta... Você está perdido mesmo, cara. Até esqueceu o dia. - Disse, rindo.
– É. - Ri forçosamente - Eu tenho que ver, tenho um compromisso com alguém, se acontecer de desmarcarem eu te aviso. Mas agradeço o convite.
– Eu te conheço há 20 anos, cara. Recusar o convite eu entendo, mas você com um compromisso com alguém? Essa é nova. Bom, aproveite. Me ligue se precisar de alguma coisa.
Por mais ofensivo que pareça, ele não deixa de estar correto. Colecionei pouca gente ao longo dos anos, é verdade. Eu posso repetir a hipótese de que os livros e os filmes realmente me fizeram companhia, ou eu posso aceitar a verdade. Eu sou chato, talvez até desinteressante. E digo isso com muita sinceridade. Em um olhar indiferente para a janela, vejo no quintal alguns pombos brancos que ciscam a grama e os restos da ração do cachorro. Fossem canários, eu teria admirado por mais tempo, mas pombos só nos inspiram ódio e violência. Dessa vez foi ligeiramente diferente, apenas senti afastamento. Era uma cena bonita, mas nem tanto. Meu cachorro estraga um momento sublime perseguindo-os e eles voam, barulhentos.
No fim do segundo mês já não há mais dinheiro. E se não havia vontade e determinação para seguir um emprego, agora não havia nem mais a cogitação da possibilidade de seguí-lo. O isolamento agora é rotina e o jejum não é mais voluntário. Vasculho todas as gavetas e os armários e não encontro nem uma migalha de pão. O dia chegou em que eu sairia de casa sem nenhum tostão. Tenho um estranho ímpeto de colocar meu casaco, como se eu não tivesse mais como voltar naquela casa. Passo por cima da minha alma, como sempre, e não presto atenção nos detalhes. Ponho o pé na rua e o sol castiga o asfalto, é quase possível ouvir ele gritar de tanto calor. Sigo andando para frente, pensando que talvez o destino me guiasse para qualquer lugar, mas quando percebo é tarde demais. Estou fazendo o caminho para o antigo escritório e na minha frente se ergue a trilha escondida.
Monstruosamente denso, com raízes altas das árvores e rios de água densa e quente (quase borbulhante), o pântano se apresenta para mim. Escuro, denso e isolado, tudo que um indigente precisa. Começo a andar pela trilha, pisando cuidadosamente, tentando evitar a lama mas no quarto ou quinto passo meu tênis já estava encharcado. Eu olho para trás e a visão do asfalto já havia sumido há, parecia, algum tempo. As árvores escuras se mexiam e faziam muito barulho. Os galhos se quebravam na ausência do vento. O pântano estava me recebendo com uma festa. Repentinamente, a paisagem densa acaba e dá lugar a um pequeno círculo plano na raíz de uma montanha, circundado por esse rio sujo que segue para a trilha de onde vim. Ali, naquele pequeno oásis de mansidão, existe uma árvore que se destaca das negras árvores do pântano. Se ergue ali, uma frondosa macieira, carregada de belas e suculentas maçãs, rubras como o olhar de uma mulher ou o crepúsculo de verão.
III. Rubedo
Sacio minha fome com duas ou três maçãs e me sento na sombra da árvore. Me incomodava, durante a trilha, a ausência de sol que assolava e umedecia o lugar, mas agora que me batem os raios de sol no rosto, prefiro me esconder na sombra de uma bela árvore. Eu não procurava sombra, mas abrigo. Eu puxo meu celular do bolso para conferir e, por incrível que pareça, ainda havia sinal de telefone. Me ponho a rir. De que adiantava o sinal agora? Para quem eu iria ligar? E tudo para quê, voltar para casa? Não, a macieira é minha nova casa de aluguel. Foi por causa dela que não morri, e é por ela que, agora, vivo.
Em pouco tempo, vejo as desvantagens do meu novo imóvel. Um pequeno residente do pântano, ou talvez um morador da montanha na qual estávamos encostados, um esquilo, bebe água do rio quente que segue para a trilha. Em movimentos rápidos ele olha para mim, e volta a beber, olha e bebe, olha e bebe, olha e... cai. A água parece ser veneno, afinal. E o esquilo boia e segue a corrente do pequeno rio.
Eu começo a pensar em como eu posso me sustentar aqui, sem água. É fato que as maçãs tem bastante líquido, mas é possível sobreviver somente com isso? E além disso, em pouco tempo eu teria esgotado o estoque de maçãs e não posso esperar algumas semanas para comer mais. Eu estava em um dilema. Eu não posso voltar pela trilha, pois ela sumiu. O pântano somente me trouxe aqui, e não pretende me deixar voltar. Só me resta, portanto, tentar subir a montanha. Esse empreendimento resultou ser mais difícil do que parece. A raíz da montamha é íngreme, e todo passo dobra meu esforço. A grama fina e mole não me deixa segurá-las com as mãos e usá-las como cordas. Eu tento, em vão, inúmeras vezes subir a montanha e sou cuspido dela em todas as tentativas.
Eu caio pela última vez, e o sol agora se prepara para ir embora. As sombras mais pesadas começam a cair e o azul do céu fica cada vez mais pálido. Meu destino se apresentava diante de mim e tudo que eu devia fazer era abraçá-lo, somente abraçá-lo. A luta, a perseverança e a esperança são atributos da luta contra o destino. Quando o homem se curva perante a vontade da natureza e entende o propósito verdadeiro da sua existência, é lhe dada uma estrada suave para caminhar. Tão suave que qualquer um, até mesmo um indigente - melhor dizendo, especialmente um indigente - pode caminhar por ela. E com um destino tão belo, tão belo.
O momento é sublime. A beleza daquela hora me emociona profundamente, e choro, enquanto uma infusão de vermelho com o já pálido azul se mostra na abódada acima de mim. Me levanto e seco as lágrimas, pego uma maça e dou uma última mordida. Tiro uma semente e a jogo para cima da montanha. Quando o azul do céu já se contorce e se desmancha, e as sombras são cada vez mais pesadas, eu coloco minha mão no rio e bebo da água quente do rio. O pântano aplaude com galhos quebrando, folhas espalhando-se e raízes se mexendo. E eu caio em paz, ao lado da frondosa macieira, para sempre minha casa.
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2017.02.19 03:46 Pertyew Ouvi o relato de alguém que foi terrivelmente afetado pela corrupção

Moro em uma pequena cidade no interior do RS e hoje durante a festa de casamento de um amigo um dos convidados (depois de alguns copos de chop) contou a historia do que aconteceu com ele lá por 2005.
Enfim, tem uma estrada que liga minha cidade a uma cidade vizinha ainda menor que é constituida literalmente de uma rua só. Essa estrada está a mais de 20 anos pra ser asfaltada, sendo que já foram feitas as pontes, já foram escavados os barrancos, e já está sinalizada, mas até hoje NADA do asfalto. Em 2005 (Vamos chamar o senhor em questão de "A"), A era dono de um posto de combustíveis próximo dessa estada. Foi quando resolveram retomar as obras, como ja haviam feito muitas vezes, e como ainda viria a ser feito novamente no futuro. A empresa responsável fez um acordo com ele: As máquinas seriam abastecidas no posto dele ao longo da semana, e ao fim ele receberia o pagamento pelos combustíveis. Até aí tudo OK, durante cerca de 3 meses tudo ocorreu como o combinado.
Eis que em uma certa semana o cheque do pagamento voltou. "A" falou com os responsáveis, que prometeram que lhe pagariam dois cheques na semana seguinte. Na semana seguinte, os dois cheques voltaram. No fim da 3ª semana nem o cara que dava os cheques deu as caras, e as máquinas pararam de ir até o posto de "A". Um dos funcionários da construtora lhe disse então o seguinte: "Me mandaram não espalhar, mas a construtora faliu e não está querendo nem pagar nosso ultimo salário, a ordem é pra erguer acampamento e ir embora".
Segundo "A", o prejuízo era a cima de 2,5 milhões de reais, que é dinheiro pra caramba hoje, imagina pra época. O posto dele já estava indo mal, e um tempo depois quem foi a falência foi ele.
Aí que começa a parte interessante.
"A", a partir daí, resolveu caçar o dono da tal construtora. Procurou até onde não deveria, falou com pessoas, procurou em registros, e eis que finalmente consegue o nome do sujeito. Pelos registros ele descobriu que o cara já havia tido várias outras empresas parecidas, todas declararam falência. O sujeito morava em São Paulo e havia acabado de abrir uma empresa nova.
"A" descobriu o numero e ligou pro sujeito. Ele atendeu, confirmou ser ele mesmo, mas assim que "A" se identificou, o sujeito desligou, e depois disso, sempre que "A" ligava dava em caixa postal. "A" então resolve arrumar as malas e ir de ônibus pra SP, atrás do charlatão.
Ao chegar em SP, ele foi até o endereço onde a empresa supostamente teria escritório, e ao chegar no lugar não encontrou nada. "A" havia descoberto até o endereço do sujeito, então foi até lá. Ele queria conversar e ver se conseguia pelo menos parte de seu dinheiro.
Ao chegar lá, falou com uma mulher que confirmou que o homem morava lá, mas que não estava no momento. "A" esperou 2, 3, 5 horas, mas o sujeito não deu as caras. Já era tarde quando a mulher voltou até a frente da casa e disse para ele ir embora. "A" disse que só saía dali quando falasse com o homem. Alguns minutos depois, dois policiais apareceram. Eles falaram que ele estava "Perturbando" os moradores e que ele deveria se retirar. Colocaram ele no carro da polícia e o levaram até a rodoviária (não pra delegacia, estranho né?). Lá os policiais pagaram a passagem de volta pra ele. Perguntaram "quem ele pensava que era" e mandaram ele "se enxergar", voltar pra casa e esquecer tudo que ele sabia.
"A" voltou, mas não se calou. Entrou na justiça contra o charlatão. Quando o processo começou a andar, "A" recebeu uma ligação. Um homem que não se identificou começou a detalhar precisamente a rotina dele, da sua mulher e da sua filha, além dos nomes de vários conhecidos seus, e também detalhou exatamente tudo que ele havia feito no dia anterior. Disse pra ele retirar a queixa e se calar, caso contrário coisas ruins aconteceriam. Finalmente, amedrontado, "A" se calou. Retirou a queixa, e se conformou em aceitar que nunca teria seus 2,5 milhões de volta. "A", que era dono de posto de gasolina, havia construído sua casa própria, agora era empregado assalariado numa loja de ferragens, morando em casa alugada. Não foi somente por causa do golpe que lhe foi aplicado, "A" já andava meio mal das contas, mas com certeza contribuiu.
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2016.07.03 19:50 mateus_ln Felipe Silva (ex-faxineiro atual publicitário): Meritocracia é a puta que pariu.

SENTA QUE LÁ VEM TEXTÃO. MESMO! MUITO GRANDE. Hoje nasce meu filho. Mas antes de vocês conhecerem o Murilo. Precisam me conhecer. Então vou contar um pedacinho da minha história adulta. Só um pedacinho pra não tomar muito seu tempo.
Ano: 2001. Chuva de balas do auge da guerra CV x ADA. Eu, 17 para 18 anos. Preto, favelado, pobre. Raivoso feito um cão magro de rua. Teimoso, teimoso e teimoso.
Segundo grau completo em escola pública com um ano de antecedência, mas claro, nunca passaria num vestibular pra faculdade pública. Sem dinheiro, sem emprego.
Duas saídas: escolha fácil, o tráfico de drogas! Direto, rápido, poder batendo na porta. Dinheiro sobrando pra esbanjar. Tava ali, era só querer.
Ou escolha difícil: projeto social do Governo do Estado para jovens de comunidades carentes. Ser Aux. de Serviços Gerais. Literalmente: faxineiro de órgão público.
Escolha difícil: virei faxineiro do hospital da Polícia Militar.
Enfermaria A. Varria, limpava e lavava todo o corredor, banheiros e todos os apts. No refeitório, só era permitido almoçar por último. Não iam misturar os faxineiros com os enfermeiros, médicos e policiais, né? Sabe o que acontecia? Nunca sobrava carnes. A gente tinha que comer ovo, todos os dias. Ovo frito.
Quer ouvir uma coisa triste? Eu achava que estava bom. Que era suficiente. Era o que eu merecia. Tinha um salário. Consegui comprar um tênis legal. Ajudava minha mãe nas contas de casa. Estava ótimo.
Aí… a polícia invadiu minha casa.
Seja inocente, trabalhador, honesto. Foda-se. A regra quem faz não é você. Sua mãe no chão, seu sobrinho no chão, tiro de fuzil na sua porta.
De novo, escolha fácil: tráfico, vingança, chapa quente, guerra contras aqueles filhos da puta. Escolha difícil: consguir um trabalho, ganhar mais e sair do morro.
Claro, escolha difícil: fui juntar dinheiro pra entrar na faculdade. Mãe foi fazer mais e mais plantões pra ajudar a pagar.
Comprei um guia do estudante, li tudo. Teimoso, quis fazer Publicidade. Me disseram: pobre publicitário? Hahahaha… Quis ser redator. Me dei conta: aos 22, só tinha lido 3 livros em toda a vida. Hahahahah.
6 meses de faculdade. Não consigo mais pagar.
Escolha fácil: desiste moleque. Escolhe difícil: desiste moleque.
Ok, sem escolhas. Mas não dizem que sempre tem escolha? Dizem… hahahahahahah… Sou teimoso, se é o que eles querem eu não faço.
Bora ser preto, suspeito na rua, dura da polícia toda semana, segurança de loja mandando abrir a mochila, porta de banco travando. Mas vão se fuder que vou vencer honesto.
Meritocracia é a puta que pariu. Oportunidade pra todos é a puta que pariu. Não existe, chapa, tudo utopia. Mas pobre não tem nada a perder. “Se você não tem saída, vença!” Foi o que eu fiz.
Fim do primeiro ato.
2016. Eu, 33 anos. Preto, casa de dois andares, carro. Viagem pra NY. Redator de uma das maiores agências de publicidade do mundo. Leão em Cannes. Em print. Categoria foda. Mais de 200 livros lidos. Tatuaram uma frase minha na pele. Projeto humano com mais de 1500 kits mensais para moradores de rua. Construí uma casa pra minha mãe.
E hoje, vejo nas timelines que só se entra no crime porque quer. Que a oportunidade está aí. Que é só querer. Que é só se esforçar. Que meritocracia funciona. Que bolsa família faz o pobre não trabalhar. Que ajuda do governo deixa pobre mal acostumado. Que a polícia tem que invadir a favela e dar tiro.
Com toda serenidade e conhecimento que aprendi ao longo desse tempo, lhes digo: vão tomar no meio dos seus cu!
EU SOU O CARA DA FAXINA, rapaz.
Esse aí que tirou seu lixo hoje. E esse país só vai melhorar quando você achar certo que que eu divida a mesa do trabalho com você. Que eu frequente o mesmo shopping, faça a mesma viagem, tenha o mesmo carro que você, vá a mesma faculdade que seu filho.
Quando você me der bom dia de verdade e não automático. E agradecer que eu limpei seu café derramado no chão. E ver que eu tenho nome. Que eu sou gente. Que eu tenho sonhos. Que eu fiz escolhas difíceis pra caralho pra ser um faxineiro. Que eu não quero comer ovo, porra. Que eu não quero ser parado na rua porque sou preto. Ser olhado feio porque sou pobre.
Antes de falar de preto, de pobre de favelado. Saibam: todos esses sou eu. E te digo: viver no morro é uma merda. Ser pobre é uma bosta.
Porque escrevi tudo isso? Porque hoje nasce o meu filho.
E, afinal, não era justo vocês conhecerem meu filho, se a maioria nem conhece direito o Felipe.
Mas hoje vocês vão poder saber porque eu vou olhar nos olhos dele com a certeza de que não arredei o pé da honestidade. Não fiz concessões. Não dei um passo atrás. Não falsifiquei 1 porra de carteirinha de estudante sequer.
E fiz tudo isso só pra ele saber que é possível. Só pra poder contar pra ele que é foda pra caralho, mas é possível.
E tudo isso feito só com motivos. E que hoje, ele vai me dar uma razão. Imagina o que a gente não vai fazer.
Um beijo.
Fonte: https://www.facebook.com/felipesouza.silva/posts/10210170266632661?pnref=story
submitted by mateus_ln to BrasildoB [link] [comments]


2016.05.14 05:51 Notus1_ Piorou, sim. Mas foi muito? Opinião da Xênia Mello + discussão

Vejo muitas pessoas na minha TL por conta da mudança ministerial e do afastamento da Dilma afirmando que nossas vidas estão em risco e levantando a questão de não haver mulheres e negros nos ministérios. É importante que debates representativos sejam levantados. Mas discordo do desespero e da falsa ou seletiva ideia de segurança.
Por obvio que não tenho acordo com a condução desse processo. Mas, de certa forma me senti no dilema da tabuleta da Padaria do Custódio do Machado de Assis em Esaú e Jacó. Quando o português entra em crise com o nome da padaria se do Império ou Republica numa irônica crítica a mudança do regime no Brasil. Acredito que com a Dilma (até porque nunca houve sem o Temer) a insegurança e a violência já estava sistematicamente presente.
Dilma é responsável pela ocupação do Exército nas favelas, inaugurou há menos de uma semana Belo Monte, o monumento colossal do genocídio indígena, sancionou a Lei Antiterrorismo e o novo Código Florestal, mais da metade dos atuais ministros já atuaram no governo petista. Náo há segurança e nem havia.
Dilma realizava uma gestão neoliberal. Que haverá uma radicalização do neoliberalismo, sem dúvida. Mas aí não dá pra admitir que havia segurança, ou que agora vidas estão em risco. Com Dilma já eramos o país que mais mata pessoas trans. Ela também nunca falou de Rafael Braga, muito menos do crescimento gigantesco da população feminina carcerária.
Eu não acordei mais triste, bem possível mais confusa por isso minha lembrança do Custódio, eu vivo em luto há muito tempo. O menino índio degolado quando era amamentado por sua mãe foi morto na democracia, "porquê o Senhor atirou em mim!" dito pelo jovem negro Douglas foi na democracia, Cláudia da Silva arrastada no asfalto viva foi na democracia, Jandira que saiu fazer um aborto e deixou órfã sua filha foi na democracia. Essa defendida pela presidenta que disse que feliz é a nação cujo deus é o senhor.
A barbárie já está presente e assentada. Que todo esse processo seja um chamamento às ruas! E não apenas a confusão da tabuleta da padaria.
do fb dela - ela ta de (pré?)candidata a prefeitura de ctb
Fiquei pensando nisso depois de ler.
Passando pelo reddit, me deparei com ss de fb dos gringos com coisas mundanas. Senti saudades de ter isso.
Mas quando eu tive isso? Fazia muito tempo que eu usava fb pra ter acesso a folha, estadão, gazeta e uol (acho que só da grande mídia), e também várias fanpages de mídias alternativas/commies/anarquistas. Tl;dr: eu via bosta o dia inteiro. Era um festival de reaça sendo reaça de um lado, era outro festival notícia de PM descendo porrada em todo mundo no outro lado.
As mesmas pessoas que aceitavam, encorajavam (e agiam) como vigilantes batendo e torturando preto pobre ladrão de galinha, são as que falam "thau querida" hoje. As mesmas pessoas que divulgavam o extermínio da pop LGBT, especialmente dxs T, continuará a fazer isso.
Curitiba, sendo o lixo fascistóide de sempre, nos presenteou com mais uma vítima essa semana.
É novidade? Quem dera.
Foi fomentado pelo discurso reacinha crescente? Talvez.
Teria acontecido mesmo sem esse clima político nojento? Boto fé que sim.
Eu me revoltei com a indicação do Maggi pra pasta da agricultura. A troco de que? Quem tava antes era a porra da Abreu. Em que universo isso é uma mudança significativa? Potato potata.
Ok, extinguir o CGU está sendo apontado com algo mais tenebroso - possivelmente com razão.
Mas, no fim, o govTemer fará o que o govDilma fazia pelas beiradas e nos bastidores. Será pior? Acredito que sim, mas talvez seja muito menos do que o drama que estamos fazendo agora. Quem de nós realmente acreditava em mudanças político-sociais apertando botão na urna?
Enfim, texto mto grande. Verborréia fica por aqui.
EDIT: eventuais grafias toscas q percebo.
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