Histórias de amor muito curtas

Às vezes, as histórias de amor mais tocantes são aquelas que continuam depois que uma pessoa morre. Fred Stobaugh nunca superou a perda do amor de sua vida. Ele casou-se com Lorraine, a “garota mais bonita que já viu”, em Peoria, Illinois (EUA), em 1940, e teve três filhos e quatro netos. Após 73 anos de casamento, Lorraine faleceu. Histórias de amor do Império Romano estão repletas de tragédias, dor e completa adoração por deuses e seres humanos. ... Gosto muito de histórias de romance elas simplesmente me fascinam… Mas gostei muito dessa história parabéns á quem o escreveu! Muito Obrigada Emilly! Responder. gabriella zilch. 12/05/2015 em 23:11. O amor de meu pai é o maior remédio da minha mãe. Conheci um jovem divertido, amável e educado na internet. Ele também era muito bonito. Usamos o Skype para manter contato por vários anos. Depois de um tempo, eu entendi que eu o amava e ele disse que ele me amava, mas ele estava com medo de nos encontrarmos. Insisti em nos encontrarmos e ... Desencantos do amor Curtas histórias de amor. Tudo passa, até um grande amor. Ouvi um dia que amor só é real se é eterno, mas como não acreditar na felicidade que um dia vivemos juntos? Acho que precisamos aprender a julgar menos o amor. Ele tem tantas faces quanto existem pessoas que amam. Amei essas histórias são interessantes,pois,fala sobre o amor e o que é.Quando a gente ama uma pessoa temos que falar,se não falar-mos e ficar esperando d+ podemos perder o amado(a),msm se essa pessoa não gostar de você de uma tal maneira,um sentimento tão forte querendo está com ele(a)que nem você sente por ele(o),pelo menos vai ter ... 15 histórias curtas e tocantes que você não conseguirá ignorar ... Porque, um dia, quando voltei do trabalho mais cedo, eu vi com quanto de amor e carinho ele cortava coraçõezinhos de cenoura. A sopa é terrível. Mas o amor é grande. ... Mas estou muito orgulhosa do meu herói de quatro patas! Amor & Sexo 3 contos e histórias eróticas pra lá de excitantes ... Confesso que no começo da minha vida sexual eu tinha muito medo da penetração, ... fico pouco apreensiva em imaginar sua masculinidade enorme dentro de mim. Ele foi paciente e fez amor com meus lábios; seu membro quente foi a carne mais macia que já provei. ... Às vezes, as mais tocantes histórias de amor são aquelas que permanecem mesmo depois da morte. Fred Stobaugh nunca superou a perda do amor da sua vida. Ele se casou com Lorraine, “a garota mais linda que vi na vida” – como ele conta – em Peoria, Illinois, nos Estados Unidos, em 1940, e o seu romance foi sempre feliz e maravilhoso. O amor nem sempre está em grandes declarações, flores lindas e presentes caros. Às vezes, ele também está em uma rotina chata, em vários impasses e (por que não?) nos problemas financeiros. Em certos momentos, nossas ações podem dizer muito mais do que nossas palavras, e as declarações de amor podem estar implícitas justamente em ações simples. Aqui está uma seleção de 10 pequenas histórias de amor recentemente apresentadas no site Makes me think . São histórias que não só fazem pensar, mas que aquecem nossos corações e nos fazem sorrir. Com o NET Combo você tem acesso a melhor internet do Brasil e muitos canais de filmes, séries e esportes. Acesse e veja as ofertas ...

Sou babaca por bater nos meus primos em frente de toda minha família?

2020.08.17 00:14 maty3333 Sou babaca por bater nos meus primos em frente de toda minha família?

Oi lubisco, gatas, editores, Luna e luno Por favor Luba mandam beijos para portugal Bem essa vai ser uma história bem curta só para avisar
Foi assim que aconteceu eu estava num churrasco com a família do meu padrasto até que chegou um primo meu tudo estava indo bem até que eu notei que sempre que ele falavam pra minha avó eles falavam coisas como "vai buscar me aquilo sua puta" Ou "vai dar-me aquela merda vadia" ele ficou falando isso a noite toda e eu não sei porquê porque aquela mulher é um amor e ela sofreu imenso na vida por causa do seu marido e ela não merecia aquilo por isso chegou a um ponto em que a gente estava conversando eu ouvi ele chamar ela de puta e eu simplesmente esplodi eu cheguei a beira dele e dei lhe um soco com toda a força que tinha e falei "você não tem vergonha na cara seu filho da puta de merda" ele começou a sangrar e minha mãe falou "rapariga tu és demente porque é que fizeste isso" eu tentei esplicar pra ela mas ela recusou se a acreditar e a minha vó também mas ela também não acreditou porque sinceramente minha mãe nunca gostou muito dela e minha mãe me pôs de castigo durante 1 mês hoje em dia os pais do meu primo recusam se a ver me
E bem eu também tenho de contar uma história de minha mãe quando ela estava solteira mas isso fica para outro post byeee
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2020.08.13 10:13 bobinhozinho relembrando três belíssimas obras LGBT+

introdução/contexto: essas obras são muito importantes pra mim. conheci elas num momento onde eu ainda tava confuso e não aceitando minha orientação sexual, e elas me ajudaram a passar dessa fase.
assim como fizeram comigo, as obras podem ajudar alguns de vocês que estão procurando validação ou com dificuldades sobre sua orientação sexual. mesmo os que não se encaixam nessa descrição, elas são bem feitas, legais e fofas, então recomendo-as de qualquer jeito.
obra I: Eu Não Quero Voltar Sozinho (curta-metragem) (spoilers na sinopse) (brasileiro)
assista: youtube
sinopse: Leonardo, um adolescente deficiente visual que muda de vida totalmente com a chegada de Gabriel, um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo que tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana, Leonardo vive a inocência da descoberta do amor entre dois adolescentes gays. (mais informações: wiki do curta e IMDb do curta (em inglês))
obra II: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (longa-metragem) (spoilers na sinopse) (brasileiro, em português)
assista: trailer youtube(*) compre ou alugue (youtube filmes) netflix
*: aparentemente o vídeo dá pra ser assistido de boa, mesmo que de graça. qualquer problema eu tiro o link.
sinopse: Leonardo, um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade. (adorocinema) (mais informações: wiki do longa e IMDb do longa (em inglês)
obra III: In a Heartbeat (Num Piscar de Olhos) (animação, curta-metragem) (spoilers na sinopse) (estadunidense, mas não precisa de legenda)
assista: trailer youtube
sinopse: Num Piscar de Olhos segue a história de Sherwin, um garoto que se apaixona pelo seu amigo Jonathan. (mais informações: wiki da animação (em inglês), wiki da animação (em português) e IMDb da animação (em inglês)
é isso, espero que eu consiga apresentar esses curtas pra alguém que ainda não os conhecia. qualquer erro no post me avisem, por favor. se cuidem <3
edição 1: link pra netflix do longa (obrigado u/orphss)
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2020.08.13 10:11 bobinhozinho relembrando três belíssimas obras LGBT+

introdução/contexto: essas obras são muito importantes pra mim. conheci elas num momento onde eu ainda tava confuso e não aceitando minha orientação sexual, e elas me ajudaram a passar dessa fase.
assim como fizeram comigo, as obras podem ajudar alguns de vocês que estão procurando validação ou com dificuldades sobre sua orientação sexual. mesmo os que não se encaixam nessa descrição, elas são bem feitas, legais e fofas, então recomendo-as de qualquer jeito.
obra I: Eu Não Quero Voltar Sozinho (curta-metragem) (spoilers na sinopse) (brasileiro)
assista: youtube
sinopse: Leonardo, um adolescente deficiente visual que muda de vida totalmente com a chegada de Gabriel, um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo que tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana, Leonardo vive a inocência da descoberta do amor entre dois adolescentes gays. (mais informações: wiki do curta e IMDb do curta (em inglês))
obra II: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (longa-metragem) (spoilers na sinopse) (brasileiro, em português)
assista: trailer youtube(*) compre ou alugue (youtube filmes) netflix
*: aparentemente o vídeo dá pra ser assistido de boa, mesmo que de graça. qualquer problema eu tiro o link.
sinopse: Leonardo, um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade. (adorocinema) (mais informações: wiki do longa e IMDb do longa (em inglês)
obra III: In a Heartbeat (Num Piscar de Olhos) (animação, curta-metragem) (spoilers na sinopse) (estadunidense, mas não precisa de legenda)
assista: trailer youtube
sinopse: Num Piscar de Olhos segue a história de Sherwin, um garoto que se apaixona pelo seu amigo Jonathan. (mais informações: wiki da animação (em inglês), wiki da animação (em português) e IMDb da animação (em inglês)
é isso, espero que eu consiga apresentar esses curtas pra alguém que ainda não os conhecia. qualquer erro no post me avisem, por favor. se cuidem <3
edição 1: link pra netflix do longa (obrigado u/orphss)
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2020.08.13 08:21 bobinhozinho relembrando três belíssimas obras LGBT+

introdução/contexto: essas obras são muito importantes pra mim. conheci elas num momento onde eu ainda tava confuso e não aceitando minha orientação sexual, e elas me ajudaram a passar dessa fase.
assim como fizeram comigo, as obras podem ajudar alguns de vocês que estão procurando validação ou com dificuldades sobre sua orientação sexual. mesmo os que não se encaixam nessa descrição, elas são bem feitas, legais e fofas, então recomendo-as de qualquer jeito.
obra I: Eu Não Quero Voltar Sozinho (curta-metragem) (spoilers na sinopse) (brasileiro)
assista: youtube
sinopse: Leonardo, um adolescente deficiente visual que muda de vida totalmente com a chegada de Gabriel, um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo que tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana, Leonardo vive a inocência da descoberta do amor entre dois adolescentes gays. (mais informações: wiki do curta e IMDb do curta (em inglês))
obra II: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (longa-metragem) (spoilers na sinopse) (brasileiro, em português)
assista: trailer youtube(*) compre ou alugue (youtube filmes) netflix
*: aparentemente o vídeo dá pra ser assistido de boa, mesmo que de graça. qualquer problema eu tiro o link.
sinopse: Leonardo, um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade. (adorocinema) (mais informações: wiki do longa e IMDb do longa (em inglês)
obra III: In a Heartbeat (Num Piscar de Olhos) (animação, curta-metragem) (spoilers na sinopse) (estadunidense, mas não precisa de legenda)
assista: trailer youtube
sinopse: Num Piscar de Olhos segue a história de Sherwin, um garoto que se apaixona pelo seu amigo Jonathan. (mais informações: wiki da animação (em inglês), wiki da animação (em português) e IMDb da animação (em inglês)
é isso, espero que eu consiga apresentar esses curtas pra alguém que ainda não os conhecia. qualquer erro no post me avisem, por favor. se cuidem <3
edição 1: link da netflix pro longa (obrigado u/orphss)
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2020.08.08 08:17 Peixefaca Serei o babaca por cortar relações com o meu pai?

Irei começar desde o início, ou seja, desde a infância do meu pai para contar as coisas por ordem cronológica e também contar os dois lados.
O meu pai foi o último de 6 irmãos, isto nos anos 70 que em Portugal foi durante a ditadura. A vida nunca foi muito fácil para a família. No aniversário do meu avô, ele tinha ido ao centro da cidade para comprar bilhetes da seleção de futebol da localidade... o meu avô foi de bicicleta e um bêbado a conduzir, atropelou-o e o meu avô faleceu. O meu pai tinha somente 3 anos, uma mulher com 6 filhos para cuidar sozinha nos anos 70. O meu pai nunca teve um pai propriamente dito porém o meu tio mais velho foi a figura paternal do meu pai e da família, era ele que trabalhava para sustentar a casa, era ele que batia nos meus outros tios quando eram apanhados a fumar e etc. Quando o meu pai tinha 14 anos, o meu tio (com 23, creio) suicidou-se de uma linha de comboio/trem. O meu pai nunca teve uma figura paternal desde então. Depois disso, vários dos meus tios, sem supervisão parental, começaram a consumir drogas e isso inclui o meu pai que aos 14 também, largou os estudos para ir trabalhar. Passaram-se alguns anos e ele mudou o rumo. Largou as drogas, andou numa clínica de reabilitação e arranjou um emprego, nuns anos avante, ele conheceu a minha mãe e aqui estou eu.
Agora que apresentei a história dele, passemos à minha. O meu pai sempre foi bastante ausente, quando eu era criança ele chegava sempre cansado e mal estávamos tempo juntos, ele gritava quando eu cobrava a atenção dele e nunca tivemos uma ligação forte, dado que ele não prestava o mínimo de atenção à família porque achava que sustentar financeiramente era o suficiente. Com os meus 6 anos, o meu irmão nasceu e o meu pai ausentou da mesma maneira. Passou-se um ano e os meus pais separaram-se, a minha mãe foi muito forte porque o meu pai virou grande parte do círculo social dela contra ela, e ainda tinha que sustentar dois filhos! Passaram-se 3 anos e eles resolveram os desentendimentos e juntaram-se. Vale realçar que esses 3 anos eu senti-me livre de medo, o meu pai sempre gritava e intimidava. A minha irmã nasceu e o meu pai não aprendeu nada... Agora, irei realçar pontos importantes para prosseguir a história: o meu pai sempre me deu uma educação machista: mulheres não podem usar roupa curta, gays são doentes e Deus é tudo, obrigava-me a ir na igreja e diminuia-me à frente da família e amigos. O meu pai normaliza bastante assédio, pratica-o e deixei de sair com ele porque não queria ser visto como igual. Por grande parte da minha vida eu fui homofobico e machista, eu fazia "piadas" com meninas que as deixavam mal, até hoje culpo o meu pai, pois eu era uma criança na altura. Por causa dessa inferiorização, virei uma criança tímida e cheia de medo dd ser julgado, atualmente ainda me causa alguns transtornos mentais. Aos meus 14 anos, fui diagnosticado com cancro (linfoma) no último estágio com metástases nos ossos e a se iniciarem nos pulmões. Foram meses muito duros, tive que ficar fechado em casa por 6 meses (é pessoal, essa quarentena é meio leve pra mim) porque eu tinha a imunidade super baixa; na altura eu não tinha nada com que me entreter e queria jogar com amigos meus, achei boa ideia conversar com os meus pais em comprar um pc gamer, a minha mãe hesitou mas o meu pai começou a gritar e chamar-me de ingrato, levantou-me mão e empurrou-me pra trás. Não basta dizer que passei o resto da quimioterapia isolado, né? Depois disso este tipo de discussões foi mais habitual porque desde aí que comecei a me revoltar. Depois dos tratamentos terminarem (sim pessoal, até hoje estou bem :3) decidi dar um novo rumo à minha vida, nos estudos e etc. Mas ele provocava-me sempre e ele tentava me bater. Houve uma vez que a minha mãe se colocou na frente para não me bater e ele complementa empurrou-a. Desde aí decidi não usar mais o nome do meu pai na identificação, só o da minha mãe. Há um tempo considerável que conheci uma menina incrível, começámos a namorar e escondi por bastante tempo por causa da minha família porque eu tinha a certeza que o meu pai iria usar o namoro para me atacar. O inevitável aconteceu, ele soube e veio dar uma de "pai" a dar conselhos de namoro como: "nunca a deixes ter poder", "tu és o dono da relação ", "não deves te importar como ela se sente, pois ela vai te usar". Mais tarde, numa discussão que já nos é habitual, ele disse "vou destruir o teu namoro", "nem sei como ela namora contigo". É por este tipo de coisas que ocultei o namoro. No meu aniversário, a minha namorada deu-me um livro personalizado com todas as nossas memórias, foi bastante caro (amor, se estiveres a ver isto, peço desculpa por ter visto o preço <3). O meu irmão estava a bater na minha irmã enquanto ela chorava baba e ranho, o meu pai ficou no sofá a ouvir aquilo sem fazer nada (a minha mãe tinha saído). Fui lá e comecei a discutir com o meu irmão, ele foi buscar o livro que o meu amor me deu e rasgou-o. Aquilo destroçou-me. O meu pai chegou e começou a rir, colocou as culpas em mim e falei na cara que era um pai de merda, que mais valia eu não ter nascido dele e que por mim ele iria embora. O prólogo não interessa, foi o habitual. Planeio cortar relações com ele quando eu fizer os 18.
Na minha opinião não o consigo culpar, pois ele não teve educação mas não sou obrigado a ter a vida destruída por causa dele. Serei um babaca por cortar relações com ele?
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2020.07.31 19:10 Mr_Lifeboat Sou babaca por odiar minha antiga professora de português???

Oi Lubisco, saudações à você, aos papelões vivos e ao espirito dos falecidos, à Mist e à Galadriel, saudações também aos editores, à turma que está a ver ou ler no Reddit, e à um (in)possivel convidado. Boa noite, bom dia, boa tarde a todos vocês! Minha questão é a seguinte: Eu sou babaca por odiar minha antiga professora de português do oitavo ano, ou eu cultivei um ódio desnecessário sobre ela. A minha professora do oitavo era péssima, ela literalmente odiava o 8 ano inteiro sem motivo(dava para ver a transição da expressão no rosto dela de sorriso a carranca quando ela entrava na nossa sala), já que nós sempre ficávamos quietos na aula dela(por ter muito medo dela des do primeiro dia de aula), ela além de parecer odiar dar aula para a gente, ainda era muito ruim nisso, ela literalmente quase não dava gramática(que embora não seja nem de perto a minha matéria favorita, eu considero bem importante), ela praticamente só dava produção de texto(E não lia nem um terço delas), dava um monte de lição no livro e nem corrigia de verdade para verificar se fizemos, alias, ela passava a maior parte do tempo fora da sala conversando com qualquer um que aparecece, ou mechendo no celular. E ela é uma pessoa muito grossa, certa vez ela disse para um aluno "Espero que você nunca tenha filhos!" e embora o contexto sejá importante, eu acho que ela deveria ter explicado para o aluno o porque a fala dele(que era muito errada e um tanto homofobica) estava errada ao invés de só dizer isso e nem se dar ao trabalho de fazer algo realmente efetivo. Também teve outra situação que aconteceu que me deixou pistola, foi uma prova de português que não foi nem ela que aplicou, pois ela estava viajando com o nono ano, então quem aplicou foi a prof de história, o problema, é que na prova não tinha nenhuma especificação de como fazer a prova, ent a gente tinha que adivinhar se era para fazer de caneta ou a lápis(e ela não tinha dado nenhuma especificação para a prof de historia de como deviamos fazer a prova, ent ela não pode nos ajudar), além disso na prova tinha que preencher um gabarito, e na nossa escola, a gente nunca tinha usado isso, tinha gente que nem sabia oque era e acabou nem preenchendo, eu já tinha feito uma prova em outra escola com gabarito ent eu sabia o que era para fazer lá, mas eu e mais um monte de gente preencheu de lápis o gabarito, e quando ela corrigiu depois de voltar da viagem, ela deu "E" para todos que preencheram a lapis, (e eu não sou ruim em português, sou otima em gramatica e produção de texto, meu unico fraco é a ortografia) ela não se deu nem o trabalho de sinalizar as que eu tinha errado e acertado para eu pelo menos saber no que eu tinha que melhorar, ela só viu o gabarito a lapis e deu "E" para mim e o resto que fez a lapis ou não fez o gabarito, e tipo, eu fazia aula de português particular e mostrei para minha professora particular(que era um amor) a prova, e eu só tinha errado uma questão ou duas questões(não lembro exatamente). Outra situação chata que ocorreu foi assim, ela tinha passado uma redação em grupo, que depois a gente gravaria em um curta, mas a gente teria que gravar durante nossa viagem de estudos do oitavo ano (e ela nem foi para essa viagem inclusive) porem a gente não teve tempo para gravar, já que a gente passava a tarde e manha inteira nas atividades da viagem (nós tinhamos ido para o Petar, que é um lugar para explorar caverna, inclusive, indico muito a viajem, vale muito a pena) então nenhum grupo teve tempo de gravar (na verdade teve um que gravou, que foi o grupo que não ia na viagem e portanto gravou na escola), ela deu "E" para todos os grupos que foram na viagem, mesmo a gente explicando para ela que não tivemos tempo, mas aparentimente estarmos oculpados com as atividades oficiais da viagem, e cansados a noite depois de ter passado a tarde toda explorando as cavernas escalando e etc não é desculpa para não fazer a atividade da professora que nem foi na viagem. Bem, depois de tudo isso eu sai da escola, e mesmo fora, mantenho contato com meus amigos de dentro, e minha mãe mantem contato com as mães de lá, ent eu ouvi de mais casos como esse que aconteceram esse ano antes da quarentena, mas não vou me aprofundar pois eu não vi acontecer, e o texto já está grande demais! Enfim, eu sou babaca por odiar ela? Ou meu odio é compreensível? Por favor, se leram até aqui, me deem um feedback!
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2020.07.21 08:04 electric_junk Paulo Cezar Caju e arrogância futebolística brasileira.

O PC Caju escreveu um texto sobre o Jorge Jesus,"Os exageros sobre Jorge Jesus, o novo 'Deus do futebol'", afirmando no subtítulo se tratar de um técnico mediano, o qual simplesmente estava na hora certa e no lugar certo. E, meu Deus, que texto ruim...
Me deparei com o texto por um tweet do Lance, e fiquei espantado com a quantidade de pessoas concordando com a afirmação.
Acho impressionante a arrogância e ignorância do brasileiro ao se tratar de futebol, ao ponto de não aprendermos nada, mesmo que a verdade esteja escancarada na nossa cara.
Vou tentar elucidar alguns pontos...

É inegável que Jorge Jesus fez um ótimo trabalho no Flamengo e chacoalhou o mercado de treinadores, mas não o suficiente para as mesas-redondas, absolutamente todas, gastarem 80% do tempo na cobertura da sua ida para o Benfica. Elogiei sua postura algumas vezes, mas até a página dois. Jorge Jesus é um técnico mediano e pegou um elenco grande e de qualidade bem superior a maioria de seus rivais.

Sem dúvida o Flamengo tem o melhor elenco do Brasil, mas isso não é suficiente. Não dá para creditar o sucesso da equipe apenas ao elenco. Basta ver o futebol horroroso e pouco eficiente que a equipe praticava quando Abel comandava.

(...) O que não dá é para a imprensa brasileira ser pautada pelo futebol português. E será que o Flamengo trará um outro português? Por isso, o Brasil não avança.
Calma lá! O Brasil não avança porque estão buscando alternativas às opções ruins que temos por aqui?! Que diabo de lógica é essa?!

(...) Será que os portugueses estão revolucionando o futebol? Só faltava essa, termos que aprender com a escola portuguesa!!! Respeito a história de Benfica, Porto, Sporting e todos os outros clubes. Qual a representatividade do futebol português na Europa?
Portugal é um país de área pouco maior que as áreas de RJ e ES somadas, com uma população menor do que a do primeiro (RJ tem ~ 17,2 milhões, contra 10,2 milhões em Portugal). Historicamente, possui dois clubes bicampeões europeus, e teve no SCP um clube competitivo em décadas passadas. Atualmente, eles são apenas os atuais campeões europeus. Só isso, mais nada.
Ademais, é consenso que a Premier League é a principal liga do mundo. Em tempos recentes, Portugal já colocou cinco técnicos diferentes por lá: José Mourinho, Nuno Espírito Santo, Marco Silva, André Vilas-Boas e Carlos Carvalhal. Alguns com sucesso, outros nem tanto, mas, ainda assim, é um número considerável.
E o Brasil? Bem, o único técnico brasileiro que já esteve na PL foi o Felipão, há mais de dez anos. Não só isso, o Brasil simplesmente não tem técnicos nas grandes ligas europeias (por favor, corrijam-me se estiver errado). Os poucos casos recentes normalmente são de pessoas já ligadas à um clube, como Ricardo Gomes no Bordeaux e Leonardo no Milan. Depois o Leonardo até teve uma boa e curta passagem pela Inter, mas isso acabou já ha quase dez anos. A desculpa de que não se olha o mercado sul-americano simplesmente não cola quando nomes como Pochettino, Sampaoli e Pellegrini tiveram passagens recentes pelas grandes ligas europeias.

Se JJ é mediano, então os brasileiros são muito fracos. E o que mais se viu foi o negacionismo dos brasileiros. De um ressentido Abel Braga, à um irrelevante Argel Fucks e, não menos importante, um orgulhoso Renato, o qual tomou de cinco após declarações estapafúrdias.

(...) Mas a imprensa transformou Jorge Jesus em um superstar. A carência de ídolos é impressionante. Por que essa imprensa, que só fala o óbvio, não pega o Paulo César Carpegiani e o convida para dar um passeio pela Rua Carioca? Aposto que muitos torcedores da nova geração não o conheceram e ele foi mais longe do que Jorge Jesus, além de ter jogado mais bola.
Zero correlação.

(...) Olha que se fizerem uma pesquisa no Brasil sobre o português mais famoso do futebol Jorge Jesus barrará Eusébio e Cristiano Ronaldo. Como costuma dizer o locutor Sílvio Luiz, "pelo amor dos meus filhinos", paramos no tempo, idolatramos quem trabalha melhor o marketing pessoal.
Parece que quem parou no tempo foi o próprio PC Caju.

(...) e que algum especialista em futebol me aponte alguma revolução ocorrida em nosso futebol, além do melhor preparo físico, nos últimos 50 anos. Eu só vi retrocesso.
E ainda falava sobre parar no tempo. PC Caju esbanja um saudosismo tosco de que antigamente era tudo melhor, não compreende as mudanças que ocorreram no jogo e acaba descartando o jogo como é hoje. Se fosse tudo tão igual assim, nomes como Luxemburgo e Scolari continuariam a ter o mesmo prestígio e qualidade que tiveram nos anos 1990 e 2000. Achar que o futebol de hoje é a mesma coisa que se jogava em 1970 é estar bizarramente fora da realidade.

Além disso, demonstra uma arrogância típica brasileira de que, por um sucesso histórico da seleção, não devemos nada aos outros países. Depois não entende (e talvez nem perceba) como apesar de grande fábrica de talentos, não temos nenhum nome relevante entre treinadores; ou como mesmo com essa supracitada fábrica, não temos um melhor do mundo desde 2007, e mesmo com a desculpa de que essa última década foi dominada por dois jogadores muito acima dos demais, poucas vezes tivemos alguém concorrendo ao prêmio (Neymar 2015 e quem mais?).

E, mais importante: com esse comportamento, talvez não se entenda e nem se perceba como o Brasil não ganha de um europeu em mata-mata de Copa do Mundo desde que foi campeão em 2002. Desde então, quatro jogos e quatro derrotas, para França, Holanda, Alemanha e Bélgica, respectivamente. Sendo que no caso do último, muita gente ignorava justamente pelo argumento de que "nunca ganhou nada" ou "não representa nada no futebol".

Edit: editei porque publiquei sem querer uma versão incompleta.
Edit2: o título saiu errado. Era pra ser "Paulo Cezar Caju, o saudosismo e a arrogância futebolística brasileira." Agora já era...
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2020.07.05 15:53 SoVimObservar ESTOU ERRADO DE MANDAR MEU MELHOR AMIGO SE AFASTAR DE MIM?

(terceira tentativa de postar, na esperança de não ser removido como spam)
Hola Turma, chat, papelões, gatas, editores, convidado, Snorlax... E oi pra vc tbm Luba 🤭
Vamos lá...
Entaoo, eu sou um garoto gay assumido desde meus 13/14 anos (atualmente com 19), eu tive certeza da minha sexualidade quando eu comecei a olhar meu melhor amigo (esse ano faz 13 anos de amizade ou ao menos deveria)o
Bom, a nossa história começa nessa época, entre 2014, então senta Luba, que vai ser longo...
Quando eu tinha 14 anos eu contei para o meu melhor amigo (nesse caso chamaremos ele de Fudêncio) que eu gostava dele, que acreditava que o que eu estava sentindo por ele, era um pouco mais que amizade, eu ainda não tinha contado que era gay pra ninguém, ele foi a primeira a pessoa, então decidi matar dois coelhos com uma cajadada só, contei que gostava dele e automaticamente contei que era gay! Quando eu contei, tinha noção que eu poderia estar colocando nossa amizade em risco (esse é um dos maiores medos não é?), Mas bem diferente do que pensei, ele foi extremamente compreensível, ele disse que não sentia o mesmo que eu e que ele não era gay (tá guardando as informações né?), disse que apesar dos meus sentimentos ele não mudaria comigo pq nossa amizade era mais importante e que ele me amava como amigo!
Bom, aceitei esse fato com muita dor, aliás apesar de muito novo, hj eu tenho noção de eu sentia amor por ele! O tempo foi passando, nossa amizade foi ficando cada vez mais forte e Clara, estávamos crescendo e amadurecendo, mas eu não tinha superado meu sentimento por ele e era difícil pq fazíamos tudo juntos, vivíamos juntos, era escola de manhã e curso de tarde (fazendo as mesmas coisas) e de noite um sempre ia pra casa do outro! Nós realmente nos conhecíamos melhor que qualquer outra pessoa..
Quando tínhamos 16, todo mundo sabia que eu era gay e eu me orgulhava disso, não tinha medo de ser quem eu era e o Fudêncio sempre esteve do meu lado, mas foi nessa época que o Fudêncio começou um namoro (Claramente nada saudável), como eu disse ninguém conhecia ele melhor que eu! Eu via que essa relação estava mechendo com o psicológico dele, ele não era mais o mesmo e alguma coisa o incomodava, não precisava muito pra saber que ele não estava nenhum pouco feliz, mas ele sempre negava pra mim e pra todos, ele estava escondendo algo de mim e achava (hj tenho certeza) que estava escondendo algo dele mesmo!
Sei que nessa história ele acabou de afastando de todos, inclusive de mim e nunca tinha me sentido tão traído e de coração partido, eu amava ele e era completamente apaixonado por ele, foi um desgaste emocional e psicológico bem grande pra mim ter que superar isso nessa situação... No final dos meus 17, nós nos reencontramos em uma festa, eu sempre fui meio "popular", todo mundo me conhecia e eu puta como era aproveitava da situação pra dar uns beijos! Quando já tava quase 01h da manhã ele chegou nessa festa e meu pai, que garoto lindo, estiloso como sempre e gato como nunca! Bom, nosso ciclo de amizade era o mesmo, então nessa festa era meio que impossível evitar contato com ele! A madrugada foi passando, a gente foi conversando e eu percebi que amizade ainda era a mesma, ele tinha terminado, senti que ele tava muito mais feliz, o olho dele brilhava e era uma outra pessoa depois do término do namoro! Reconheci ali por quem me apaixonei...
Bom, teoricamente tudo tinha voltado ao normal, tinha acabado de recuperar a nossa amizade... eu ainda tava apaixonado por ele, mas acontece... Quando fizemos 18 o Fudêncio recebeu uma proposta de trabalho muito importante pra ele (não vou bem dizer o que é, tenho amigos que são seu público e esse sentimento por ele sempre foi um segredo nosso e o trabalho é bem específico), mas ele tinha que viajar, pra outras cidades, cada hora um lugar diferente, quando ele foi prometeu que manteria contato e que nada ia mudar (mesmo promessa de 14 anos) e ele ainda sabia do meu sentimento por ele eu não escondia dele, mas ele ainda dizia que era hetero, quem sou eu pra dizer o contrário né!?
Ele viajou, começou a trabalhar, nossas conversas ficavam cada vez mais curtas, cada vez menos tempo para mim... Foi quando eu comecei a seguir minha vida (demorou né? 😒)... Eu sempre fui pessoa de andar em festas e foi em uma dessas festas que eu conheci um garoto lindo, divertido, atencioso (mais novo que eu, mas não vem ao caso) Foi a primeira vez que eu me esqueci do Fudêncio, que a falta dele não me afetou em nada, esse garoto (hoje meu namorado) é uma das pessoas mais importantes pra mim agora, ele me ajudou a me entender, a me amar e a se importar comigo mesmo em primeiro lugar...
É aqui que história fica mais interessante e o título tem mais sentido....
Faz meses que o Fudêncio simplesmente se auto eliminou da minha vida, faz um mais de um ano que conheço meu namorado e vai fazer um ano que não tenho notícia do Fudêncio, pelo menos até semana passada... Esses dias ele (Fudêncio) apareceu na minha casa, nem sabia que ele tinha voltado pra SP.. ele veio na minha casa e como meus pais já o conhecia a anooos, deixaram ele entrar, ele foi até o meu quarto, pois ele já conhecia tudo ali, eu me assustei em primeiro momento, mas quando ele começou a falar foi me subindo um ódio tão grande!!! Poxa, ele simplesmente sumiu da minha vida e volta como se nada tivesse acontecido falando as coisas que ele tava falando, quer saber o que era?
"Desculpa, sei que sumi por muito tempo, mas precisei pra entender o que eu tava sentindo" "Acho que eu te amo" "Sempre te amei desde quando você me contou que gostava de mim com 14" "Sei que demorou muito pra mim assumir isso, mas eu te amo e te quero como meu namorado" "Somos melhores amigos, podemos ser ótimos namorados"
E um monte de coisa desse tipo, eu realmente não podia ficar mais revoltado com isso, minha vontade de chorar era enorme, mas a de meter o socão na boca dele era maior...
Mas foi nesse momento que eu percebi e tive certeza...
Eu não sentia mais nada por ele, conheci alguém que me amava e gostava de mim desde de o começo, alguém que eu aprendi a amar e respeitar, meu namorado é muito bom pra mim e não podia deixar o Fudêncio simplesmente aparecer do nada e jogar essa bomba querendo que eu largasse tudo pra ir viver um amor antigo que eu nem sabia se era verdadeiro...
O resultado: Pedi pra que ele se afastasse de mim, ele já tinha me abandonado antes, podia fazer isso dnv, eu estava triste e chateado, mas preciso priorizar minha felicidade e com alguém que eu sei que vai estar comigo, o Fudêncio ficou mal, mas ele só tá sentindo agora o que eu senti por anos, eu me sinto mal por ele estar assim, mas preciso pensar em mim..
Estou completando 9meses de namoro e acredito que encerrando 13 anos de amizade, mas tudo se resolve no final...
Bom é isso gente, um beijão Luba, se tiverem dúvidas em algumas coisas eu esclareço pra vcs!! Beijãooooo
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2020.06.10 15:53 yuroxavier Eu sou babaca por te amar de verdade?

Ola luba, editores, gatas, papelões sobreviventes, possível convidados ( o sexto andar não merece comprimento ) sou de São José dos Campos - Sp se quiser imitar o sotaque paulista ficarei muito feliz kkk
A minha história começa um pouco antes do ano passado, digamos a três anos atrás, eu tinha um amigo muito legal que não morava aqui no estado de São Paulo mas sim no estado ao lado. Bom era uma amizade muito fofa pois eu confiava nele com toda a minha alma ( realmente confiei o meu coração a ele, eu sei isso foi idiota da minha parte )... Mas é claro além dele tive um outro amigo esse sumiu do mapa, porém o Cals ( nome que o luba sempre usa ) ksks, mas voltando, passou dois anos e em 2018 comecei a perceber que estava gostando dele de uma forma diferente, parece que o amor de amigo estava evoluindo para um amor um pouco mais verdadeiro como um amor, burrice a minha porque não sabia o que iria vir no ano seguinte pois passamos o ano de 2018 todo marcando de nos ver, entrou 2019 e como todos sabem aconteceu tudo aquilo porém mantive muito animado para ver ele.
Chegando o mês de julho para ser mais exato dia 1° de julho, ele me liga e me pede desculpa por tudo aquilo que fizemos ou que ate mesmo pensamos em fazer, claro o baque foi grande, mas pedir desculpa foi a coisa que me doeu na alma pois antes dele ser o meu amor verdadeiro ele era o meu melhor amigo, claro conversamos por um tempo porém não conseguia esconder a dor de tudo aquilo claro tive amigos que me apoiaram e muito nesse momento pois foi a primeira vez que eu gostei de alguém verdadeiramente, claro vocês querem saber o motivo do pedido de desculpa, ele achou uma guria muito bonita, e começou a namorar esse é o motivo para ele ter me ligado e terminado um começo de um namoro a curta / longa distância ...
Obs: Na epoca eu queria mesmo ver ele, tipo estavamos combinando de nos ver, mas depois que teve tudo isso passei alguns dias conversando com ele, passei o dia do meu aniversario chorando e sozinho kkkk, real oficial comi lanche mas tava sofrendo... Pessoal que estao pedindo informação sobre o que eu fiz, entao aqui vai uma parte escondida para melhorar fiz o que toda pessoa que esta doente de amor faz, foi chorar no ombro de um amigo, confesso que foi um dia muito legal, o motivo do bloqueio dele é que para ele se afastar seria mais fácil de superar, mas hoje em dia eu estou bem e torcendo para a felicidade dele... Espero que isso tenha ajudado na complementação de algumas informações que faltaram, so que não lembro de muita coisa. Mas acho que é isso, então pessoal eu fui babaca por me apaixonar pelo meu amigo?
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2020.06.06 04:37 evelyndamendes O NICE GADO. Uma história trágica sobre um gado que na verdade era nice guy

PRimeIrA vEz AqUI MIMIMI Oii lubisco, turma, editores e possível convidado. ❤️ Essa história é trágica e cômica ao mesmo tempo. É longa mas vale a pena (eu prometo). Sou baiana então pode fazer o sotaque se quiser. Tudo começou em dezembro de 2018 quando eu cheguei em Buenos Aires e fui numa igreja. La tinha um menino que vou chamar de Carls que desde o primeiro dia que eu cheguei começou a dar em cima de mim. Ele ficava perguntando aos nossos colegas como dizer elogios em português e o tempo todo ficava falando coisas para mim. Um tempo se passou e eu comecei a servir no mesmo grupo de voluntariado da igreja com ele e como tínhamos um grupo no wpp ele conseguiu meu numero. Foi aí que a bizarrice começou. Ele passava 24h mandando mensagem e a conversa no começo era até ok. OBS: as conversas estão parafraseadas pq ele não fala português Tinham momentos que eram muito cringe (já chego lá), mas no geral nos dávamos bem. Eu tava fazendo um curso de espanhol e ele fazia questão de ir até o curso depois da aula pra poder me ver e confesso que no começo eu achava fofo. Só que ele começou a se esforçar um pouco de mais e sempre que estávamos junto eu não podia abrir a boca sem ele falar o quanto eu era linda e como minha voz era música para os ouvidos dele (sim, exatamente). Ele parava as pessoas na rua só pra falar “olha pra ela, ela não é linda?” (é sério). Eu já tava ficando um pouco incomodada. Ele começou a me mandar vídeos dele treinando e com legendas como “colocando o corpo em forma pra você”, vídeo beijando O FUCKING VIOLÃO DELE e dizendo “é exatamente assim que eu vou beijar seus doces lábios” tipo ???!!. Ele começou a me seguir pra todo lado na igreja e eu não podia falar com ninguém sem que ele estivesse ao lado, eu já tava bem assustada nesse ponto. Eu já tava cortando contato com ele, mas tentando manter a simpatia e educação, até porque naquela época eu ainda era bem besta e tinha vergonha de falar as coisas na lata e tbm nós servíamos juntos na igreja e eu não queria climão. A gota d’água foi quando eu comecei a fazer amizade com um garoto colombiano da igreja tbm e ele (Carls) ficava 24/7 soltando indireta. O meu curso de espanhol era ao lado do trabalho (starbucks) do colombiano então eu passava lá as vezes pra cumprimentar e quando eu chegava em casa tinha mensagem do Carls falando “você tem passado muito tempo no Starbucks últimamente né?” ou “Ah como foi sua visita ao seu amiguinho?”. Como ele sabia nem eu sei! Eu já tava muito assustada e tentando a todo custo evitar o Carls e não dar papo. Olhando hoje pra trás eu vejo que eu deveria só ter sido curta e grossa, mas fui mt trouxa. O colombiano e eu ficamos bem amigos e ele resolveu me convidar pra célula dele e eu fui. A partir de agora começa a loucura. Chegando em casa tinha uma mensagem do Carls falando “você tem alguma coisa pra me contar?” e eu não entendi nada. Carls: vc acha que eu não vejo seu instagram? Eu tinha postado uns stories na célula. Carls: “eu sempre soube que o colombiano tava dando em cima de vc, mas eu imaginei que você seria mais esperta.” Eu fiquei super confusa e falei que não sabia do que ele tava falando e que eu só tinha ido na célula com ele. Carls: “Não sei porque eu fui perder meu tempo com vc, claramente seu coração já é dele. Você deveria ter me avisado antes assim eu não ficaria como um idiota correndo atrás de alguém que claramente quer outro.” Eu comecei a ficar bem puta nesse momento e falei pra ele largar de ser louco. O colombiano era apenas meu amigo e mesmo se fosse algo mais eu nunca dei esperança ao Carls e disse a ele que se essa era a intenção dele comigo que ele podia parar de “perder o tempo dele”. Ele fez o maior drama, falou que eu era fria, sem coração, disse que eu era muito burra por não perceber o “plano do colombiano” pediu pra eu esquecer que ele existia e apagar o número dele. Aí eu falei “tá bom” e ele disse “Eu não esperava nada diferente de vc msm, vá ser feliz com o colombiano”. Você pode achar que acabou, mas literalmente assim que ele terminou de me mandar isso ele foi NO GRUPO DA IGREJA com todos nossos líderes e colegas e começou falar. Ele dizia assim: “Família, eu preciso que vocês orem por mim. Faz dias que eu não consigo comer, nem dormir, nem parar de pensar nessa tragédia que me aconteceu. Meu coração está quebrado em milhões de pedaços, passei pela maior decepção da minha vida. As pessoas podem ser muito más. Me ajudem, família, preciso de vocês nesse momento”. Eu fiquei EM CHOQUE! Não podia acreditar que esse cara era realmente tão louco e tinha uma imagem tão distorcida da realidade. Eu tava muito puta de verdade e as pessoas, como esperado, ficaram super preocupadas perguntando o que tinha acontecido. Eu tava a ponto de esculhambar ele todo quando ele apagou a mensagem no grupo e me mandou mensagem no privado. Carls: Me desculpe. Eu sei que estou errado, mas é que te amo tanto que só o fato de pensar que você poderia estar com outro me fez ficar louco. Mas eu amo você e eu sei que Deus colocou você na minha vida, quero que você seja minha mulher, eu to sofrendo tanto sem você, preciso de vc.... (ele falou mais mil coisas como elogios e mais merda e eu vou simplesmente resumir por aqui.) Eu falei que ele era louco e eu realmente não entendia porque ele estava agindo como se isso tivesse acontecido há dias sendo que fazia tipo 1 hora. Falei que foi ridículo o que ele fez no grupo e que eu não queria ter nada a ver com ele ou a vida dele. Vocês acreditam que o MISERÁVEL me mandou ler 1 Coríntios 13? (aquele que fala sobre o amor que tudo suporta, perdoa, etc) Falou que eu TINHA que perdoar ele, que DEUS PERDOA TUDO e que o NOSSO amor era maior que tudo. Que eu não podia jogar nossa história no lixo por conta de um erro besta, que a gente ia ser feliz junto e que ele ia ser o melhor ESPOSO que eu pudesse imaginar Eu realmente fiquei em choque, não podia acreditar que existissem pessoas tão loucas que vivem em uma própria realidade dentro da cabeça. Eu demorei um pouco para racionar, mas de alguma forma eu conseguir falar alguma coisa. Parafraseando eu disse mais ou menos isso: Eu não sou Deus e eu não sei de onde você tirou que eu te amo. Éramos amigos até você começar com suas insanidades e me afastar completamente. Por favor, não fale mais comigo. Depois disso ele saiu falando mal de mim pra todo mundo, me bloqueou de tudo que é lugar e bloqueou o colombiano tbm. Plot Twist: 2 meses depois dessa loucura o colombiano e eu começamos a sair sem pretensão nenhuma e hoje rimos juntos dessa história na nossa casa com nosso cachorrinho chamado Benji. Estamos juntos há 1 ano e 2 meses e pretendemos nos casar. Fim
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2020.05.02 13:38 amornostemposdequa Peles e Espelhos

Tocava Stevie Wonder nas caixinhas de som ligadas no meu notebook enquanto meus dedos frenéticos teclavam mais um conto como esse. Os dedos acostumados com o teclado barato que se tornou uma ferramenta, uma extensão de meus sentimentos mais profundos e secretos. Diferente de meu coração verde que inventava histórias sem nunca as ter vivido de fato.
Mergulhado naquela tarde vazia eu ouvi alguém chamar no portão. De quem era aquela voz? Era feminina, mas de ninguém que eu conhecia. Parecia uma voz de anjo. Engraçado, parece que chamou dentro da minha mente interrompendo meu raciocínio. Quem ainda está visitando alguém no meio dessa pandemia? Não liguei nem parei de escrever por um segundo. Estava tão concentrado naquele parágrafo que parecia que estava apaixonado pelas mesmas palavras que eu usava todo santo dia. Como se fosse um tecido que eu desfiava durante o sono e costurava novamente durante a vigília.
A porta do meu quarto estava meia aberta e a música nas caixinhas de som ainda tocava algum soul dos anos 70’s quando de repente minha mãe me chamou da sala.
— Calmae, mãe.. — eu disse sem tirar os olhos da tela do notebook e sem vontade nenhuma de sair da minha cadeira. E antes que eu pudesse terminar a última frase do parágrafo ela entrou no meu quarto bagunçado acompanhada de minha mãe.
— Ouh menino, levanta pra cumprimentar sua prima. Ela vai ficar um tempo aqui com a gente antes de voltar para o Rio.
Quando eu virei a cadeira giratória me deparei com uma das coisas mais lindas já vistas pela retina dos meus olhos secos de tanto ficar em frente a tela de um computador. Seus pés com as unhas brancas à francesa davam contraste com sua pele jambo e suas solinhas estavam vermelhas de tantas horas de tênis dentro do ônibus. Usava um short jeans e uma desprevenida blusa amarela de alça deixando a pele negra exposta a luz do sol que a beijava suavemente naquela tarde amena do interior de São Paulo. Usava uma trança no cabelo e seu olhar parecia tão forte e profundo. Parecia que me olhava dentro da alma. Eu não acredito em alma gêmea mas tem olhos que parecem um espelho refletindo coisas que nem nós mesmo sabíamos que existia dentro da gente.
Eu levantei para cumprimentá-la. Dei um beijinho no seu rosto e ela como boa carioca me segurou um segundinho a mais para me dar um segundo beijo no outro lado da minha bochecha. Vendo que eu estava tímido ela me puxou e me deu um abraço.
— Oi primo, você lembra de mim? — Ela disse enquanto sorria não só com a boca mas também com os olhos com a testa com o corpo inteiro. Ela tinha um sol sobre sua cabeça. É claro que eu não me apaixonei assim rápido. Na verdade, só depois de algum tempo que eu notei aquela beleza em todo seu esplendor. Até então em minha curta vida amorosa meu coração tinha apenas se iludido sem saber bem o porquê, com os arquétipos inalcançáveis que a televisão colocou profundamente em meu inconsciente medroso e frágil.
Mas eu não lembrava dela. Não daquele mulherão que eu tinha na minha frente. Talvez algum resquício no fundo da memória de uma vez em que fomos no Rio e ficamos na casa da minha tia. Na verdade, eu lembro dela sim. Mas como ela era mais velha a gente não teve muito contato. Eu era apenas um menino e ela uma pré-adolescente sem paciência para criancices. Cerca de quinze anos se passaram e eu nunca mais tive contato com ninguém de lá. Até esse momento.
Depois que ela tomou banho e se instalou no quarto que era do meu irmão fomos jantar na mesa da cozinha.
— Primo, eu fiquei tão feliz quando soube que você fazia letras também.
— Ah, sim. Eu achei legal você fazer também. — Eu disse enquanto pensava que esse era um daqueles raros momentos em que a gente deixa de se sentir de todo só no mundo. Sorri calado enquanto dava uma garfada na costela com mandioca que minha mãe tinha feito.
— Você está em qual ano? — Ela perguntou.
— Terceiro. Mas acho que eles vão cancelar o semestre. Nosso campus resolveu peitar o governo e não colocar o ensino a distancia.
— Nossa, que corajoso. Se esse governo não cair eles vão ter arrumado uma puta briga com esse ministro louco. Quando passar essa pandemia eu quero conhecer seu campus.
— Vamos sim.
— Mas Jade, como que está a Tereza? — Minha mãe perguntou enquanto enchia o copo de suco.
— Ah tia, minha mãe está bem. A última vez em que a vi foi em fevereiro antes de vir aqui para o interior e começar minha pós-graduação. Mas agora sem ônibus eu nem sei quando vou conseguir voltar para o Rio.
— Eles estão dizendo que em agosto mas eu duvido muito. Você viu menina, o povo tudo na rua levando essa doença na brincadeira.
— Eu vi, tia. Pelo que minha mãe fala, lá no Rio também nego não está nem aí e os hospitais já estão abarrotados de gente.
— Só Jesus, né minha filha. — Logo após minha mãe terminar a frase eu perguntei a Jade:
— Você pesquisa que área na sua pós?
— To fazendo pós-graduação em semiótica. Você já teve essa matéria?
— Sim, sim. Tivemos um professor incrível. Era foda as análises que ele fazia.
— Ah primo depois a gente pode trocar algumas figurinhas semióticas haha — Ela disse isso com alguma maldade nos olhos que me pegou desprevenido.
Seu sorriso era um mundo aberto. Sua energia era um universo a parte que nos convidava a interagir. Era difícil ficar imune aquela pessoa. Para mim as vezes era difícil até respirar perto daquela mulher. Timidez e inexperiência junto com as desconstruções da internet me faziam ficar calado toda a vez que ela fazia uma gracinha um pouco mais provocativa. Eu nunca soubera se ela estava me dando mole ou apenas sendo legal. Na dúvida eu ficava sem jeito e calado. Ela percebia. E ria. Sabia que mexia comigo a danada. Depois eu escrevia no word toda minha afobação por estar perto dela. Mesmo com esse nó que eu tinha dentro de mim não demoramos a flertar pesadamente dentro de casa.
Certo dia de isolamento, em que ninguém sabia mais qual dia da semana era, ela entrou no meu quarto enquanto eu escrevia no notebook. Senti um cheiro de loção pós banho de maracujá invadir minhas narinas. Parecia um cheiro de mar. Tropical e fresco como agua de coco no calor de uma praia deserta.
Sua presença quente e seu perfume amarelo me excitaram de uma forma. Era como alguém tivesse apertado um botão dentro de mim. Claro, que já estávamos há não sei quanto tempo sem transar então não era de estranhar alguma tensão sexual no ambiente.
Apesar de já estar acostumado de ficar na sexa naqueles tempos eu estava tocando no mínimo duas por dia. Meus contos estavam mais eróticos que o normal. Tudo era tesão, raiva e medo. Notícias trágicas na minha linha do tempo vinham seguidas de nudes, soft porn e xingamentos às loucuras do presidente. Não exatamente nessa ordem. Eu as vezes sentia que ia explodir como uma bomba! De nêutrons, de hormônios, de amor.
Ela sentou na minha cama e ficou me olhando escrever enquanto tocava bacu exu do blues na minha caixinha de som. Seus pés macios como seda tocavam com as pontas dos dedos o tapete de crochê que minha mãe tinha feito. Ela estava mais calada que o normal e dessa vez foi eu que tomei a iniciativa para começar a conversa.
— Jade, o que você faria se estivesse afim de alguém mas não sabe se é reciproco ou não. É para um personagem que tô escrevendo aqui.
— humm.. depende da pessoa. Eu geralmente costumo ficar olhando calada, dando uma indiretas até a pessoa falar alguma coisa.
— E se a pessoa não percebe ou não toma a iniciativa?
— Aí ela perde TUUUDO ISSO haha — Ela disse isso e deu uma risada gostosa jogando seu corpão na cama.
Salvei o documento que eu estava escrevendo e deitei na cama ao seu lado. Ela encostou em mim deitando sua cabeça em meu bíceps. Quase pedia por um carinho como uma gata. Senti o cheiro de seu cabelo crespo e alto. Um vapor quente saía de seus poros e entrava direto na minha alma fazendo meu coração bater fortemente.
Nos olhamos de frente e novamente aquela sensação de alma gêmea surgiu como se estivéssemos espelhando nossas vidas conturbadas. Senti medo de me conhecer. Eu tenho medo de me conhecer mas ali com aqueles olhinhos castanhos me olhando e me devorando, eu sentia que a muralha do medo dentro de mim começava a ceder.
A janela do quarto estava aberta e deu pra ver uma estrela cadente cortando o céu como um meteoro da paixão. Sim é brega, mas fodasse. Deixei passar aquele desejo pois minha língua estava sendo sugada pela mulher mais linda que eu já tinha visto na vida. Ela sem roupa era uma deusa toda perfeita na sua imperfeição.
Era uma potência em cima de mim. Virada no diabo ela pediu para eu chupa-la. Ela enfiava minha cara entre suas pernas e puxava meu cabelo para lá e para cá guiando o seu próprio prazer. Quando ela gozou eu me senti um rei que acabara de tirar uma espada de uma pedra sem esforço algum. Em sua respiração ofegante entendi como naturalmente as coisas acontecem. Minha cabeça entrou no modo de escritor e eu quis correr para o bloco de notas para tomar nota daquela sensação mas logo aquela deusa de ébano me pegou pela nuca e enfiou a língua dela na minha boca até quase sair pela minha nuca. Depois me jogou na cama e montou em mim, cavalgando até eu não aguentar mais e enche-la com meu esperma quente. Ela tremia quando caiu ao meu lado da cama. Teias de aranha tiradas finalmente e de modo triunfal. A comida sempre fica mais gostosa quando se está com fome.
Apesar das recomendações, transávamos quase todos os dias. De todas as formas possíveis. As vezes só para matar o tédio de todos os domingos em que tinha se transformado os dias da semana. Achei engraçado que minha mãe não percebia. Ou percebia e ficava calada. Eu não sei se a questão de sermos primos a incomodava. Talvez ela percebesse que era nada sério. Eu não se para Jade, mas para mim foi muito sério. Pela primeira vez eu pude conhecer o corpo de uma mulher profundamente e pude mergulhar sem medo dentro das possibilidades do meu próprio prazer.
Espelhávamos um no outro não só os olhos mas também a cor de nossa pele, nossa história e passado. Também pela primeira vez não me senti subjugado nem em dúvida. Nem diferente, nem com medo, nem nada. Éramos apenas duas pessoas jovens e saudáveis fodendo num quarto. Eu finalmente era um homem. E só. Com meus defeitos e qualidades e com o direito de aprender com meus erros e acertos.
Cerca de dois meses se passaram e no primeiro relaxamento do lockdown Jade decidiu voltar para casa de sua mãe no Rio. Eu a levei até a rodovia do município. Foi e ainda é muito entranho ver todo mundo de máscara, o distanciamento das pessoas e o nosso também. Por mais que quiséssemos ficar abraçados naqueles últimos momentos juntos não queríamos ser os únicos a não respeitar a nova cultura que foi imposta pelo vírus.
O busão da Andorinhas com uma placa escrito Campo Grande x Rio de Janeiro finalmente chegou. Ela me deu um abraço apertado e seus olhos sorriram acima da máscara preta que ela usava. Senti vontade de lhe dar um beijo e ela pressentindo meu desejo tirou sua máscara pela alça na orelha. Depois cuidadosamente tirou a minha também. Passou os dedos com as unhas sem esmalte no meu rosto. Me beijou profunda e amorosamente por alguns segundos. Não sabíamos se nos veríamos de novo. O medo e o futuro incerto pairavam no ar. Eu queria mais que tudo vê-la novamente em breve. Não só por pela intensidade de tudo que vivemos, mas por uma necessidade de acreditar no futuro. Nada como o medo da morte para nos fazer dar valor as pequenas coisas da vida.
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2020.04.25 16:06 ValisCode A política brasileira se tornou um Kubanacan

As novelas brasileiras são famosas no mundo todo. Outro dia fui tomar um chope com amigas russas que eram loucas por Escrava Isaura e O Clone. Com episódios diários ao longo de oito ou nove meses, as novelas têm uma característica quase universal: nada acontece.
Você pode ir ao banheiro no meio do capítulo, perder um ou outro episódio ou até ir tirar férias com a CVC. Quando volta, a trama se moveu pouquíssimo. Nada que aquele resuminho no jornal em menos de 140 caracteres não resolva, mesmo nas semanas mais críticas.
O ano de 2003 trouxe uma virada significativa na sociedade brasileira. De repente, uma novela trouxe uma proposta completamente diferente: Kubanacan se passava em uma ilha tropical e contava a história do Pescador Parrudo, que era o Marcos Pasquim sem camisa.
É possível que você nunca tenha ouvido falar em Kubanacan e não conheça nada do "misterioso pais del amor" Basicamente, era um lugar muito louco no caribe, comandado por um ditador ambicioso e cheio de fenômenos sobrenaturais. Uma mistura de Uga Uga e Lost com um tempero latino.
Ao contrário das novelas tradicionais, tudo acontecia ao mesmo tempo em Kubanacan! Você olhava para o lado e um gêmeo malvado tinha aparecido na história. Piscava o olho e o gêmeo já tinha sido assassinado. Uma bomba ia explodir a qualquer momento, mas desaparecia sem explicação.
A novela era tão doida que só Marcos Pasquim interpretou 3 personagens diferentes - um deles ainda tinha uma segunda personalidade chamada Dark Esteban. O roteiro não fazia o menor sentido. Aliás, em alguns momentos pairava a dúvida se havia roteiro ou se era tudo improviso.
Mas, debaixo de toda essa loucura, havia um segredo enterrado em Kubanacan: na verdade, nada acontecia. As coisas se mexiam, explodiam, mas a história não saía do lugar. Se você fosse no banheiro, perdia muito... Se ficasse um mês sem assistir, na verdade não perdia nada.
Ao contrário das novelas tradicionais, com looongos arcos e evoluções lentas que eventualmente levam a algum lugar (geralmente casamento ou queda de penhasco), Kubanacan se baseava em histórias curtas e inesperadas, mas que não acrescentavam nada para a trama geral.
A política nacional, que sempre foi uma novela do Manoel Carlos passada no Leblon, daquelas bem lentas e articuladas, se tornou um Kubanacan do caralho.
Todo dia o noticiário mostra um novo escândalo. Todo dia uma surpresa. Do 7x1 pra cá, a cada semana paira a dúvida se há roteiro ou é tudo improviso. A gente já nem lembra das notícias da semana passada... No meio desse roteiro doido, aparece até uma pandemia.
Agora o presidente vai na TV pra dizer que o filho passou o rodo no Vivendas, que a sogra é traficante, que ele chamou uma mulher de gorda, que desligou o aquecedor que já era solar, que não deixou trocarem o taxímetro... Foi tanta coisa que até me perdi. Um suco de Kubanacan.
São tantas histórias, tantos personagens e tão pouca lógica que a cabeça gira. Mas, na verdade, se a gente se afastar um pouco, percebe que não dá pra ficar surpreso com nada que está acontecendo. Nada. É só uma longa história se desdobrando.
Se você perde um capítulo, acaba perdendo muita coisa - e o capítulo de hoje foi brabo. Se fica sem assistir por mais tempo, no entanto, parece que nada mudou. Uma nota de repúdio aqui, uma briga acolá... Mas o barco segue - e segue sem rumo - num ciclo aparentemente perpétuo.
Resta saber o que vai sobrar do Brasil para contar a história. Enquanto isso, a gente segue tomando no Kubanacan.
PS: esse texto foi escrito há quase três anos. Só precisei adaptar meia dúzia de frases. O fato de ele conversar tanto com o momento atual só mostra que vivemos mesmo na ilha do Pescador Parrudo.
Texto desviado ilegalmente (ou não) daqui: https://mobile.twitter.com/teofb/status/1253858466105565185
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2020.03.28 11:46 tatubolinha2000 Mantenha-se informado 28/03

📰 JRMUNEWS 🗞 Ano 2 – Nº 405 🗺 Notícias do Brasil e do Mundo 🗓 Sábado, 28 de março de 2020 ⏳ 88º dia do ano no calendário gregoriano 🌘 Lua Crescente 11% visível
💭 Frase do dia: "A verdadeira coragem é ir atrás de seu sonho mesmo quando todos dizem que ele é impossível." - Cora Coralina
Hoje é dia... 🔹 das Comunicações Navais 🔹 do Diagramador 🔹 das Lutas Estudantis 🔹 do Movimento Hora do Planeta 🔹 do Revisor
😇 Santo do dia: 🔹 São Guntrano 🔹 São Xisto III
🎂 Municípios aniversariantes: Fonte: IBGE • Alto do Rodrigues-RN • Augusto Correa-PA • Campos dos Goytacazes-RJ • Charqueadas-RS • Dobrada-SP • Embu-Guaçu-SP • Gararu-SE • Guzolândia-SP • Indiaroba-SE • Itaporanga d'Ajuda-SE • Juquitiba-SP • Muribeca-SE • Queiroz-SP • Rondinha-RS • Tutóia-MA • Uchoa-SP
🇧🇷 BRASIL 🇧🇷 ✍ Bolsonaro diz desconfiar do número de vítimas do coronavírus em SP ✍ Governo anuncia R$ 40 bi para financiar salários de empresas ✍ Ações para enfrentar coronavírus totalizam R$ 700 bi, diz Guedes ✍ Governo proíbe temporariamente entrada de estrangeiros no Brasil ✍ Prefeitos dizem que Bolsonaro gera insegurança e ameaçam ir à Justiça ✒ Rodrigo Maia considera medidas econômicas importantes, mas tímidas ✒ Senado votará na segunda auxílio de R$ 600 para trabalhadores ✒ Câmara aprova dispensa de atestado médico a trabalhador com covid-19 ⚖ MPF quer impedir acesso de turistas a comunidades tradicionais em SP ⚖ Moraes autoriza rito simplificado para tramitação de MPs ⚖ Justiça derruba decreto de Bolsonaro que liberava igrejas e lotéricas ⚖ Tribunal cassa prisão domiciliar e mantém doleiro Dario Messer na cadeia ⚖ Lewandowski concede prisão domiciliar a mãe que amamenta em prisão de SP ⚖ STF valida lei do Paraná que permite venda de bebidas em estádios ⚖ Justiça proíbe Bolsonaro de adotar medidas contra isolamento social 📌 Entidades religiosas reforçam necessidade do isolamento social 📌 Governadores articulam campanha contra Covid-19 em reação a Bolsonaro 📌 Filhos de Bolsonaro se filiam ao Republicanos, partido de Crivella 📍 Governador do Rio vai decretar mais 15 dias de medidas restritivas 📍 Crivella pede liberação de FGTS para trabalhadores no Rio 📍 Eduardo Paes vira réu em investigação sobre obra de complexo para as Olimpíadas 📍 Paraíba multará quem compartilha 'fake news' sobre coronavírus 📍 Doria faz boletim de ocorrência após receber ameaça de morte 🌳 Sitiante leva multa de mais de R$ 20 mil por derrubada irregular de árvores em Alfredo Marcondes-SP 📊 Brasileiro teme bem mais o coronavírus do que efeitos econômicos, indica pesquisa
🌎 INTERNACIONAL 🌍 🇨🇳 China volta a fechar cinemas por medo de nova onda de covid-19 🇺🇸 Pastor que chamou coronavírus de histeria morre da doença nos EUA 🇬🇧 Após minimizar pandemia, premiê britânico anuncia que foi infectado 🇮🇹 Prefeito de Milão na Itália diz que foi um erro tentar manter cidade funcionando 🇻🇦 Em ato inédito, Papa reza sozinho e concede perdão coletivo Urbi et Orbi 🇮🇹 Itália vai estender fechamento de escolas por coronavírus 🇦🇷 Argentina decreta fechamento total de fronteiras até o fim do mês 🇫🇷 França estende quarentena de coronavírus por mais duas semanas 🇺🇸 Secretário do Tesouro dos EUA diz estar satisfeito com aprovação de pacote de US$ 2 trilhões
🖤 MORTES 🖤 ✝ Daniel Azulay, desenhista, vítima de coronavírus, no Rio, aos 72 anos ✝ Bob Andy, cantor de reggae do hit 'Young, Gifted and Black', aos 75 anos
🧫 CORONAVÍRUS (Covid-19) 😷 😷 Brasil tem 92 mortes e 3,4 mil casos confirmados 😷 Casos passam de 100 mil nos EUA; são 25 mil mortes no mundo 😷 Um terço da população mundial está em isolamento 😷 Receita Federal doa 5 milhões de luvas para combate ao coronavírus 😷 Entidades alertam para importância do isolamento contra a covid-19 😷 Vírus pode sobreviver até 3 dias fora do corpo; depende da superfície
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🔎 #FAKENEWS: Não é verdade que Ronaldo Caiado é cercado pelo povo de Goiás após anunciar que rompeu com Bolsonaro. Fonte: Boatos..org
🛳 TURISMO ✈ 🎒 Conheça Praia do Espelho-BA: Um dos destinos mais visitados na alta temporada na Bahia tem nome: Praia do Espelho. O nome sugestivo é facilmente explicado. Antes chamada de Coruípe, a praia mudou de nome por abrigar águas tão claras que mais parecem espelhos refletindo paisagens paradisíacas. As outras praias do entorno tão lindas quanto Espelho são: Setiquara, Outeiro, Jacumã e dos Amores, acessíveis a partir de caminhadas na maré baixa. O clima bucólico fica evidente na areia das praias em que não se encontra sequer uma cadeira de plástico. As barracas dispõem caprichosamente de espreguiçadeiras com almofadas e esteiras sobre a areia trazendo o máximo de conforto aos visitantes. Alguns mirantes acima das falésias revelam exuberâncias. Alguns passeios de barco partindo da Praia do Espelho estão entre opções divertidas em direção ao Rio dos Frades, Trancoso, Caraíva e Corumbau. As pousadas são como uma extensão das praias, pois oferecem tanta tranquilidade, conforto e belezas quanto as paisagens litorâneas. Além da vista que descortina o mar, os quartos são equipados com tecnologia de ponta, camas espaçosas, ambientes arejados ao ar livre com espaço para gazebos e redes, piscinas e algumas com hidromassagem. Algumas abrigam quadra de esportes e salão de jogos. Assim, as noites de lazer são garantidas. Ao anoitecer as velas são acesas e um espaço para jantar ao ar livre é preparado. A fartura de pratos gastronômicos e carregados de sabores é garantido. Se quiser mais agitação procure algumas barracas de praia que, vez ou outra, tocam música ao vivo e também servem deliciosos pratos regionais. Muitos turistas optam por fazer um bate volta de Trancoso, devido aos altos preços. Porém, nada como passar uns dias desfrutando da paisagem. Fonte: Guia Viagens Brasil
📚 FIQUE SABENDO... ... O que aconteceria se os polos Sul e Norte derretessem? ⁉ De acordo com Paulo Roberto dos Santos, professor do Instituto de Geociências da USP, se as geleiras subitamente derretessem os resultados seriam catastróficos. “A Flórida, nos Estados Unidos, por exemplo, ficaria reduzida a apenas quatro pequenas ilhas”, afirma. Segundo ele vastas áreas costeiras, hoje densamente povoadas, ficariam submersas e poderiam se tornar um gigantesco aquário, dominado por organismos marinhos que acompanhariam a subida do nível do mar por volta de 70 metros. Paulo Roberto dos Santos afirma ainda que a catástrofe e o custo desse evento estão muito além dos nossos cálculos e compreensão. Fonte: O Guia dos Curiosos
📖 BÍBLIA: Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem que falte a vocês coisa alguma. Tiago 1:2-4 🙏
Que seu dia seja como a vontade de DEUS: bom, perfeito e agradável!! 🥖
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2020.03.09 02:32 altovaliriano Jon Snow (Parte 1)

Jon Snow (Parte 1)
Sabendo que eu não conseguirei escrever o texto sobre Jon Snow para o "Domingo de Personagens" de hoje, resolvi compartilhar um texto que eu já havia escrito há algum tempo em meu blog.
Por outro lado, como eu estarei longe nos próximos dois domingos, muito provavelmente a Parte 2 sobre Jon Snow vai ficar para o dia 29/03.
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Paralelos e presságios: Aegon V e Jon Snow

Este artigo foi elaborado com base no excelente texto Hidden Dragons: Parallels between Aegon V and Jon Snow de autoria da usuária dornishdame, do fórum do site Westeros.org.
Tudo aqui pressupõe que Jon Snow é filho de Rhaegar e Lyanna.
(Legendas: GRRM = o autor, George R. R. Martin; DC = Depois da Conquista de Aegon)
Egg (Aegon V) e Jon Snow são trisavô e trineto e nunca se conheceram, pois Egg morreu em Solarestival em 259 DC enquanto o pai de Jon (Rhaegar) nascia. Ocorre, porém, que suas histórias são tão semelhantes que poderiam ser contadas em paralelo.
Dessa forma, analisarei a seguir essas semelhanças e demonstrarei que por meio delas somos capazes de confabular sobre o futuro dos contos de Dunk & Egg. E já que GRRM mencionou que ainda podem vir até mais nove histórias dessas, um pouco de reflexão premonitória pode vir a calhar.
1. Criação e juventude
Aegon era o quarto filho de Maekar I, que por sua vez também era o quarto filho do Rei Daeron II, e passou sua infância em palácios reais como um improvável herdeiro ao trono, enquanto que Jon foi criado em Winterfell como filho bastardo de Eddard, fazendo parte de sua família apenas informalmente, sem nenhuma perspectiva de entrar legalmente para a linha hereditária dos Stark.
Contudo, ainda que por razões distintas, a ambos a ocultação da identidade é um tema comum – com a pequena diferença de que Aegon V, ao contrário de Jon, sabia quem era desde que nasceu e havia vivido de acordo com sua posição social a maior parte da vida (uma questão que, no que se refere a Jon, ainda permanece em aberto).
Aegon se disfarça de Egg, um simples escudeiro de um reles cavaleiro andante, para poder viajar incógnito por Westeros e poder amadurecer em contato com pessoas comuns que o tratam como se ele fosse apenas um deles. O amadurecimento de Jon também acontece em razão das pessoas não o enxergarem como alguém de importância, mas ele, ao contrário de Aegon, é absolutamente ignorante de suas origens. E a farsa de seu parentesco não só o condiciona a encarar Eddard como seu modelo parental (ao invés de Rhaegar), como também afeta as expectativas que os outros têm dele, em razão de ser um descendente de Ned.
De todo modo, tanto Egg quanto Jon cresceram sabendo que eram figuras pouco importantes nas cortes que habitavam, e talvez em razão de disso sejam ambos marcadamente observadores. Deveras, logo em seu primeiro capítulo em “A Guerra dos Tronos”, Jon demonstra habilidade para decodificar as cortesias vazias de Eddard e Cersei e vaticina “um bastardo tinha de aprender a reparar nas coisas, a ler a verdade que as pessoas escondiam por trás dos olhos“. Egg, por sua vez, rapidamente percebe que há algo errado no Torneio de Alvasparedes em “O Cavaleiro Misterioso” e desvenda antes de Sor Duncan que o evento é apenas um palco para uma rebelião Blackfyre.
No entanto, essa natureza observadora com costume cede à miopia inerente à juventude. Por essa razão que há um paralelo entre a afirmação de Egg no sentido de que preferiria ser um cavaleiro da Guarda Real do que se casar com uma garota com a também irrefletida afirmação de Jon de que não se arrependeria de não ter tido uma mulher antes de entrar para a Patrulha da Noite.
Ainda assim, nenhum dos dois é imune às próprias aspirações e são impulsionados pelo desejo de crescer em importância, apesar de que não sem uma boa dose de esnobismo. De fato, Egg repetidamente sugere a Dunk para usarem a “bota” (onde se esconde o anel com o brasão de seu pai) e deixarem que o nome de sua família facilite seu caminho, assim como Jon acha que os laços familiares com Benjen serão sua porta de entrada para as patrulhas de seu tio logo que chega a Castelo Negro.

Brasão de armas pessoal de Maekar. A \"bota\" de Egg.
O sentimento de superioridade e prerrogativa, decorrente da crença de que seu sangue deveria ser suficiente para conseguir o que querem, é um reflexo comum a Egg e Jon quando se trata do primeiro contato com pessoas que não desfrutaram das mesmas vantagens que eles.
De fato, a princípio Aegon fica horrorizado quando é requisitado a servir os aprendizes em “A Espada Juramentada”, e Jon inicialmente se acha melhor do que os recrutas com quem ele treina em “A Guerra dos Tronos”. Porém, lá estavam Sor Duncan, o Alto, e Donal Noye, respectivamente, para lhes relembrar das vantagens advindas da criação de um membro da nobreza. Felizmente, tanto Egg quanto Jon são rápidos em absorver essa lição: Aegon fala da troca de conhecimento com os plebeus, e Jon faz as pazes com seus novos irmãos, oferecendo-se para ajudá-los a treinar.
2. Em posição de comando
Meistre Aemon, o único Targaryen que conheceu bem os dois homem, sem mesmo saber que Jon era parente dele e de Aegon, os conectou por meio de um conselho: “mate o menino e deixe o homem nascer”. Aemon deu este conselho a ambos antes de deixá-los (primeiro de Vilavelha para a Muralha, depois da Muralha para Vilavelha). e sabemos que ao menos Jon foi marcado por ele.
O modo como Aegon e Jon são alçados ao poder também os une. Aegon foi aclamado rei em um Grande Conselho e Jon foi eleito Lorde Comandante por seus irmãos juramentados. Eles foram escolhidos para a liderança, mesmo diante da existência de outros candidatos mais velhos. Isso não quer dizer que nenhum dos homens possuísse habilidades de liderança (claramente não possuíam), mas simplesmente que o papel que assumiram não era aquele que a princípio acreditavam que assumiriam.
Com efeito, enquanto que a possibilidade de Egg assumir o trono somente surgiu diante da recusa de seu irmão mais velho, Aemon, tudo que Jon tencionava em “A Guerra dos Tronos” ao se juntar à Patrulha da Noite era se tornar um patrulheiro. A ideia de chegar a Lorde Comandante nunca ocorreu a Jon até Sam sugerir que essa seria a razão pela qual Jeor Mormont o escolheu para ser seu intendente.
Como governantes, nenhum dos dois favoreceu a hipocrisia, pois ambos sabiam que não deveriam esperar daqueles por quem eram responsáveis algo que nem mesmo eles conseguiram fazer. Assim, por ter se casado por amor, Aegon permitiu que seus filhos seguissem seus corações e rompessem os compromissos que ele havia arranjado, sem renegá-los por isso (salvo a remoção do Príncipe das Libélulas da ordem de sucessão).
Por outro lado, por não ter mantido seu voto de celibato, Jon reconhece em “A Dança dos Dragões” que não poderá exigir o mesmo de seus irmãos juramentados e entrevê o perigo que a Torre de Hardin (onde as esposas de lança selvagens estão estabelecidas) representa em Castelo Negro.
Assim, ambos podem ser considerados líderes conscientes das fraquezas humanas, próprias e alheias, especialmente no que diz respeito à família, haja vista que Jon comete atos impensados na tentativa de resgatar a garota que ele acredita ser Arya, e que Aegon, apesar de ter punido um dos filhos, não tentou desfazer seu relacionamento ou o exilou da Corte.
O reinado político de Aegon foi caracterizado por reformas que favoreciam os comuns ao invés dos grandes senhores de Westeros, razão pela qual esses atos foram objeto de controvérsia e resultaram na perda de apoio do Rei, o que, no fim, lhe impediu de implementar as verdadeiras mudanças que tanto desejava.
Da mesma forma, o mandato de Jon Snow como Lorde Comandante da Patrulha da Noite está repleto de conflitos conforme ele tenta instituir políticas controversas que acabam dividindo a organização que ele lidera. Suas decisões de permitir que os selvagens passem pela Muralha e de nomear Couros para Mestre de Armas são recebidas com horror por parte da classe de oficiais.
Um paralelo também pode ser feito aqui. Jon e Aegon foram educados em ambientes de contraposição aos interesses dos Selvagens e Plebeus, respectivamente. E, no entanto, o tempo em que Aegon passou como escudeiro para um Cavaleiro Andante e o tempo de Jon como agente disfarçado nas terras além da Muralha, serviram para que ambos respeitassem e valorizassem esses grupos e passassem a vê-los como pessoas que merecem proteção. E esse respeito é escarnecidos e usado contra eles, pois, mais de uma vez, Aegon é dito “meio camponês” e Jon “meio selvagem”.
Mesmo em situações de maior apelo humanitário, em que suas ações são baseadas na lógica fria, a crítica não cessa. Aegon é criticado quando, durante um longo e duro inverno, envia suprimentos vitais para o norte a fim de ajudar os plebeus daquela região a sobreviver. Jon tem que lidar com o ressentimento dos irmãos da Patrulha da Noite por cada pedaço de comida que ele manda entregar aos selvagens, especialmente por parte de Bowen Marsh.
Porém, essas experiências de inserção na realidade do outro são tão transformadoras para Egg e Jon que fazem florescer neles a tendência de avaliar as pessoas por seus méritos e não por nascimento. De fato, isso leva Aegon a ascender um simples cavaleiro andante a Lorde Comandante da Guarda Real (Sor Duncan, o Alto) e Jon escolhe assistentes com base em sua habilidade e potencial, e não em seu nascimento (Gigante e Cetim).
E essa deferência coloca Aegon e Jon sob o fogo de seus adversários políticos, ainda mais quando ambos os homens demonstram tanto inabilidade para lidar com eles quanto tendência a deixar velhas queixas se acumularem às novas. Por exemplo, Jon não levou Chett em conta quando designou Sam para a posição de intendente do Meistre Aemon; bem como ignorou a erosão da boa vontade de seus homens conforme dirigia políticas em benefício dos Selvagens. Os senhores de Westeros tentaram convencer Aemon a renunciar seus votos como meistre para não permitir que Aegon assumisse como Rei, mas Aegon não fez nada para aplacar tais homens quando subiu ao trono.
3. Presságios
Existem, portanto, paralelos claros entre Aegon V Targaryen e Jon Snow em termos de tema, personalidade e caráter, apesar de que não sabemos que papel essas semelhanças irão desempenhar na trama. Dornishdame pondera que eles poderiam ser apenas mais uma indicação da herança paterna de Jon, ou chegar ao ponto de prenunciar seu reinado como um rei muito improvável.
Contudo, enquanto que todos os paralelos analisados versam sobre fatos que acompanhamos em primeira mão nos capítulos de Jon, os eventos ocorridos com Egg são, em sua maioria, retirados de relatos históricos, e não provenientes dos contos de Dunk e Egg.
Com isso quero afirmar que os paralelos analisados provavelmente pouco nos ajudarão a entender o futuro da história de Jon em “Os Ventos do Inverno” ou “Um Sonho de Primavera”. Porém, talvez sejam bastante úteis para entender o que aconteceu durante o reinado de Aegon V e, especialmente, o que levou à tragédia em Solarestival.
Com efeito, são os problemas causados por suas reformas e pelos noivados rompidos que levam Aegon a ponderar que as coisas seriam diferentes se tivesse Dragões. Essas reflexões acabariam contribuindo para a tragédia de Solarestival, na qual Aegon tentava fazer eclodir dragões dos ovos de pedra que a família Targaryen ainda possuía.
Jon Snow foi morto por quebrar novamente seus votos, estar se isolando em Castelo Negro e por se envolver no sequestro da nora do novo Protetor do Norte (o qual é uma importante fonte de apoio para a Patrulha da Noite). Jon, portanto, esvaziou-se de aliados ao sul da Muralha e deu azo ao surgimento de um motim.
Este comportamento espelha tanto aquele adotado por Aegon V em decorrência de suas reformas e das decisões conjugais de seus filhos que parece haver aqui outro paralelo: de que a tragédia de Solarestival não foi um acidente, mas fruto de uma conspiração.
Os príncipes e princesas reais estavam prometidos a Tully (Celia), Baratheon (desconhecida), Tyrrel (Luthor) e Redwyne (Olenna) e ainda que os Baratheons tenham ficado com Rhaelle, isso só ocorreu depois de uma curta rebelião da Casa, que terminou com a morte de Lorde Lyonel (autoproclamado Rei da Tempestade durante a Rebelião) pelas mãos de Sor Duncan, em um julgamento por combate.
Dessa forma, podemos imaginar que todos esses eventos devem ter lançado as sementes para que fosse criada uma aliança informal entre diversas das maiores Casas de Westeros, que culminou no plano para se livrar de Aegon e seus parentes com apenas um golpe.
Mas para saber mais sobre isso teremos que, como GRRM gosta de dizer, “continuar lendo” (keep reading, em inglês).
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2020.01.09 15:09 exsoldierakechi Algumas dicas que podem ajudar a conseguir ou manter um emprego.

Aviso post longo! Edit: Obrigado pelos silver ninja!
Colegas do reddit, tinha feito esse post na bolha mas como alguns comentaram pedindo pra trazer pra cá no tópico que fiz sobre a recepção deles lá ( https://www.reddit.com/brasilivre/comments/em3aas/a_bolha_%C3%A9_foda_mesmo_achei_que_era_exagero_mas/ ) Resolvi refazer o post aqui.
Talvez eu troque algumas palavras pois apaguei o post lá de desgosto, mas a idéia é postar aqui e talvez ajudar um ou outro que esteja precisando, as vezes dá uma força extra, vou adicionar alguns pontos que não adicionei antes que podem ajudar.
Lembrando que não sou do RH, trabalho direto na produção e faço a seleção de novos funcionários ou passo direto pra direção quando precisa ter alguma demissão, meu cargo é o intermediário entre um gerente e um diretor, a empresa tem cerca de 100 funcionários e não é nenhuma multinacional. Também acompanho contratações de pessoal pro administrativo ou dou sugestões e afins, então acompanho alguns casos. Boa parte das empresas que não são gigantes não tem um "RH" pra fazer contratações, afinal quem sabe a necessidade real da produção e o perfil necessário é quem tá todo dia no chão de fábrica.
Também vou comentar alguns empregos que você pode conseguir com pouco/nenhum investimento que podem dar retorno e tem uma demanda alta no mercado.
Alguns desses pontos pra você pode parecer discriminação, ou reclamação gratuita, mas eu não vim dizer que tá certo ou errado, só como é pela experiência nesse e em outros trabalhos.Bora lá!
Procurando emprego:
-Se você se formou depois dos 17 anos no ensino médio, é jovem e está procurando emprego, saiba que algumas portas já se fecharam pois isso pode ser mal visto por alguns patrões como preguiça ou falta de interesse, lembra quando os pais mandavam estudar? pois é. Então se você é jovem ou adolescente, corre atrás e vá estudar! Meu patrão mesmo já diz "se não quis nem estudar, quanto mais trabalhar pra valer".
-Acorde cedo. Se esforce e mantenha apresentável, vá em empresas e lugares que ninguém foi, mesmo que um pouco mais afastado. descubra onde é o polo industrial mais próximo da sua casa/cidade, vá até lá e veja quais são as opções. As vezes você pode dar sorte. Já tivemos muitos jovens que nem olhamos o curriculo com remela na cara as 11 da manhã e todo desleixado de chinelo entregando curriculo. Sei que tá dificil e desmotiva alguns, mas não desmotivar é o que te torna diferente e faz ser visivel a diferença só de olhar pra você.
-Tenha boas referências. Considerando a era que estamos é quase certeza que seu facebook vai ser visto. Nenhum empresa quer um funcionário que posta conteúdo racista e agressivo, um detalhe particular que minha empresa se encaixa é que ela corta automaticamente quem posta que bebe demais domingo a noite. Pois já tivemos vários problemas com funcionários faltando segunda feira por estar "com dor de cabeça".
-Empregos com insalubridade. Algumas pessoas podem ter receios mas boa parte deles tem uma demanda alta por novos funcionários e seguindo todas normas de segurança, você não vai ter risco algum ou quase nulo. Além do adicional que pode variar de 10 a 40%. Vale lembrar que isso não se aplica a todas as vagas.
-Saiba com quem falar. Observe a empresa, quando for entregar um currículo abra o site dela no celular, da pra ter noção do tamanho só de ver as fotos ou se a mesma nem tiver um site. Se for uma empresa pequena, tente falar diretamente com alguém responsável, seja simpático mas não force a barra, pois as pessoas costumam estar ocupadas, mas com sorte elas tem ali 1~2 minutos pra falar com você. Não esqueça de agradecer pela pessoa pegar o currículo ao menos olhando ela nos olhos e não aquele "bigado" já saindo andando.Isso é muito mais fácil em coisas do tipo mecânica, eletricista, borracharias e outros comércios com trabalho mais puxado, pois costumam ter poucos funcionários e geralmente é só o dono e mais um ou dois.
-Olhe o crachá das pessoas. Caso entregue um currículo ou qualquer coisa do tipo pra uma recepcionista, porteiro ou afins, olhe o crachá da pessoa se possível e diga "bom dia, fulano", "obrigado fulano" e "conto com você fulano" quando se despedir. Isso cria um vínculo mesmo que leve e a pessoa vai se lembrar melhor. Além do psicológico do "conto com você" dar uma motivação extra involuntária. Tratar as pessoas como pessoas e não como uniformes ajuda bastante.
-Pegue empregos indesejáveis. As vezes você se formou em algo como ciência da computação mas só tem emprego vago no McDonalds? Paciência, emprego é emprego, e as contas não perguntam de onde vem o dinheiro mas tem que ser pagas de qualquer forma. Não é humilhação servir os outros, e é algo que até mesmo diretores de empresa tem que fazer as vezes.
-Está dificil, mas não impossível. Você procurou em todos lugares? tem disponibilidade pra ir pra longe? foi em LITERALMENTE todos os lugares possíveis? Ficou de olho naquele Subway ou Burguer King que acabou de inaugurar? viu algum canteiro de obras mais informal ou alguém construindo uma casa num bairro afastado? Vale a pena dar uma conferida, o que você tem a perder?
-Seja oportunista da forma certa. Pode parecer pesado mas infelizmente se alguém sai, outro precisa entrar. Se alguém perder o emprego existe uma boa chance de a vaga dessa pessoa estar disponível. As vezes não era o perfil dela, ou ela arranjou algo melhor. Vale a pena falar com a pessoa se tiver a abertura pra isso.,meu cunhado arranjou um trabalho de garçom após ir na despedida de um amigo que foi morar no exterior dessa forma.
Dicas pro currículo:
-Adicione o campo de estado civil e idade. As vezes uma empresa pode querer um perfil de funcionário específico. Minha empresa contratou um jovem essa semana pois precisavamos de pessoas dispostas a aprender um trabalho do zero que não da pra aprender em cursos por aí. Então não podiamos pegar ninguém mais velho pra não trazer vícios de outros empregos. Por outro lado, pra uma função de maior confiança, a contratação foi de um pai de família pois por ele ter dependentes, ele arriscaria menos tomar decisões que pudessem causar uma demissão. Se está certo ou errado eu não sei, mas eu sei que na hora de desempatar são coisas que contam.
-Se você não tem vícios, escreva "Sem Vícios". Mas não faça isso se você bebe/fuma/usa drogas, pois quando descoberto pode causar vários problemas. Algumas empresas que trabalhei tem isso como um diferencial na hora de desempatar. Minha empresa por exemplo trabalha com produtos inflamáveis então se você fuma, seu "intervalo" pra isso acaba sendo maior por precisar sair das dependências dela pra isso por exemplo.
-Não encha linguiça. Aqueles campos que o povo adiciona objetivos, seja direto e claro. Não fique com textinho "Garanto desempenhar minhas funções com dedicação e bla bla bla" Porquê não adiciona em nada e 90% dos casos sabemos que você nem lê aquilo, quanto mais nós.
-Saiba destacar seus pontos fortes. Se você tem horários flexível, consegue trabalhar sob pressão, pontualidade e afins, adicione em um campo com seus talentos. Não force a barra pra não parecer exagerado, apenas 2 ou 3 pontos que você enxerga em você. Um dos maiores diferenciais em alguns empregos em empresas um pouco maiores que pode colocar é "facilidade em observar soluções pra problemas comuns" caso você de fato consiga fazer isso (e não seja pau no cu com isso caso contratado, saiba falar).
-Muitos empregos curtos em sequência sem crescimento mancham seu currículo. Como vão contratar alguém que ficou 6 meses em cada lugar, 4 lugares diferentes seguidos, em empregos "de entrada/mínimos"? Se você não conseguiu manter um emprego além do período necessário pra coleta de benefícios do governo, em alguns lugares isso pode afetar. Me lembro de ver um currículo uma vez e dizer "caraca, esse cara tem muito experiência" e o dono só comentar "ele tem é pouca estabilidade... olha a data de entrada e saída de cada lugar que trabalhou e o tempo de intervalo entre eles." Cada caso é um caso mas isso pode influenciar.
-Se você está disposto a trabalhar fora da sua área, marque isso no currículo. E omita algumas qualificações que não adicionam muito, dito isso;
-Tenha 2 currículos diferentes. Um pra sua área de formação/pretenção e um pra uso geral. No de uso geral você não vai adicionar "domínio de javascript" por exemplo pois um chefe de padaria não vai nem saber que porra é essa e vai achar que você é um universitário super caro e não alguém desesperado. Saiba quando e onde entregar cada currículo.
-Sempre tenha um currículo quando possível. Nunca se sabe quando você vai dar um rolê no shopping com alguém e vai ver um "procura-se". Não é vergonha aproveitar uma chance, e se estiver com um namorado(a)/marido/esposa/etc , ela deveria dar total apoio pra você aproveitar uma parada rápida. Está com mochila/bolsa? Curriculo dentro.
-Se você tem filhos, adicione "Casado, com filhos". Isso aumenta em alguns casos a questão da confiança de você querer manter o emprego, e em um eventual corte (como já ocorreu em um emprego anterior) o patrão falou "já que vamos cortar, corta quem não tem filhos antes..." Já me disseram que isso é ilegal mas independente disso, PODE acontecer.
-Mantenha o currículo em bom estado, sem amassados, com escrita decente, fonte clara (Arial ou Verdana) e sem firulas demais.
-Se inscreva em agências regionais e sites,mas não se prenda a eles.
-Quanto mais tempo você fica parado, mais dificil é arrumar trabalho, tenha isso em mente e não desista, não é impossível.
Dicas pra entrevista
-Não se atrase. E não adianta reclamar que o entrevistador atrasou ou como isso é injusto. Ele também tá errado mas ele já ta com o dele garantido. E você nunca sabe o motivo pelo atraso. Eu mesmo já atrasei uma entrevista em 40 minutos pra resolver um problema urgente de um cliente que trouxe uma economia de 300 mil pra ele. Você vale 300 mil pra empresa? O candidato perdeu a vaga por surtar com o atraso.
-Se vista adequadamente, fale adequadamente, seja simpático e sincero. Não force ou seja falso só seja você mesmo. Uma dica é falar como se estivesse falando com um professor que está corrigindo sua prova. Ele não tem motivos pra ter raiva de você mas ele espera seu melhor pois ele quer você ali, se tudo começar a sair uma merda, ele não vai ter interesse.
-Não dê respostas prontas pra perguntas prontas, não tente aumentar histórias, ser inconveniente ou enrolar o cara. pra cada entrevista que você vai o entrevistador faz 10x mais e vai te bater por simples experiência. Não diga que sabe algo que não sabe.
-As vezes ele não vai com sua cara, e não vai te contratar, as vezes por bons ou maus motivos. Mantenha a porta aberta e seja educado ainda assim, e "te ligamos" não é um não disfarçado sempre. As vezes a pessoa tem mais de uma boa opção e precisa analisar as opções.
-Se prepare. pesquise a empresa, o site, leia relatos em sites como Glassdoor e LinkedIn, saiba sobre o lugar que vai trabalhar. Você vai passar ao menos 1/3 do seu dia lá dentro.
Dicas após contratado:
-Não se atrase, não falte, não enrole, faça seu trabalho. Não tente ser esperto, não vacila!
-Não é porque existe "atestado médico" que a direção é troxa e não sabe que você está abusando. Use com bom senso pra não ficar queimado.
-As vezes você vai fazer coisas que não são da sua área. Isso faz parte e muitas vezes não é ideal, mas 5 minutos a mais no fim do dia quando você vê seu chefe carregando algum material urgente ou precisando imprimir alguma coisa e levar em outro setor urgente não vão te custar nada e dão destaque. Só não pode ser algo diário, mas em exceções é o que faz a diferença.
-Aprenda sobre o trabalho dos outros. Se você tem flexibilidade pra andar por outros setores, falar com funcionários (falar, não enrolar), observe o trabalho, pergunte como faz, se mostre interessado. Ajude o setor que empacota a fechar caixas, passa durex, da uma força. São esses funcionários que fazem a diferença. Vale lembrar que isso não se aplica a todas vagas ou lugares. Na empresa onde trabalho a moça que entrou com salário de 700 reais como recepcionista 15 anos atrás hoje é a administradora geral que cuida de todo escritório, RH e financeiro, e tem salário de mais de 6000 só com uma graduação de adm, e um dos pontos que ela sempre comentou foi "no final do dia eu anotava tudo que fiz no dia em um caderno e tudo que ia ter pendente no dia seguinte, assim eu sempre sabia o que precisava e um dia tinha uma informação crítica aqui que passou despercebido por uma das vendedoras. Fui promovida na hora".
-Nunca dê 100% de si, dê 90%. Assim quando a empresa passar por uma correria, ou aperto, você pode dar 100% sem se desgastar e pode fazer a diferença.
-Aproveite as oportunidades de horas extras quando puder. Além do dinheiro extra, você se mostra alguém comprometido.
-Não fique pendurado no celular, enrolando no banheiro, ou fazendo coisas que claramente você perde tempo. Ninguém é burro de não perceber a longo prazo. Caso tenha necessidade disso por emergência ou dor de barriga, discretamente comente com um superior ou alguém responsável como "nossa, comi alguma coisa que pesou, seloco" ou algo do tipo. Ou se está esperando o contato de alguém importante.
-Siga as regras. Não roube materiais da empresa pois você vai se queimar nela e em várias oportunidades futuras. Não assedie os/as colegas de trabalho, não importa o quão bonito/a ele/a seja. Mantenha o profissionalismo (E se a empresa autoriza relacionamento entre funcionários E for reciproco, mantenha fora do local de trabalho).Não grite por mais que seu chefe grite ou aja igual babaca, mantenha o nível, saiba respeitar e exija respeito.
Dicas de bons empregos pra se procurar:
-Professor de Inglês : boa parte do reddit ao menos tem um inglês razoável. Se você consegue falar bem e explicar a um nível aceitável, Escolas de inglês SEMPRE estão procurando professores. E eles vão te treinar totalmente sobre como fazer isso. Escolas mais fuleiras (como a DataByte ou Microlins) costumam pagar entre 10 e 15 reais a hora, e em minha entrevista ele estava tão desesperado que não tinha ninguém pra fazer a entrevista em inglês e só pediu pra ler 2 paginas de um livro e já era. Em escolas intermediárias (PBF, CNA, etc) o salário pode ser de 12~18 reais por hora (alguns sendo registrado por dias, como empregos convencionais) e a entrevista geralmente é um teste escrito e uma curta conversa. Em escolas de mais nome (Cultura Inglesa, Wizard-onde trabalhei-) O salário inicial é na faixa de 18~19 reais a hora, após 6 meses se dedicando é normal te darem turmas pra cargas de até 100~120 horas mensais caso você tenha interesse. Isso sem experiência anterior, sem certificado ou requisitos absurdos, só saber falar e explicar, e eles ainda te dão curso/treinamento completo caso precise sobre postura em sala, liderança e afins. Quando saí de lá após 4 anos já tinha salário de 26 reais a hora, MUITOS contatos com ex alunos, colegas e pessoas legais e ajudou muito no crescimento profissional. Nada mal pra um emprego que não exigiu experiência, todo semestre tinha 2~3 contratações e um ambiente extremamente aconchegante e animado de trabalho(porém puxado). Muitos colegas tiveram seu primeiro emprego lá e acabaram pegando amor pelo trabalho e hoje são excelentes professores. Faça um simulado de TOEIC online e se você acertou 60~70%, muito provavelmente você já tem o nível necessário pra dar aula, ao menos da língua. Além de desenvolver MUITO meu vocabulário com detalhes novos, eu e outros professores não tinhamos problema algum em tirar duvidas bobas ou formas de explicar pra colegas menos experientes.
-Lanchonetes de fast food: Não preciso nem dizer pois é o emprego de entrada, quase sempre tem vagas, mas é um trabalho miserável, porém da pra pagar as contas.
-Aux de Enfermagem: Involve um custo inicial pra estudar, mas tem muita oferta de trabalho em UPAS (eles terceirizam alguns funcionários pela rotatividade alta), é um trabalho DOENTE de puxado mas rende um salário bom geralmente em escala 12/36. Além de te dar experiência invejavel pra area da saúde. Vale a pena se você não sabe o que quer da vida e tem vontade de entrar nessa área.
Técnico em Química: Isso depende muito da região mas minha empressa é dessa área, e sofremos MUITO, MUITO MESMO com a falta tanto de profissionais qualificados quanto de gente começando na área. Já tivemos funcionarios com seus 19 anos, que oferecemos pra PAGAR os estudos pra ele subir de cargo da expedição pro laboratório e ele não quis por "ser complicado", não é um curso fácil mas não é um bixo de sete cabeças. A técnica mais antiga aqui tem salário de 5000 reais e não tem faculdade. Inclusive vale analisar que alguns cargos da area simplesmente não tem um curso preparatório e precisam ser aprendidos em campo e com o tempo, então tudo nessa area tem uma boa perspectiva de carreira.
Empregos "Trades": Encanador, Eletricista, Mecânico e afins de qualidade sempre estão em falta. E muitos deles estão abertos a ter um "aprendiz", se você as vezes tem seus 15~16 anos, e conhece algum daqueles pequenos de bairro, ofereça pra ficar 2~3 horas depois da aula alguns dias só pra aprender como é, são empregos que pagam bem e tem falta de bons profissionais. Além de abrir uma porta pro futuro.
Bom é isso ai, espero que seja útil pra alguns de vocês, qualquer duvida posso tentar responder aqui e desejo boa sorte na caçada de 2020!
submitted by exsoldierakechi to brasilivre [link] [comments]


2019.10.08 05:02 altovaliriano Explique "Grande Conspiração Nortenha" (out/2019) - Sem sinal de ASOIAF (ago/1990)

Hoje eu quero iniciar o formato que acredito ser o ideal para analisar os arquivos do So Spake Martin (SSM) de Westeros.org.
Eu tentarei analisar os SSMs mais antigos em ordem cronológica e os mais recentes de forma retroativa, até que ambas as pontas um dia se encontrem no meio. Daí em diante, eu passaria a apenas a analisar os mais recentes.
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Mais recente: Entrevista à WGN Radio (04/10/2019)
Link no arquivo: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/16162
Martin foi entrevistado por telefone por uma rádio de Chicago antes da sua visita na cidade (que deve estar ocorrendo enquanto falamos).
Os apresentadores começam falando sobre a carreira de Martin na ficção científica, comentam a dificuldades de interação com leitores hoje em dia e, por fim, perguntam como é ter Westeros noite e dia consigo durante a escrita.
Martin fala diz que quando a escrita está correndo bem, ele fica pensando em Westeros o dia todo, mas o momento em que as idéias mais lhe ocorrem é quando esta indo dormir. Que fica pensando na cena que vai escrever na manhã seguinte ou na semana seguinte e que os personagens tomam vida e ele chega a ouvir partes de diálogos.
Depois as perguntas se concentraram em Game Of Thrones. Martin disse que o alívio porque o show acabou é apenas parcial, em razão de agora não se martiriza tanto pensando que está atrasado em relação à HBO.
Quando um dos apresentadores critica os roteiros dos episódios da 5ª temporada em diante (especialmente em relação à última temporada), Martin responde bruscamente. Diz que ele vai terminar o próximo livro e que aí poderão ler a versão dele da história. Martin também não avança muito quando é perguntado sobre Bloodmoon (série sucessora de GoT sobre a Era dos Heróis, sob a responsabilidade de Jane Goldman), apenas frisa que a série é de autoria de Jane Goldman.
No final da entrevista, o apresentador fala que seus filhos falaram tanto sobre a "Grande Conspiração Nortenha" (uma teoria de fã que devo cobrir no futuro) que ele sabia que só teria paz quando pedisse para GRRM explica-la. Martin ri e diz que não comenta teorias de fãs, pois diz que há muitas por aí, e umas são verdade, outras não.
O programa é encerrado com os apresentadores falando mal da escrita de Dan & David e tirando sarro de Martin por ter sido brusco na resposta sobre o final de Game of Thrones.
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Mais Antigo: Entrevista ao site Eidelon (01/04/1990)
Link: https://www.westeros.org/Citadel/SSM/Entry/1431
Nesta entrevista, vemos Martin responde perguntas sobre sua carreira na Ficção Científica e Horror, seu envolvimento com Hollywood (e o quão hesitante ele estava em voltar a trabalha lá depois de The Beauty and the Beast) e ele fala dos planos para o futuro.
O que é interessante sobre esta entrevista é que ela aconteceu antes que Martin começasse a escrever ASOIAF (em 1991) e vemos Martin avaliando um futuro que não incluía as Crônicas de Gelo e Fogo.
Confira abaixo a entrevista traduzida na íntegra:

E: Por que você começou a escrever?
GM: Bem, eu não acho que tenha decidido conscientemente me sentar um dia e dizer "Nossa, eu vou começar a escrever". De certo modo, eu sempre escrevi. Mesmo antes de poder escrever, eu sempre pensei em histórias e inventei histórias. Mesmo quando eu era criança e brincava, inventava personagens, brincava com tramas, brincava com histórias, contava histórias para as outras crianças. Portanto, não tenho certeza de que algo a que se chega depois de certa deliberação, é apenas algo que, pelo menos comigo, parecia automático; algo que eu nasci com.
Comecei a enviar minhas histórias e a publicá-las primeiro a nível de fã: nos tempos de escola durante a adolescência, eu era ativo no fandom de quadrinhos, que naquela época estava apenas começando nos Estados Unidos. Eu era um fã ativo de quadrinhos. Então publiquei em vários fanzines de quadrinhos e, finalmente, quando estava na faculdade, fiz minha primeira venda profissional.
E: Você é mais conhecido por escrever contos de ficção, e eu sei que escrever contos de ficção não compensa tanto quanto escrever romances. Por que você ainda escreve contos de ficção?
GM: Bem, às vezes eu só tenho uma história para contar que não tem o suficiente para ser um romance, e eu prefiro fazer um bom conto ou uma boa novela do que escrever um romance ruim e grande.
Na verdade, à medida que minha carreira progredia, minhas histórias tendiam a ficar cada vez mais longas. Quero dizer, acho que se você realmente olhar para a minha bibliografia, bem no início da minha carreira, escrevi principalmente pequenos contos. Faz vários anos desde que pude produzir um conto real e genuíno. Ou seja, algo curto [risos]. Embora eu escreva coisas com comprimento menor do que uma novela: venho fazendo muitas novelas e noveletas nos últimos anos.
E: Ainda é difícil vender novelas? Há uma maravilhosa história de horror em um dos livros de Stephen King sobre o quão difícil é vender novelas. Você acha isso?
GM: Não é difícil para mim vender novelas de ficção científica. Stephen King tem um nome gigantesco, é claro, mas mesmo ele está em uma posição um pouco estranha, pois é um escritor de terror; não há mercado para contos de terror, pelo menos não nos Estados Unidos. Existem algumas revistas semi-profissionais; ocasionalmente, a Revista de Fantasia e Ficção Científica publicará alguns, mas para as novelas de ficção científica ainda há um mercado bastante ativo, e foi uma novela, "Uma Canção para Lya", que virou uma das minhas principais histórias inovadoras no início de minha carreira. Ganhei meu primeiro prêmio Hugo, aqui na Austrália, na verdade; na Aussiecon One.
E: Você escreve muito horror hoje em dia. Por que? Pois só lhe vem histórias de horror ou porque acabou a graça da ficção científica?
GM: Bem, eu não diria isso. Eu gosto de fazer coisas diferentes. Há muitos tipos diferentes de histórias que quero contar. . . ficção científica, fantasia, horror, até mesmo algumas convencionais. Adorei histórias de horror quando jovem. Eu li muitas delas. Mas, por um tempo, a graça delas meio que acabou. Depois de ler tudo o que HP Lovecraft havia feito, na colégio, e ter experimentado alguns outros, realmente não consegui encontrar nenhum escritor de terror de que gostei. Eles não pareciam mais capazes de me assustar. Então eu meio que me afastei disso e, quando comecei a vender profissionalmente nos anos 70, eu estava lendo e escrevendo exclusivamente ficção científica. Mas acho que Stephen King produziu um genuíno renascimento do horror. Eu li e gostei de King. Muitas pessoas vieram no rastro dele, que eram imitadores e não eram tão bons, mas acho que ele provou que a ficção de terror ainda era viável. Eu tenho minha própria abordagem na ficção de horror, é claro. Eu não acho que isso se encaixa perfeitamente na categoria Stephen King. Há um parâmetro, o que eu chamaria de sensibilidade de "ficção científica", até mesmo para a minha ficção de terror.
E: Isso é extremamente lógico, extremamente bem explicado. . .
GM: Sim, há uma parte de mim que é muito Campbelliana em vez de Lovecraftiana, que acredita que realmente está dentro da capacidade da mente humana de compreender tudo, e meus protagonistas não são levados à loucura, como muitos de Lovecraft foram, por horrores grandes e incompreensíveis demais para eles imaginarem.
E: O que você acha do horror "moderno", da tradição do splatterpunk e do fato de os filmes estarem ficando cada vez mais violentos e cada vez mais bobos?
GM: Essa é uma pergunta muito ampla. Fiz parte de alguns painéis que falar sobre isso por algumas horas.
Certos aspectos disso me preocupam, na verdade. Permita-me aqui esclarecer que não sou a favor de nenhum tipo de censura; Eu sou bastante anti-censura. Eu sou o mais extremo que se pode ser sobre toda a questão da liberdade de expressão. Mas, no entanto, como leitor, lendo algumas dessas coisas, me perguntam o que eles querem dizem sobre a sociedade e a cultura norte-americanas, e me pergunto o que essa tendência significa, pois o horror se torna cada vez mais explícito e o foco muda, como tantas vezes acontece, para fazer do monstro o herói ao invés de vilão de grande parte de filmes de terror...
E: Eu lembro da frase em "The Skin Trade", em que um personagem atribui um assassinato a "alguém que já viu muitos filmes de Halloween e sexta-feira 13 ".
GM: Sim. Eu assisti a alguns desses filmes em que não apenas o que está na tela é perturbador, mas o comportamento de certos membros da platéia é muito assustador.
E: O que você está escrevendo agora? O que podemos esperar ver em um futuro próximo?
GM: Bem, no momento não estou no meio de nada importante. Continuo trabalhando na minha série Wild Cards , que é uma coisa contínua. No momento, estou trabalhando principalmente como editor, apesar de ter escrito metade do livro sete (que será lançado em agosto nos Estados Unidos). Esse é um mosaico de duas pessoas, eu e John Miller, por isso é essencialmente um romance colaborativo, do qual metade é meu.
Entreguei o livro oito e estou trabalhando na edição do livro nove, mas ainda não tenho histórias. Estou simplesmente trabalhando nisso como editor, e a série não para por aí. Até janeiro, é claro, eu estava trabalhando em no programa de TV A Bela e a Fera, mas que agora terminou, então eu assinei para fazer um filme de ficção científica de baixo orçamento (para fazer roteiro dele), mas não posso falar muito sobre isso. E estou testando algumas novas idéias de romance e tenho certeza que quando junho chegar (junho é tradicionalmente o mês em que a nova temporada de televisão começa em Hollywood) posso acabar recebendo ofertas para escrever ou produzir um novo programa de televisão. Eu teria que avalia-las, mas se eu voltaria para lá, eu não sei dizer. Depende do que tipo de show é, qual é a oferta, é algo que me interessa? Então, basicamente, tenho alguns meses de folga agora.
E: Um dos meus livros favoritos é oTuf Voyaging. A Locus [Magazine] anunciou há muito tempo que haveria um segundo livro,Twice as Tuf”. Eles estavam mentindo?
GM: Bem, eles não estavam mentindo. Pode ser que esse livro ainda venha, mas não será lançado tão cedo. Basicamente, eu assinei para fazer o Twice as Tuf e logo depois de assiná-lo, acabei trabalhando em Hollywood, primeiro em Além da Imaginação e depois em A Bela e a Fera , e isso ocupou muito do meu tempo. E o prazo chegou e foi embora e nós o estendemos várias vezes para Twice as Tuf e nada... Eu nunca tive tempo para produzir nada relativo a isso. Então, finalmente, cheguei a um entendimento com a editora, pelo qual lhes dei essencialmente dois dos meus direitos para brochura de dois outros livros, A Morte da Luz, meu primeiro romance, que eles acabaram de relançar, e direitos para brochura de uma de minhas coleções que nunca esteve foi impresso em brochura [Retrato de Seus Filhos - Ed. ], então eles farão uma edição desta também, e eles substituirão Twice as Tuf. Agora, eu ainda gostaria de escrever mais sobre esse personagem e ainda acho que vou retomar e fazer esse livro algum dia, mas exatamente quando esse dia chegará, eu não sei.
As demandas da TV quando estou trabalhando em um programa me mantêm bastante ocupado, e fazendo isso e os Wild Cards, eu não consigo dar conta de muita coisa. E agora que tenho um pouco de tempo para pensar em assumir outro projeto, não acho que a coisa "Tuf" seja a primeira coisa em que realmente me apetece entrar agora. Eu gostaria de fazer outro romance quando tiver tempo; um que não seja parte deu uma saga.
E: Você mencionou a Bela e a Fera e Além da Imaginação**.** Como é escrever uma série? Além da Imaginação deve ser bem diferente, pois é uma série antológica... Como foi sua experiência com isso, como você se envolveu e como foi?
GM: Bem, eu me envolvi nisso quase por acaso. Phillip de Guerre, que foi o produtor executivo de Além da Imaginação, também é um grande fã de rock 'n' roll, e há alguns anos atrás eu fiz um livro chamado The Armageddon Rag e Phil o selecionou para um filme. Naquela época, ele me levou para Hollywood, tive várias reuniões com ele para discutir o roteiro que ele planejava escrever para o filme de The Armageddon Rag e ele escreveu vários roteiros, mas nunca conseguimos fazer o filme ou conseguir financianciamento.
Mas eu conheci Phil no processo e, quando ele pôs Além da Imaginação em produção, resolvei arriscar e me deu um trabalho de roteiro, e gostou do resultado o suficiente para que, quando estavam com muito serviço, me trouxessem a bordo como Staff Writer (que é o único cargo de produção de Hollywood que contém a palavra "escritor" e, portanto, você sabe que é a posição mais baixa da cadeia, como de fato era). Então, comecei como redator em Além da Imaginação e subi até o Story Editore, em seguida, Executive Story Consultant. E, em A Bela e a Fera, eu fui Produtor e depois Coordenador de Produção.
Então, Alpem da Imaginação era bem diferente de A Bela e a Fera, de certa forma, porque um era um show antológico e o outro é uma série episódica semanal regular, e ainda assim os dois projetos tinham talvez mais em comum um com o outro do que qualquer outra coisa que eu já tenha feito, porque eles eram, afinal, a televisão, que é um mundo completo em si mesmo, e é diferente de qualquer experiência que um escritor possa ter, de verdade.
De certa forma, sinto que a televisão era boa para mim. Certamente foi bom para mim financeiramente [risos] e foi muito estimulante. Digo, eu havia sido um escritor independente por muito tempo antes de assumir esse emprego; trabalhando em casa, acordando todos os dias, levando duas horas para tomar minha xícara de café, entrar no escritório, ligar o processador de texto, talvez fazer alguma coisa, talvez não (Eu nunca fui um escritor muito disciplinado, e é por isso que minha bibliografia é comparativamente curta em comparação com alguns de meus contemporâneos).
Não é assim que Hollywood funciona. Você entra no escritório todos os dias, fica lá não por oito horas por dia, mas algo mais perto de dez, onze ou doze horas. Você está escrevendo, participando de reuniões, participando de sessões de apresentação, indo ao set, reunindo-se com o diretor ou o responsável. Então isto me impôs certa disciplina em mim; que era boa para mim e também extremamente estimulante. Digo, era um mundo totalmente novo para aprender, sobre o qual eu não conhecia nada antes, e isso me envolveu em algo que eu não tive por muitos anos; todo esse negócio de "ambiente de escritório", onde você realmente precisa entrar e interagir com outras pessoas.
Hollywood é um mundo estranho, mas, de certa forma, é o Mundo Real, e é bom para um escritor entrar em contato com o Mundo Real de vez em quando. Eu acho que um escritor que passa toda a sua carreira escrevendo romances a partir dos estudos que faz em sua casa (e talvez encontrando algumas pessoas em convenções ou ocasionalmente indo a um coquetel literário) perde de vista o mundo real, de como as coisas realmente são lá fora. E você começa a fazer muitas coisas auto-referenciadas, o que eu acho que é uma armadilha para qualquer escritor.
E: Você colaborou bastante durante sua carreira, fora o trabalho de televisão. Você gosta disso e como você faz?
GM: Cada caso é diferente. É como um casamento. Eu colaborei com Lisa Tuttle, Howard Waldrop, George Gutthridge. Com quem mais eu colaborei? Estou esquecendo alguém? [Risos.]
E: Bem, a televisão é colaborativa até certo ponto. Wild Cards é colaborativo, se preferir.
GM: Bem, com Wild Cards , estou funcionando mais como editor do que como colaborador, então isso é um pouco diferente. Cada uma das minhas colaborações era essencialmente diferente.
Aquele com Howard foi a primeira colaboração. Isso era basicamente: Howard e eu estávamos nos correspondendo há muitos anos, finalmente nos conhecemos em uma convenção em Kansas City, 1972, e devia ter algo errado naquela água ou algo do tipo porque decidimos "Ei, vamos fazer uma história juntos!" Então, enquanto todo mundo estava no Playboy Club no hotel de convenções servindo bebidas por coelhinhas voluptuosas, Howard e eu estávamos em nosso quarto de hotel com a pequena máquina de escrever portátil de Howard, martelando folhas de papel amarelo e, sabe, ele escrevia e ficava sentado atrás dele na cama e então ele parava e eu escrevia, e não produzimos muito coisa. Terminamos uma pequena parte, mas ele levou para casa, escreveu mais um pouco, enviou para mim e assim por diante.
Lisa e eu, éramos pólos opostos para começar. Ela estava no Texas e eu em Chicago quando começamos e depois em Dubuque, Iowa, e colaboramos principalmente através de e-mails, cada um de nós escrevendo uma seção, enviando-as para o outro, que reescreveria a seção anterior que o outro havia escrito e então avançaria um pouco mais além. Assim foi indo e voltando até que chegou um ponto em que eu não sabia mais o que Lisa havia escrito naquele livro e o que eu havia escrito. Ocasionalmente, uma frase se sobressaia como uma “frase de Lisa" ou uma frase minha, mas, fora isso, eu não saberia diferenciar.
A coisa com George Gutthridge, era uma história muito velha. Na verdade, foi uma das primeiras histórias de ficção científica que eu escrevi, que foi recusada várias vezes e que eu nunca fui capaz de vender. Anos depois, George pegou-a e reescreveu. Portanto, minha escrita foi feita no final dos anos 60, e ele a dele foi feita uma década depois.
E: Nightflyers foi transformado em filme há alguns anos atrás. O que você achou do filme? Foi bem diferente da sua história.
GM: Bem, acho que eles foram cerca de 75% fiéis, mas, infelizmente, os 25% que eles mudaram tiveram uma espécie de efeito cascata e fizeram com que os 75% que não foram alterados não fizessem tanto sentido quanto poderia ter. Eles fizeram algumas mudanças que eu aprovo e gostei e outras que não entendi e não gostei.
Eu acho que o filme teve algumas coisas boas - direção de arte adorável, efeitos especiais maravilhosos, considerando o orçamento que era minúsculo (sim, eles não têm os efeitos especiais de Guerra nas Estrelas, mas para um filme de três milhões de dólares - o que ele era - fizeram um trabalho muito impressionante) e tiveram algumas boas interpretações secundárias - mas no geral não acho que funcionou. Infelizmente.
E: Você tem outros projetos de filmes que possam ir adiante, em um futuro próximo?
GM: Eu tenho interesse constante em "Sandkings". Ele está sempre sendo selecionado. E tem havido algum interesse no Fevre Dream. E Phil ainda está ocasionalmente fuçando e conversando sobre O Armageddon Rag. Mas se alguma dessas coisas realmente vai acontecer, eu não seria capaz de afirmar.
E: Quem o inspirou como escritor? Quem são seus escritores favoritos?
GM: Há muitos escritores que eu gosto. Acho que aqueles que realmente tiveram mais efeito sobre mim foram provavelmente os escritores que li quando jovem. Costumo pensar que essas influências, que você absorve a nível subconsciente antes mesmo de sonhar em escrever, são as influências duradouras. Quero dizer, eu cresci lendo Andre Norton, lendo Heinlein Juveniles, lendo Eric Frank Russell (que eu acho um autor maravilhoso, mas que é por demais esquecido, infelizmente). Lovecraft: quando descobri Lovecraft, fiquei encantado por ele, por razões que tenho certeza de que eu entenderia se ainda tivesse quinze anos [risos].
Hoje em dia, meus escritores favoritos são uma lista diferente. Sou um grande admirador de Jack Vance. Eu não sei se Vance teve. . . Vance exerceu grande influência em Haviland Tuf, que começou na primeira história, "Uma Fera para Norn", como uma tentativa muito consciente de escrever uma história ao estilo "Jack Vance", e se você olhar em "Uma Fera para Norn", sou eu muito arduamente imitar Vance. E há ainda outras partes de Tuf que são muito Vancianas. Mas, fora isso, não acho que Vance tenha tido um efeito profundo na minha escrita. Eu leio muito fora deste ramo hoje em dia. Pessoas como Larry McMurtry, William Goldman, Pat Conroy. Essa é uma lista longa. Eu poderia dar nomes aqui o dia todo.
E: Como começou a série Wild Cards**?** Eu ouvi uma mito sobre isso.
GM: Bem, na verdade começou como um jogo de RPG. Há um grupo de escritores em Albuquerque que ocasionalmente jogam juntos, e eles me arrastaram para algumas de suas atividades. Então, eu joguei vários jogos com eles e eles sabiam que eu era um velho fã de quadrinhos desde a infância. Então, em um ano, no meu aniversário, Vic Milan me deu um jogo de RPG de super-herói chamado Superworld, da qual me tornei o Mestre. E pelo menos metade das pessoas em nosso grupo de jogadores eram escritores profissionais com histórias publicadas. Então eles criaram personagens realmente maravilhosos, e como Mestre eu criei mais personagens do que qualquer outra pessoa. E jogamos esse jogo incessantemente por um ano e meio e colocamos muita criatividade e desenvolvimento nos personagens. Neste ponto, eu finalmente disse, sabe, deve haver alguma maneira de ganharmos dinheiro com isso [risos].
Não, me ocorreu que seria uma excelente série de antologias em um mundo compartilhado, seguindo o modelo de Thieves World . Então, reunimos pessoas, conversamos a respeito, e talvez de meia dúzia a uma dúzia dos personagens foram incorporados. Agora, para deixar claro, não acredito apenas em botar no papel as aventuras dos jogos. Me parece uma boa maneira de obter uma ficção realmente ruim. Digo, jogos são divertidos, mas não são livros. Portanto, muitos de nossos personagens, embora tenham suas raízes no jogo, foram substancialmente alterados e adaptados na transição. Além disso, muitas pessoas envolvidas em Wild Cards não eram membros do jogo. Quero dizer, começamos com o núcleo dos escritores de Albuquerque, mas entrei em contato com muitas pessoas como Roger Zelazny, Howard Waldrop, Pat Cadigan, entre outros - que não faziam parte do grupo de jogos - mas que eu sabia que tinham algum carinho por heróis pulp ou heróis de quadrinhos, todo o conceito de superpotências e que eu pensei que seriam capazes de contribuir com algumas coisas interessantes para a série.
E: Para novos escritores em geral, algum conselho?
GM: Acho que este é um momento difícil para alguém que está estreando. Digo, o início dos anos 70, quando entrei, foi um período muito mais favorável.
O mercado de contos ainda está aberto. Digo, Asimov, Analog, F & SF estão constantemente procurando novas pessoas, porque você não consegue ganhar dinheiro suficiente com elas [as revistas de contos], então as pessoas tendem a não ficar por muito tempo. Ainda é o melhor lugar para estabelecer uma reputação. Eu acho que estabelecer uma reputação nesta época em que há tantos escritores... tornar seu nome algo que os leitores vão lembrar e procurar é uma das coisas mais importantes.
Uma das coisas mais inteligentes que fiz na minha carreira, que fiz por acidente - certamente não planejei – foi não escrever um romance nos primeiros cinco ou seis anos. Porque então, quando o romance foi lançado, não era apenas o romance de alguém que ninguém havia ouvido falar, era o tão esperado primeiro romance de George R. R. Martin, o vencedor do Hugo! Isso me proporcionou um pagamento adiantado muito maior, teve uma certa quantidade de hype, foi resenhado em todos os meios, teve visibilidade. E a maneira como conseguiu essa visibilidade, é claro, foi nas revistas: tendo não apenas um conto ocasional, mas tendo muitos contos [publicados] naqueles primeiros anos. Houve meses em que três revistas foram publicadas, todas com uma de minhas histórias nelas: histórias de capa. Assim, estas vendas iniciais de contos às revistas ainda são um dos melhores jeitos de se fazer isso.
A longo prazo, é claro, você precisará passar para romances se quiser ganhar a vida como escritor profissional em tempo integral. E essa é a parte que está se tornando cada vez mais difícil, principalmente se você é um escritor sério e com ambição. Digo, eu vejo o mundo de Hollywood com o qual lido, e o mundo dos livros de onde venho, estão ficando cada vez mais parecidos a cada ano que passa, e não é Hollywood que está mudando. Os editores de livros estão se tornando cada vez mais voltados para a ficção comercial, para os resultados. Assim, enquanto a empresa estivesse lucrando, eles bancariam um bom autor por alguns anos e alguns livros até que ele encontrasse seu público e estabelecesse sua reputação. Agora, se o seu primeiro livro não ganhar dinheiro, você terá muita dificuldade em vender o segundo. Digo, esta é a situação atualmente. Muitas pessoas dizem que é realmente muito bom comercialmente vender um primeiro romance. Mas se esse primeiro romance não se provar um David Eddings ou um Stephen Donaldson, é comercialmente terrível por a venda seu segundo romance.
E: Tendo participado de Alpem da Imaginação e Wild Cards , você acha que o "mundo compartilhado" está se tornando uma tendência séria ou você acha que é apenas uma fase pela qual estamos passando?
GM: Bem, acho que há um pouco de ambos. Não acho que antologias funcionaram na televisão, o que é uma coisa a lembrar. Veja, Além da Imaginação foi um fracasso, nem um pouco tão bem-sucedido quanto o programa original, que foi de certa forma um programa periférico por cinco anos, por mais aclamado que fosse (e foi um programa maravilhoso que assisti religiosamente quando criança). Em algum momento dos meus discursos aqui [em Danse Macabre] eu acho que vou falar um pouco mais a respeito, mas esta entrevista não será publicado antes do evento, então, apenas adiantando assunto: eu acho que. . . todas as formas de ficção, todas as formas de entretenimento estão se movendo cada vez mais para as séries. Quero dizer, vemos pessoas em nosso ramo olhando para ele com uma visão muito restrita e dizendo "O que está acontecendo com a ficção científica? Essas malditas séries!". Não está acontecendo apenas na ficção científica, está acontecendo com todas as formas de ficção. Está acontecendo na televisão, onde os programas de antologia não conseguem ter sucesso e as pessoas querem programas de séries. Está acontecendo nos filmes, onde você tem Rambo IV e Rocky IX . Qualquer coisa que faz sucesso retornará com em um “II”, no final.
E: Quem você culpa? Você culpa a televisão ou. . .
GM: Não, eu não culpo a televisão. Eu acho que parte disso é a evolução da nossa cultura. Ainda estou procurando algumas explicações sobre isso; não tenho todas ainda. Portanto, isso não é conclusivo como em um artigo acadêmico, mas eu tenho o começo de algumas teorias a respeito. Não sei o suficiente sobre a Austrália para falar sobre a cultura de vocês com qualquer autoridade; eu sempre pensei nisso em termos de Estados Unidos.
Se você olhar para o romance: quando o romance foi concebido, era. . . o próprio nome denota novidade - "o novel", é uma coisa nova, derivada da raiz latina. Mas o romance foi apresentado em um momento em que a sociedade era muito estática, onde as pessoas nasciam em uma cidade pequena e talvez nunca tivessem ido a mais de 48 quilômetros dela (a menos que entrassem em guerra). Quero dizer, as pessoas nasciam na Inglaterra, a cem milhas de Londres; e nunca viram Londres. Eles viveram e morreram sem vê-la. Eles exerciam o ofício que sua família exercia, eles se casavam com a garota da casa ao lado, permaneciam casados ​​com ela por toda a vida, criavam filhos que efetivamente assumiriam o comércio quando eles morressem. Nesse mundo, os romances, com sua promessa de novidade, eram um sopro de ar fresco. Eles o levariam vicariamente a lugares que você nunca iria. Eles o apresentariam a uma gama muito maior de pessoas. Se você estava entediado com as dezessete pessoas que você via todos os dias em sua aldeia, eis aqui outra pessoa que você conheceria, e todos eram novos.
Agora, você olha o que existe nos Estados Unidos. Quando falamos sobre a América hoje, você tem uma sociedade completamente móvel. Digo, eu olho para minha própria vida. Nasci em Bayonne, Nova Jersey. Fui para a faculdade nos arredores de Chicago, que fica a milhares de quilômetros de distância, deixando pra trás todos os meus amigos em Bayonne, perdendo o contato com eles, fazendo novos amigos na faculdade. Eu me mudei . . . na verdade, fui para a escola em Evanston, ao norte de Chicago, e depois me mudei para Chicago [enquanto] meus amigos da faculdade se espalharam por todos os Estados Unidos, e eu conheci outro grupo de pessoas enquanto trabalhava nos meus primeiros anos em Chicago. Ensinei na faculdade em Dubuque, Iowa, novamente me mudando, e depois fui para Santa Fe e depois para Los Angeles. Então, eu estou com quarenta e poucos anos e tive cinco grandes movimentos de milhares de quilômetros na minha vida, o que geralmente significa ter tido um conjunto completamente diferente de amigos. Tive várias carreiras diferentes: ensinei em faculdade, fiz torneios de xadrez, fui escritor, fui roteirista de televisão (o que é diferente de ser escritor de livros). Eu fui casado e divorciado e já estive em vários outros relacionamentos. (Agora estou em um relacionamento há bastante tempo). E sou estável em comparação com algumas pessoas! Quero dizer, há imensa mobilidade em curso.
Eu acho que essa atual é uma cultura em que nada é estável. Ou seja, passa o mais longe possível da cultura que produziu o romance. Digo, sua profissão não está definida, as pessoas estão sempre mudando-a durante a vida. Eles chegam aos quarenta e cinco e decidem: "Bem, eu não quero mais ser advogado, apesar de ter sido treinado para isso a vida toda. Agora, quero navegar de barco pelo mundo". Eles se casam, se divorciam, perdem contato com todos os amigos. As famílias nem ficam mais em contato. Assim, a ficção, que nos fornece vicariamente as coisas que não recebemos na vida, a ficção nos dá estabilidade. Digo, vinte anos podem ter se passado, você pode ter um emprego diferente, você mora a duas mil milhas de onde começou, é casado com alguém diferente, mas Star Trek ainda é o mesmo. Você pode voltar lá, e aqui está esta pequena ilha onde Kirk e Spock ainda vão discutir um com o outro, e eles são quase como que amigos seus, com quem você sempre pode contar para estarem lá. Você não irá ligar para um amigo antigo - e ele se transformou em alguém que você não conhece. Kirk nunca se transforma em alguém que você não conhece. Ele sempre permanece sendo Kirk. E o que eu consigo perceber sobre o sucesso das séries, mesmo dentro do ramo, está sempre relacionado aos personagens. Existe uma relação muito forte com os personagens. Digo, se você participa de um painel chamado Writing the Science Fiction Novel, você recebe perguntas gerais da platéia sobre "Como eu vendo meu romance?" [e] "Como começar quando se escreve um romance?" Você nunca recebe perguntas específicas sobre o livro. Se você aparece em painel sobre Wild Cards ou Thieves World, você recebe perguntas como: ​​"Eu não gosto do que você fez com Hiram Worchester. Quando você vai ajudá-lo?" ou "Você vai dar um descanso para o Tartaruga?" ou "Por Deus, eu não suporto esse tal de Fortunato. Ninguém vai dar um soco na boca dele?" Digo, as pessoas formam esses relacionamentos intensos de amoódio com determinados personagens, e acho que isso é acontece com todas as séries.
E: Muito obrigado.
GM: Claro, o prazer é meu.
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2019.05.06 10:17 The-Old-Onee Meu primeiro relacionamento

A história do meu primeiro relacionamento foi algo que me marcou por um bom tempo. Até hoje, talvez.
Essa história pode não interessar muitas pessoas, mas aos que se interessarem, sejam bem vindos.
Tudo começou aos 6 anos de idade. Por isso, não esperem bastante maturidade vinda de mim. Na época em questão, eu havia acabado de me mudar com a minha família, e tinha entrado em uma escola pública. Foi nessa escola que encontrei a garota que viria a gostar.
Eu sempre vi muitas garotas bonitas em minha vida, mas nunca prestei muita atenção nelas, entretanto, algo me chamou atenção nessa garota. A propósito, pensei que poderia ser a sua beleza, mas isso não faria sentido por conta do fato anterior.
Sem nem mesmo conhecer um pingo de sua personalidade, eu acabei tendo a segunda paixão da minha vida, mais forte que a primeira.
Primeiramente, devo admitir que eu ficava muito sem jeito perto dela. Por isso, me impressionei comigo mesmo sobre como consegui pedir o seu telefone. As conversas eram inocentes, foçadas no meu herói de infância: Sonic.
Por favor, não ria.
Tive a sorte de descobrir que ela também era fã do Sonic, e isso unia as nossas conversas. Sem contar as minhas piadas sem-graça que sempre arrancavam um riso dela.
Depois de um tempo, as conversas terminaram. Não pude ligar para ela por um tempo, e logo perdi o seu número de telefone. Tímido, com vergonha de pedir novamente seu numero, aquela foi a última vez que eu conversei com ela no Ensino Fundamental.
Da segunda até a quarta série, eu estive gostando dela. Observando-a de canto, escrevendo seu nome em minhas coisas, imaginando um futuro promissor, até mesmo sendo motivado a ir para a escola simplesmente para ver o seu rosto. Uma criança apaixonada.
E com um óbvio mas bem escondido ciúmes quando rumores (falsos, no caso) de que ela namorava com o garoto mais inteligente da sala, começaram a surgir.
Eu, parabenizei ela por isso, mas amaldiçoei o garoto milhares de vezes, por dentro.
É uma das últimas vezes que lembro de ter dito algo para ela.
Quando passei para a quinta série, a escola escolheu uma nova escola da qual frequentaríamos, pois não tinha recursos para ter uma quinta série e além.
Fomos para a mesma escola.
Mas nada mudou, ficamos em salas diferentes. Nenhum dos meus amigos estavam ali, e para piorar, pelo meu jeito, passei a sofrer ofensas por outros colegas, das quais nunca me fizeram bem.
Ali, minha autoestima desmoronou completamente.
Eu sempre via ela algumas vezes, andando pelo pátio com os amigos, e talvez uma coisa que nunca cessou, foi minha paixão por ela.
Me lembro de um dia estar num evento de Festa Junina na escola. Cheguei cedo com a minha mãe, sentei em um banco no meio da praça, e ela sentou um pouco à frente. Queria falar com ela, mas nunca soube como começar.
Quando notei, ela se juntou com seus amigos, a conversa nunca aconteceu. Mas teria mudado algo afinal?
No meio daquele ano, eu me mudei mais uma vez. Dessa vez, fui para longe. Agradeci, nunca mais iria ver os retardados dos meus colegas, e como minhas notas eram baixas, não tinha o que perder.
Um dia, então, bem longe dela, passei a usar o Facebook. E por coincidência, encontrei o Facebook dela. Adicionei, e foi ali que a magia passou à acontecer.
Inicialmente, não me lembro de como ocorreu a primeira conversa, mas devo ter me apresentado, para ver se ela se lembraria de mim. Uma coisa que memorizo, entretanto, eram as sensações estranhas na minha barriga.
Eu devia ter o que? 9 ou 10 anos?
Fomos conversando, até chegar o dia da qual disse para ela como me sentia. Praticamente, disse que gostava dela. Nosso relacionamento nunca piorou, mas também não melhorou.
(Ps: uma das coisas que devo ressaltar, é que eu basicamente tinha medo da forma que ela reagiria. Por isso, nunca me declarei pessoalmente. Maldita covardia!)
Eu tentava sempre agir como um bom amigo. Tentava dar conselhos - me colocando no lugar dela - sempre tentava diverti-lá, no caso, sempre tentando encontrar um jeito de conquistar ela, até o dia que ela também passasse a gostar de mim.
Eu tentei ser o cara perfeito. Se eu consegui? Eu não faço a mínima ideia.
O tempo passou, e ela passou a ficar com outras pessoas. Quando ela ficava mal, eu sempre tentava animar ela. O ciúmes não era algo tão presente, pois no caso, eu só ficava interessado no bem-estar dela. Seus namorados eram um detalhe que eu procurava esquecer.
Enfim, um dia, o meu ciúmes me levou à entrar em discussão com um de seus amigos íntimos. Com esforço, eu consegui quebrar o relacionamento deles (isso soou tão mal).
A propósito, no início, ela falou que não terminaria com ele. Por isso, me senti inútil, e me afastei por um tempo. Bem decepcionado.
Quando voltei, ela havia me agradecido por ter ajudado a tirar o cara da vida dela. Nunca soube o porque, ela nunca me disse.
Enfim, nos reaproximamos, é nosso relacionamento evoluiu um pouco. Não tanto quanto eu gostaria.
Então, eu cometi um erro. Um grande, enorme, e fodido erro.
Basicamente, minha pessoa se cansou de ser o amigo consolador, e passou a ser mais impaciente com a situação. Então.. eu, com o meu jeito covarde de ser, chamei a própria pessoa que eu gostava, de oferecida.
O pior, foi em um post público. Com a clara intenção de humilhar.
Entramos obviamente em discussão, uma briga que nos afastou por um ano inteiro. Talvez, o melhor teria sido apenas conversar com ela e dizer o que sentia. Mas fui imaturo e inconsequente (sei que é praticamente a mesma coisa).
Depois que um ano se passou, eu tentei me reaproximar. Mas como dizem, um relacionamento é como uma folha de papel. As brigas amassam esse papel, e independente do que faça, ele nunca retornara ao que era antes.
Ela estava brava, brava com alguns amigos também, e eu acabei chegando nela situação. Basicamente, eu apenas tentei me desculpar.
Não me lembro, a propósito, se eu consegui. Mas depois de um tempo, acabei me afastando novamente.
Quando ganhei o meu primeiro celular, eu instalei o WhatsApp, e como não tinha muitos Contatos, pensei em adicionar algumas pessoas.
Eu já tinha ela como amiga, então pensei, porque não?
Aqui chegamos no terceiro e último arco dessa historia.
Pedi o seu número, e foi incrível como nossa relação prosseguiu x 0. Eu continuava sendo o mesmo amigo consolador, mas dessa vez, ainda mais apaixonado.
Consolei, ajudei, aconselhei, fiz tudo para ver ela feliz. Por mais que eu fosse um idiota completo, ainda tinha a felicidade dela como prioridade. Mesmo após anos.
Algo que devo citar, è ela dizer que na verdade sempre me amou, e na ocasião, namorou com outros caras simplesmente para me esquecer.
Eu não acho que precise afirmar que sempre estranhei aquela história, certo? Afinal, anos atrás, a mesma me trocou por outro cara.
Voltando ao assunto..
Foi então, que tendo ainda mais impaciência, eu falei o que queria falar há bastante tempo.
Por favor, porra, fica comigo?
(Ps: sim, foi virtual) (Ps2: não foi com essas palavras, obviamente) (Ps3: essa não è a sigla para PlayStation 3)
Ela aceitou, ótimo, não?
Os primeiros dias sendo seu namorado, mesmo que virtual, foram realmente maravilhosos. Acordar, e receber um bom-dia da pessoa que ama. Áudios, dizendo coisas carinhosas.. cada ação que te conquistava...
Os seis anos correndo atrás daquela garota valeram a pena naquele momento.
Obviamente, meu ciúmes aumentou. Quando ela falou que seu ex havia pedido uma foto dela para colocar como uma capa no perfil, eu não aguentei. Simplesmente dei um xilique.
O ciúmes realmente não è uma coisa saudável em situação alguma. Que sensação terrível..
Um mês depois, eu cometi outro grande erro.
Em um resumo, estávamos fazendo ciúmes um para o outro. Acontece que eu foi bem mais pesado, e não respondi ela por um tempo (1 hora).
Eu havia dito que estaria com outra garota, achei que a situação terminaria bem naquela noite. Vacilo meu.
Ela ficou completamente com ciúmes, não sei como a conversa seguiu, mas terminou com o fim do meu relacionamento com ela, e lágrimas silenciosas na noite.
Eu mesmo, terminei o relacionamento que demorei anos para construir.
Apesar de que o motivo do término foi outro. Basicamente, ela ainda gostava do ex, e eu, sabendo que não conseguiria dar para ela o que ela queria, libertei ela de mim.
Pode ter sido uma atitude meio corna. Mas sério? Eu nem sabia da existência dessa palavra.
Eu voltei a ser o amigo consolador. Mas agora, meu amor por ela começou a esfriar bem depressa.
Eu passei a evitar suas mensagens, responder apenas dias depois, fui me afastando sem notar.
Nesse tempo eu comecei a ficar mais quieto pessoalmente, motivos? Leia mais a frente.
Um dia, dando mais uma chance ao amor, eu tentei reatar com ela. Mas as palavras que me atingiram foram pior do que qualquer merda que eu possa imaginar.
“Eu te considero como um irmão”
Tipo... è sério isso?
Sim, è.
Como se eu sentisse que um buraco negro tivesse surgido no meu peito, um desespero tão grande, a sensação de rir de descrença enquanto chorava.
Era assim que as garotas dispensavam os caras agora?
Um simples não seria menos doloroso do que aquela resposta.
Eu sei que sou um completo babaca, fiz muita merda. Mas aquilo nunca tirou o meu direito de se sentir triste.
O resultado? Eu me afastei completamente dela.
O fim do meu relacionamento me trouxe uma resposta interessante: nada è como você pensa que vai ser.
Talvez, se essa história fosse um simulador de namoro, eu com certeza estaria vivendo o final ruim.
Se eu tivesse tido mais coragem no passado, e me declarado, talvez as coisas teriam sido diferente.
Quem sabe eu estivesse feliz hoje.
O foda disso tudo, foram os problemas familiares que por baixo sempre foderam com a minha mente.
Brigas o tempo todo, ameaça de divórcio, o xingamento pelos colegas, até mesmo ser traído pelo seu melhor amigo, essas coisas fodem com a cabeça de uma criança que nunca teve tantas dificuldades na vida.
(Apenas para avisar, éramos da classe baixa, graças ao meu pai, e ao meu bom Deus, conseguimos ir para a classe média. Mas desde lá de baixo eu já não sofria muito com isso)
Enfim, passaram-se os anos, ela começou a gostar de outras pessoas, e eu de outra pessoa. Um dia, entretanto, quando fui excluir meu facebook, eu encontrei nossas antigas conversas, que me acenderam uma pergunta:
Será que a culpa era minha?
De certa forma, sim. Minhas escolhas nos trouxe até aqui.
Por um bom tempo, eu vivi com aquilo na mente, até tomar coragem para enfim pedir desculpas.
Eu senti que precisava fazer aquilo para conseguir continuar vivendo em paz comigo mesmo.
Após anos, eu conversei com ela novamente. As respostas foram frias, diretas e mais cortantes do que Trimontina, mas eu aguentei.
A minha última conversa com ela, foi pedindo desculpa pelos meus erros. Se ela aceitou? Eu não sei.
Mas eu tentei. Mesmo que isso não viesse me trazer absolutamente nada de bom.
E esse è o final da minha história, sobre o final do meu primeiro relacionamento.
Aprendi com meus erros? Talvez, mas continuou um grande idiota que se esforça em aprender com as próprias merdas.
Mas agora digo isso para você, que está com vergonha de se declarar para seu amor secreto: simplesmente faça isso.
Se declarar pode ser algo difícil, pois você estará literalmente abrindo o seu coração sem a certeza de que será correspondido.
E quem saiba, esteja apenas se preocupando atoa, e tenha sim grandes chances,
Mas vai por mim.
Às vezes, è muito melhor receber um “não”, do que viver um futuro estruturado pela sua falta de coragem em dizer o que sente.
A vida è curta, mas o arrependimento è eterno. Por isso, apenas faça. Vá em frente, e se o garoto ou a garota apenas recusarem, não fique para baixo.
O mundo è feito de pessoas maravilhosas que podem te trazer a lua se você quiser. Basta você ter esperanças e nunca desistir do amor.
Enfim, aqui me despeço, e mais uma vez:
Não queiram viver o final ruim desse simulador de namoro que è a vida amorosa. Vá em frente, e corra atrás do que você quer.
Porque no final, aqueles que não desistem, sempre triunfam.
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2019.04.24 01:49 SaharanMoon Nada do que tenho, conquistei por mim próprio.

É por isto que estranho quando recebo elogios, nos poucos momentos em que os recebo. Não hei muito pelo que me orgulhar. Minha vida viveu-se curta e sem quase nada a dizer, nada a fazer, nada a declarar. Talvez a minha única medíocre conquista tenha sido meu aprendizado de guitarra através do autodidatismo, mas de que adianta tocar um instrumento se o tocarás mal? Meh.
É uma pena. Tive tantas paixões numa jornada tão breve. Recordo-me de quando escrevi textos e textos durante os recreios do colegial, pois meus colegas recusavam-se a brincar comigo. Recordo-me das vezes que meu pai colocava música a tocar em seu quarto depois de chegar do trabalho e eu, por ora, deixava de lado meus bonecos para escutá-la. Hoje, ao buscar novas músicas para conhecer na internet, ainda encontro algumas daquela época e sou transportado repentinamente para tempos mais simples, embora não tão inocentes quanto a maioria. Se eu escrevesse, um dia, minha própria biografia, cada capítulo seria uma canção! Os nomes da estrada que percorro e sons dos passos que dou fariam todos parte da minha história.
Uma história insignificante. Sou só um pirralho que não cresceu. Um pirralho que, perdido numa terra longínqua e desconhecida, tentou criar seu próprio lar e falhou. O máximo que eu sonho em fazer é observar esta terra longínqua alcançar a paz, que seus seres iluminassem-se harmoniosamente e eu possa assisti-los em sua primazia. Nunca poderia participar de tal experiência. Não há espaço para mim e nunca haverá. O mais trágico disto tudo, admito, é que eu sonhei alto por muitos anos, tão alto que tropecei nos mais pequenos empecilhos, tão alto que já desejei ser lembrado como lembro de todos os amigos que perdi e todos os amores que já tive: como as doces memórias e palavras que no frio aquecem-me com um abraço. Está nevando, estou trêmulo, falha-me a memória cada vez mais. Não me resta muito tempo.
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2019.04.20 01:46 DocDepamine Eu sei lá, tá meio foda.

Eu tô numa fase ruim da minha vida. Tá uma merda. É isso. Uma bosta. Cu de bode. Pilha de fezes. Quilos de esterco. Está horrível.

Eu também tô desabafando agora em pura indecisão. Já enchi o saco demais dos meus (poucos) amigos com meus desabafos da minha vida atualmente horrenda, e tenho certeza que vou esquecer um milhão de coisas.

Tudo começou com meu HD quebrando. Minhas férias escolares estavam incríveis. Eu estava produzindo que nem louco. Estava escrevendo que nem louco. E digo eu, escrevendo muito bem. Tinha uns parágrafos geniais, incríveis, que até agora eu me orgulho. Meu laptop cai no chão num deslize filho duma puta. Literalmente, se eu tivesse usado três segundos pra empurrar ele um pouco mais para o meio da mesa, eu tinha salvado essa dor de cabeça. 16 de janeiro, dia que quebrou. Até agora não mandei pra consertar que mal tenho um tostão furado, imagina a fortuna que é pra arrumar essa porra. Daqui dois dias completo três meses de completa inatividade no meu projeto preferido. E não, não tenho backup nenhum. Façam backup. Agora.

Com essa inatividade e completa falta de vontade de fazer qualquer coisa, eu fiquei consideravelmente mais carrancudo e bem mais preguiçoso. Eu consigo ver isso. Eu consigo encostar na minha preguiça. Eu consigo encarar minha total falta de interesse e vontade de fazer qualquer coisa. Eu me desregulei. Eu perdi muito meu controle próprio. Eu tô com dificuldade pra acordar, eu tô estressado, eu tô burro, eu tô esquecendo das coisas, eu tô indo mal na escola como eu nunca fui antes, eu tô me sentindo todo dia TERRIVELMENTE solitário. Dia 14 eu dei um tempo em uma amizade de quase um ano. Ela estava sendo extremamente cuzona comigo, mas ainda assim, não tem como não se sentir sozinho.
Meus amigos mal saem comigo e eu nunca fui pra uma festa onde eu tivesse sido convidado. A primeira que eu fui convidado é de uma colega/amiga de sala minha. Festa de 15 anos, 08 de junho. Não faço a menor ideia de como vou me sentir. Não sou muito fã de música alta, odeio o pessoal da bebedeira e provavelmente vou ter um ataque de pânico 20 minutos dentro da festa.
Com essa solidão que me assola, comecei a andar sozinho, funcionou por um tempo. Agora encheu o saco. Comecei a sair sozinho de bicicleta, ainda tem uma chance que me sustente por mais um tempo. Comecei a mudar os caminhos pra ver coisas novas da cidade, mas normalmente passo sempre pelo mesmo.
Ser solteiro e pensar que a última vez que eu beijei alguém foi quando eu tinha 2 anos também não é as mil maravilhas. O pessoal ouve minhas histórias de quando eu saio sentado na magrela rodando pela cidade e acha que é incrível. Eu saio de casa sozinho pois caso contrário eu ficaria maluco da solidão. E não é como se eu odiasse ficar sozinho - eu amo! Mas o negócio é que agora eu nunca tô 100% sozinho. De tarde sempre tem minha irmã e os pedreiros reformando a nossa casa. E eu honestamente acho que estou tanto tempo sem beijar que se aparecesse alguém agora, louca pra ter aquela troca de saliva tão reforçada pela sociedade, eu recusaria. Eu ainda tenho muito cabeça de quem assistiu HIMYM e acredita no amor verdadeiro, quando tudo isso é uma bobagem da mídia e ninguém foi feito pra ninguém, só saíram de uma buceta e depois que se encontraram se acharam pessoas razoáveis e atraentes.
Eu parei de ler e tô tentando retomar (queria uma indicação de livro curto, mas bom de se ler). Comecei a me interessar por moda e já desenhei basicamente uma marca inteira - mas não tem jeito viável de trazer isso pra vida real. Peguei uma onda e comecei a escrever uns raps (de gente branca) em inglês - não sou confiante no meu inglês no nível de gravar qualquer coisa dessas. Sempre gostei muito de design e marketing - porém não penso em me formar em publicidade ou qualquer outra coisa. Adoro cozinhar quando possível - mas ingredientes custam dinheiro e eu tenho que segurar um pouco pro HD. Sou apaixonado em escrever - e você leu o resto -, e sempre tive vontade de gravar um curta ou alguma coisa - mas não tenho câmera, microfone, atores e nem ninguém que esteja disposto a me ajudar nessas loucuras. Quero aprender francês e mais uma porrada de coisa - mas já tô indo mal o suficiente na escola.
Mas me falta vontade, coragem e motivação. E isso, eu sei, tem que ser uma coisa que cresça de mim. Da minha vontade de crescer. Mas tô numa zona de conforto onde o sofá que eu sentei entrou no formato perfeito da minha bunda, então não quero 100% levantar.
E agora, aqui tô eu. Enquanto tem gente mudando o mundo, eu tô pensando em mudar o mundo enquanto desabafo para estranhos na internet. Tá foda.
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2019.03.29 23:16 impostoderenda Por que (ou não) ter filhos?

Gostaria de saber de quem tem filhos, qual a sensação de criar alguém. Pra quem não tem e quer ter, pq dessa decisão? E quem não quer, pq não quer?
Alguns pontos que levantei pra construir minha opinião sobre (todas adaptaras a minha forma de pensar e meu meio social/financeiro):
Emocional Considero que uma das partes legais de ter um filho é a parte emocional da coisa. Alguém genuinamente feliz em te ver, alguém que se sente protegido quando você está por perto, alguém que te prefere à qualquer pessoa, alguém que carrega seus traços, sua história e nem que seja um pouco da sua fisionomia... pelo menos em algum momento você vai se ver naquela criança. Num mundo tão frio, é aquela criança que vai te encher de amor.
Status Bancar uma criança gera um status, dependendo da sua idade e do quão bem você está financeiramente, ter um filho eleva o nível das suas conquistas já que tudo fica mais difícil com aquele pequeno sugador de recursos financeiros chamado filho.
Evolução Assim como crescer, arrumar emprego, casar, adquirir bens... ter filho demonstra também uma certa evolução, nos casos ideais, espera-se que a pessoa que tem filhos (principalmente se for planejado) seja uma pessoa mais madura. Uma pessoa que “cumpriu” mais uma etapa da vida.
Legado Ter um filho também é te manter vivo por aqui, é passar seu legado, por menor que seja, manter viva a história da sua família. Passar a diante a sua cultura.
Sociedade Acho que aqui começa a parte “ruim” da coisa... Nada estará 100% sob seu controle. E isso não é exclusivo de quando a criança é mais independente. Seu filho, assim como você, é um ser que convive em sociedade e você já parou pra pensar o quanto isso abre margem pra coisas ruins acontecerem?. Desde seu filho crescer, se envolver com pessoas erradas e ser um criminoso, sociopata, psicopata OU seu filho cruzar o caminho de um desses e acabar morto, com traumas psicológicos, ser abusado sexualmente ou N coisas ruins que isso pode gerar. Fiz uma enquete em um grupo de Facebook e boa parte da galera disse que sofreu abuso mas a maioria nunca contou pros pais e tinham traumas com isso até hoje. A maioria era criança quando isso aconteceu... já imaginaram também quantas coisas acontecem com bebês? Se uma criança que pode contar, já cometem esses abusos, imagina um bebê que não vai se lembrar? Confesso que um dos meus maiores medos de ter um filho é esse, de alguém simplesmente foder a mente dele ou ele ser uma dessas pessoas (ou o combo duplo).
Morte A morte é natural e acontece. A gente sempre imagina que vai ficar velho e morrer mas... quais as probabilidades? Já pensou que você pode morrer e QUEM vai se importar tanto quanto você para seu filho?, o outro genitor da criança também não é pra sempre. Do mesmo jeito que você pode ver 3 gerações a sua frente, você pode morrer e deixar um bebê que você escolheu por nesse mundo, sem o necessário amparo. Além do fato de que a criança pode morrer, acho que se algo desse tipo acontecesse com um hipotético filho que eu viesse a ter, eu iria ficar louca.
Prioridades Desde que você não seja um biliardário, você terá que deixar de ir à locais que gosta pelo seu filho, comprar o que quer pelo seu filho, perder horas de sono pelo seu filho e se ver nesse caminho sem volta de viver em função de outra vida.
Valores Quais valores em um tempo como esse, passar para seu filho? O que é certo? Qual o sentido disso tudo aqui?
Ter um dependente Sim, você não pode mais tacar o foda-se. Se dar ao luxo do desemprego, se dar ao luxo de ficar doente, se dar ao luxo de ser depressivo, se dar ao luxo de coisas pequenas, simples e individuais que pessoas sem filhos podem fazer.
Pressão social O erro do seu filho não é um erro dele, é um erro seu. A culpa é sua se a criança é hiperativa, se vive doente, se vira um adolescente drogado, se é um marmanjo sem emprego. Se tem alimentação toda errada: você está criando um futuro diabético obeso. Se a alimentação é natural: você tá criando um natureba, coitada da criança... criança gosta de doce. Se for um suicida, se for um criminoso.... a culpa é dos pais. Seja por influência ou negligência.
Você deu a vida pra alguém que não pediu... Sim, e muita gente (eu, inclusive) preferiria não ter nascido. Pq a gente continua esse ciclo de colocar alguém no mundo, como se fosse maravilhoso viver aqui, sendo que não é? Quase todos são depressivos, ansiosos, com algum tipo de problema. Pq, colocar mais um ser nesse ciclo?
Socialmente não aceito Seu filho pode sofrer por ser transgênero ou gay. Por ser deficiente físico ou mental. Por ter alguma patologia... e voltamos ao ponto de: você não controla onde ele está e nem é imortal para protegê-lo o tempo inteiro.
Tempo A gente não percebe mas os dias e anos são super rápidos. A nossa vida de fato corre... nesse tempo você é pressionado a amadurecer de dias pro outro, arrumar emprego, estudar, comprar coisas, continuar evoluindo na sua área, ter um corpo padrão, e fazer coisas, agir de certa forma, sobreviver a varias coisas (possíveis doenças, acidentes, crimes e ameaças). Durante anos você fará isso por você e outra pessoa, por muito tempo a pressão da evolução do seu filho é uma pressão que cai sobre você. A vida não é muito curta para usar boa parte dela vivendo por outra pessoa?
Seu filho simplesmente quer liberdade Mesmo que ele more com você pra sempre, ele vai querer se libertar. Ele vai parar de acatar suas certezas e basicamente fazer oq muitos aqui fizeram: quebrar a cara e aprender sozinho as merdas. E você, que se doou tanto para aquela pessoa, vai perdê-la e confiar que ela vai fz certo, mesmo sabendo que isso pode não acontecer. Imagina alguém que há alguns anos tava te chamando de mamãe/papai estar bebendo num local perigoso e se você quiser proteger, você é exagerado? Se apaixonar pela pessoa que você sabe que vai fz ela sofrer? Virar as costas pra você pq simplesmente você não gosta do namoradinho drogado dela? Por mais “bem criado” que seu filho seja, são situações que você não pode prever.
E é por isso que quero muito ter filho, mas sinto medo.
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2019.01.29 12:54 Dark_Nacho Quem topa co-criar uma newsletter cobrindo o futebol brasileiro para quem se interessa pelo futebol nacional mas tem preguiça / falta de tempo para acompanhar?

Inspirado pelo post do u/lemosnfl, eu resolvi compartilhar uma ideia que eu tenho há um tempo e gostaria muito de tirar do papel.
Primeiro porque eu acho que o futebol nacional é uma das jóias de conteúdo que temos. Se às vezes falta o primor esportivo e a organização, sobram histórias interessantes, peculiaridades regionais, personagens heróicos e, principalmente, figurões quase ficcionais, tanto cômicos quantos trágicos.
Ou seja, conteúdo irado tem.
Depois, porque eu sigo um projeto gringo focado na NBA que eu acho que é um formato muito interessante, que poderia servir como base desse inicial pra construirmos em cima. O projeto se chama Lazy NBA (https://thelazynba.com/). Ele é mais focado nos resultados mas tem uma introdução curta e bem escrita, que situa os lazies sobre o tema principal da newsletter e depois uma curadoria de links relevantes dos últimos dias.
Pra quem curte NBA e não tem o tempo ou a energia suficiente pra acompanhar tudo, eu super recomendo a newsletter.
Se alguém se interessar em fazer um piloto do "Lazy Futebol Brasileiro" (o nome não seria esse, pelo amor de deus), vamos trocar ideia aí e botar de pé?

E quem não quiser participar, mas puder ajudar compartilhando links de outras newsletters nacionais sobre o futebol (só conheço a do trivela), dando ideias de possíveis pautas ou simplesmente dizendo se assinariam ou não a news, já seria lindo de viver.

Inté!
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2018.12.29 18:18 sorvetegatinho A causa secreta

Garcia, em pé, mirava e estalava as unhas; Fortunato, na cadeira de balanço, olhava para o teto; Maria Luísa, perto da janela, concluía um trabalho de agulha. Havia já cinco minutos que nenhum deles dizia nada. Tinham falado do dia, que estivera excelente, - de Catumbi, onde morava o casal Fortunato, e de uma casa de saúde, que adiante se explicará. Como os três personagens aqui presentes estão agora mortos e enterrados, tempo é de contar a história sem rebuço.
Tinham falado também de outra coisa, além daquelas três, coisa tão feia e grave, que não lhes deixou muito gosto para tratar do dia, do bairro e da casa de saúde. Toda a conversação a este respeito foi constrangida. Agora mesmo, os dedos de Maria Luísa parecem ainda trêmulos, ao passo que há no rosto de Garcia uma expressão de severidade, que lhe não é habitual. Em verdade, o que se passou foi de tal natureza, que para fazê-lo entender é preciso remontar à origem da situação.
Garcia tinha-se formado em medicina, no ano anterior, 1861. No de 1860, estando ainda na Escola, encontrou-se com Fortunato, pela primeira vez, à porta da Santa Casa; entrava, quando o outro saía. Fez-lhe impressão a figura; mas, ainda assim, tê-la-ia esquecido, se não fosse o segundo encontro, poucos dias depois. Morava na rua de D. Manoel. Uma de suas raras distrações era ir ao teatro de S. Januário, que ficava perto, entre essa rua e a praia; ia uma ou duas vezes por mês, e nunca achava acima de quarenta pessoas. Só os mais intrépidos ousavam estender os passos até aquele recanto da cidade. Uma noite, estando nas cadeiras, apareceu ali Fortunato, e sentou-se ao pé dele.
A peça era um dramalhão, cosido a facadas, ouriçado de imprecações e remorsos; mas Fortunato ouvia-a com singular interesse. Nos lances dolorosos, a atenção dele redobrava, os olhos iam avidamente de um personagem a outro, a tal ponto que o estudante suspeitou haver na peça reminiscências pessoais do vizinho. No fim do drama, veio uma farsa; mas Fortunato não esperou por ela e saiu; Garcia saiu atrás dele. Fortunato foi pelo beco do Cotovelo, rua de S. José, até o largo da Carioca. Ia devagar, cabisbaixo, parando às vezes, para dar uma bengalada em algum cão que dormia; o cão ficava ganindo e ele ia andando. No largo da Carioca entrou num tílburi, e seguiu para os lados da praça da Constituição. Garcia voltou para casa sem saber mais nada.
Decorreram algumas semanas. Uma noite, eram nove horas, estava em casa, quando ouviu rumor de vozes na escada; desceu logo do sótão, onde morava, ao primeiro andar, onde vivia um empregado do arsenal de guerra. Era este que alguns homens conduziam, escada acima, ensangüentado. O preto que o servia acudiu a abrir a porta; o homem gemia, as vozes eram confusas, a luz pouca. Deposto o ferido na cama, Garcia disse que era preciso chamar um médico.
Garcia olhou: era o próprio homem da Santa Casa e do teatro. Imaginou que seria parente ou amigo do ferido; mas rejeitou a suposição, desde que lhe ouvira perguntar se este tinha família ou pessoa próxima. Disse-lhe o preto que não, e ele assumiu a direção do serviço, pediu às pessoas estranhas que se retirassem, pagou aos carregadores, e deu as primeiras ordens. Sabendo que o Garcia era vizinho e estudante de medicina pediu-lhe que ficasse para ajudar o médico. Em seguida contou o que se passara.
Médico e subdelegado vieram daí a pouco; fez-se o curativo, e tomaram-se as informações. O desconhecido declarou chamar-se Fortunato Gomes da Silveira, ser capitalista, solteiro, morador em Catumbi. A ferida foi reconhecida grave. Durante o curativo ajudado pelo estudante, Fortunato serviu de criado, segurando a bacia, a vela, os panos, sem perturbar nada, olhando friamente para o ferido, que gemia muito. No fim, entendeu-se particularmente com o médico, acompanhou-o até o patamar da escada, e reiterou ao subdelegado a declaração de estar pronto a auxiliar as pesquisas da polícia. Os dois saíram, ele e o estudante ficaram no quarto.
Garcia estava atônito. Olhou para ele, viu-o sentar-se tranqüilamente, estirar as pernas, meter as mãos nas algibeiras das calças, e fitar os olhos no ferido. Os olhos eram claros, cor de chumbo, moviam-se devagar, e tinham a expressão dura, seca e fria. Cara magra e pálida; uma tira estreita de barba, por baixo do queixo, e de uma têmpora a outra, curta, ruiva e rara. Teria quarenta anos. De quando em quando, voltava-se para o estudante, e perguntava alguma coisa acerca do ferido; mas tornava logo a olhar para ele, enquanto o rapaz lhe dava a resposta. A sensação que o estudante recebia era de repulsa ao mesmo tempo que de curiosidade; não podia negar que estava assistindo a um ato de rara dedicação, e se era desinteressado como parecia, não havia mais que aceitar o coração humano como um poço de mistérios.
Fortunato saiu pouco antes de uma hora; voltou nos dias seguintes, mas a cura fez-se depressa, e, antes de concluída, desapareceu sem dizer ao obsequiado onde morava. Foi o estudante que lhe deu as indicações do nome, rua e número.
Correu a Catumbi daí a seis dias. Fortunato recebeu-o constrangido, ouviu impaciente as palavras de agradecimento, deu-lhe uma resposta enfastiada e acabou batendo com as borlas do chambre no joelho. Gouvêa, defronte dele, sentado e calado, alisava o chapéu com os dedos, levantando os olhos de quando em quando, sem achar mais nada que dizer. No fim de dez minutos, pediu licença para sair, e saiu.
O pobre-diabo saiu de lá mortificado, humilhado, mastigando a custo o desdém, forcejando por esquecê-lo, explicá-lo ou perdoá-lo, para que no coração só ficasse a memória do benefício; mas o esforço era vão. O ressentimento, hóspede novo e exclusivo, entrou e pôs fora o benefício, de tal modo que o desgraçado não teve mais que trepar à cabeça e refugiar-se ali como uma simples idéia. Foi assim que o próprio benfeitor insinuou a este homem o sentimento da ingratidão.
Tudo isso assombrou o Garcia. Este moço possuía, em gérmen, a faculdade de decifrar os homens, de decompor os caracteres, tinha o amor da análise, e sentia o regalo, que dizia ser supremo, de penetrar muitas camadas morais, até apalpar o segredo de um organismo. Picado de curiosidade, lembrou-se de ir ter com o homem de Catumbi, mas advertiu que nem recebera dele o oferecimento formal da casa. Quando menos, era-lhe preciso um pretexto, e não achou nenhum.
Tempos depois, estando já formado e morando na rua de Matacavalos, perto da do Conde, encontrou Fortunato em uma gôndola, encontrou-o ainda outras vezes, e a freqüência trouxe a familiaridade. Um dia Fortunato convidou-o a ir visitá-lo ali perto, em Catumbi.
Garcia foi lá domingo. Fortunato deu-lhe um bom jantar, bons charutos e boa palestra, em companhia da senhora, que era interessante. A figura dele não mudara; os olhos eram as mesmas chapas de estanho, duras e frias; as outras feições não eram mais atraentes que dantes. Os obséquios, porém, se não resgatavam a natureza, davam alguma compensação, e não era pouco. Maria Luísa é que possuía ambos os feitiços, pessoa e modos. Era esbelta, airosa, olhos meigos e submissos; tinha vinte e cinco anos e parecia não passar de dezenove. Garcia, à segunda vez que lá foi, percebeu que entre eles havia alguma dissonância de caracteres, pouca ou nenhuma afinidade moral, e da parte da mulher para com o marido uns modos que transcendiam o respeito e confinavam na resignação e no temor. Um dia, estando os três juntos, perguntou Garcia a Maria Luísa se tivera notícia das circunstâncias em que ele conhecera o marido.
Contou o caso da rua de D. Manoel. A moça ouviu-o espantada. Insensivelmente estendeu a mão e apertou o pulso ao marido, risonha e agradecida, como se acabasse de descobrir-lhe o coração. Fortunato sacudia os ombros, mas não ouvia com indiferença. No fim contou ele próprio a visita que o ferido lhe fez, com todos os pormenores da figura, dos gestos, das palavras atadas, dos silêncios, em suma, um estúrdio. E ria muito ao contá-la. Não era o riso da dobrez. A dobrez é evasiva e oblíqua; o riso dele era jovial e franco.
" Singular homem!" pensou Garcia.
Maria Luísa ficou desconsolada com a zombaria do marido; mas o médico restituiu-lhe a satisfação anterior, voltando a referir a dedicação deste e as suas raras qualidades de enfermeiro; tão bom enfermeiro, concluiu ele, que, se algum dia fundar uma casa de saúde, irei convidá-lo.
Garcia recusou nesse e no dia seguinte; mas a idéia tinha-se metido na cabeça ao outro, e não foi possível recuar mais. Na verdade, era uma boa estréia para ele, e podia vir a ser um bom negócio para ambos. Aceitou finalmente, daí a dias, e foi uma desilusão para Maria Luísa. Criatura nervosa e frágil, padecia só com a idéia de que o marido tivesse de viver em contato com enfermidades humanas, mas não ousou opor-se-lhe, e curvou a cabeça. O plano fez-se e cumpriu-se depressa. Verdade é que Fortunato não curou de mais nada, nem então, nem depois. Aberta a casa, foi ele o próprio administrador e chefe de enfermeiros, examinava tudo, ordenava tudo, compras e caldos, drogas e contas.
Garcia pôde então observar que a dedicação ao ferido da rua D. Manoel não era um caso fortuito, mas assentava na própria natureza deste homem. Via-o servir como nenhum dos fâmulos. Não recuava diante de nada, não conhecia moléstia aflitiva ou repelente, e estava sempre pronto para tudo, a qualquer hora do dia ou da noite. Toda a gente pasmava e aplaudia. Fortunato estudava, acompanhava as operações, e nenhum outro curava os cáusticos.
A comunhão dos interesses apertou os laços da intimidade. Garcia tornou-se familiar na casa; ali jantava quase todos os dias, ali observava a pessoa e a vida de Maria Luísa, cuja solidão moral era evidente. E a solidão como que lhe duplicava o encanto. Garcia começou a sentir que alguma coisa o agitava, quando ela aparecia, quando falava, quando trabalhava, calada, ao canto da janela, ou tocava ao piano umas músicas tristes. Manso e manso, entrou-lhe o amor no coração. Quando deu por ele, quis expeli-lo para que entre ele e Fortunato não houvesse outro laço que o da amizade; mas não pôde. Pôde apenas trancá-lo; Maria Luísa compreendeu ambas as coisas, a afeição e o silêncio, mas não se deu por achada.
No começo de outubro deu-se um incidente que desvendou ainda mais aos olhos do médico a situação da moça. Fortunato metera-se a estudar anatomia e fisiologia, e ocupava-se nas horas vagas em rasgar e envenenar gatos e cães. Como os guinchos dos animais atordoavam os doentes, mudou o laboratório para casa, e a mulher, compleição nervosa, teve de os sofrer. Um dia, porém, não podendo mais, foi ter com o médico e pediu-lhe que, como coisa sua, alcançasse do marido a cessação de tais experiências.
Maria Luísa acudiu, sorrindo:
Garcia alcançou prontamente que o outro acabasse com tais estudos. Se os foi fazer em outra parte, ninguém o soube, mas pode ser que sim. Maria Luísa agradeceu ao médico, tanto por ela como pelos animais, que não podia ver padecer. Tossia de quando em quando; Garcia perguntou-lhe se tinha alguma coisa, ela respondeu que nada.
Não deu o pulso, e retirou-se. Garcia ficou apreensivo. Cuidava, ao contrário, que ela podia ter alguma coisa, que era preciso observá-la e avisar o marido em tempo.
Dois dias depois, - exatamente o dia em que os vemos agora, - Garcia foi lá jantar. Na sala disseram-lhe que Fortunato estava no gabinete, e ele caminhou para ali; ia chegando à porta, no momento em que Maria Luísa saía aflita.
Garcia lembrou-se que na véspera ouvira ao Fortunato queixar-se de um rato, que lhe levara um papel importante; mas estava longe de esperar o que viu. Viu Fortunato sentado à mesa, que havia no centro do gabinete, e sobre a qual pusera um prato com espírito de vinho. O líquido flamejava. Entre o polegar e o índice da mão esquerda segurava um barbante, de cuja ponta pendia o rato atado pela cauda. Na direita tinha uma tesoura. No momento em que o Garcia entrou, Fortunato cortava ao rato uma das patas; em seguida desceu o infeliz até a chama, rápido, para não matá-lo, e dispôs-se a fazer o mesmo à terceira, pois já lhe havia cortado a primeira. Garcia estacou horrorizado.
E com um sorriso único, reflexo de alma satisfeita, alguma coisa que traduzia a delícia íntima das sensações supremas, Fortunato cortou a terceira pata ao rato, e fez pela terceira vez o mesmo movimento até a chama. O miserável estorcia-se, guinchando, ensangüentado, chamuscado, e não acabava de morrer. Garcia desviou os olhos, depois voltou-os novamente, e estendeu a mão para impedir que o suplício continuasse, mas não chegou a fazê-lo, porque o diabo do homem impunha medo, com toda aquela serenidade radiosa da fisionomia. Faltava cortar a última pata; Fortunato cortou-a muito devagar, acompanhando a tesoura com os olhos; a pata caiu, e ele ficou olhando para o rato meio cadáver. Ao descê-lo pela quarta vez, até a chama, deu ainda mais rapidez ao gesto, para salvar, se pudesse, alguns farrapos de vida.
Garcia, defronte, conseguia dominar a repugnância do espetáculo para fixar a cara do homem. Nem raiva, nem ódio; tão-somente um vasto prazer, quieto e profundo, como daria a outro a audição de uma bela sonata ou a vista de uma estátua divina, alguma coisa parecida com a pura sensação estética. Pareceu-lhe, e era verdade, que Fortunato havia-o inteiramente esquecido. Isto posto, não estaria fingindo, e devia ser aquilo mesmo. A chama ia morrendo, o rato podia ser que tivesse ainda um resíduo de vida, sombra de sombra; Fortunato aproveitou-o para cortar-lhe o focinho e pela última vez chegar a carne ao fogo. Afinal deixou cair o cadáver no prato, e arredou de si toda essa mistura de chamusco e sangue.
Ao levantar-se deu com o médico e teve um sobressalto. Então, mostrou-se enraivecido contra o animal, que lhe comera o papel; mas a cólera evidentemente era fingida.
"Castiga sem raiva", pensou o médico, "pela necessidade de achar uma sensação de prazer, que só a dor alheia lhe pode dar: é o segredo deste homem".
Fortunato encareceu a importância do papel, a perda que lhe trazia, perda de tempo, é certo, mas o tempo agora era-lhe preciosíssimo. Garcia ouvia só, sem dizer nada, nem lhe dar crédito. Relembrava os atos dele, graves e leves, achava a mesma explicação para todos. Era a mesma troca das teclas da sensibilidade, um diletantismo sui generis, uma redução de Calígula.
Quando Maria Luísa voltou ao gabinete, daí a pouco, o marido foi ter com ela, rindo, pegou-lhe nas mãos e falou-lhe mansamente:
E voltando-se para o médico:
Maria Luísa defendeu-se a medo, disse que era nervosa e mulher; depois foi sentar-se à janela com as suas lãs e agulhas, e os dedos ainda trêmulos, tal qual a vimos no começo desta história. Hão de lembrar-se que, depois de terem falado de outras coisas, ficaram calados os três, o marido sentado e olhando para o teto, o médico estalando as unhas. Pouco depois foram jantar; mas o jantar não foi alegre. Maria Luísa cismava e tossia; o médico indagava de si mesmo se ela não estaria exposta a algum excesso na companhia de tal homem. Era apenas possível; mas o amor trocou-lhe a possibilidade em certeza; tremeu por ela e cuidou de os vigiar.
Ela tossia, tossia, e não se passou muito tempo que a moléstia não tirasse a máscara. Era a tísica, velha dama insaciável, que chupa a vida toda, até deixar um bagaço de ossos. Fortunato recebeu a notícia como um golpe; amava deveras a mulher, a seu modo, estava acostumado com ela, custava-lhe perdê-la. Não poupou esforços, médicos, remédios, ares, todos os recursos e todos os paliativos. Mas foi tudo vão. A doença era mortal.
Nos últimos dias, em presença dos tormentos supremos da moça, a índole do marido subjugou qualquer outra afeição. Não a deixou mais; fitou o olho baço e frio naquela decomposição lenta e dolorosa da vida, bebeu uma a uma as aflições da bela criatura, agora magra e transparente, devorada de febre e minada de morte. Egoísmo aspérrimo, faminto de sensações, não lhe perdoou um só minuto de agonia, nem lhos pagou com uma só lágrima, pública ou íntima. Só quando ela expirou, é que ele ficou aturdido. Voltando a si, viu que estava outra vez só.
De noite, indo repousar uma parenta de Maria Luísa, que a ajudara a morrer, ficaram na sala Fortunato e Garcia, velando o cadáver, ambos pensativos; mas o próprio marido estava fatigado, o médico disse-lhe que repousasse um pouco.
Fortunato saiu, foi deitar-se no sofá da saleta contígua, e adormeceu logo. Vinte minutos depois acordou, quis dormir outra vez, cochilou alguns minutos, até que se levantou e voltou à sala. Caminhava nas pontas dos pés para não acordar a parenta, que dormia perto. Chegando à porta, estacou assombrado.
Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero. Não tinha ciúmes, note-se; a natureza compô-lo de maneira que lhe não deu ciúmes nem inveja, mas dera-lhe vaidade, que não é menos cativa ao ressentimento.
Olhou assombrado, mordendo os beiços.
Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver; mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranqüilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.
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